<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604</id><updated>2011-12-09T09:11:04.998-08:00</updated><title type='text'>Historiando...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2136875335997509834</id><published>2011-09-30T16:41:00.001-07:00</published><updated>2011-09-30T17:25:14.441-07:00</updated><title type='text'>O neocolonialismo e o nazismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;História da África foi uma disciplina que eu comecei odiando, hoje eu estou amando. Eu percebi, por volta da quarta ou quinta aula que a história do continente africano é, na verdade, parte da história mundial. Impossível estudá-la sem estudar a Europa e as grande navegações, ou ainda, mais tardiamente, o século das luzes, a revolução industrial e uma mentalidade moderna que perdura até os dias contemporâneos. A África não é só África. Ela tem suas especificidades sim, mas faz parte de um conjunto da história mundial. Em uma aula vimos isto sob o nome de "histórias entrelaçadas", pois a partir da segunda metade do século XVIII, mas com mais força no XIX, as várias histórias internas ao continente junta-se não só umas as outras, mas também as histórias externas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi muito interessante estas últimas semanas, pois que eu estava vendo em história das mentalidades no século das Luzes, na disciplina de História Moderna, tinha íntima conexão com o que eu estava estudando não só em História da África, mas também em História dos Estados Unidos. Sobre este último ainda pretendo escrever alguma coisa por aqui. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a próxima aula estou lendo alguns textos sobre a resistência africana em relação ao neo-colonialismo. Não tratarei sobre isto aqui, mas há um trecho que quero transcrever de uma destas leituras muito bom para reflexão. Confesso que tenho achado a história da África um assunto bastante triste de se estudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de falar sobre as especificidades dos exércitos do Império Francês, Alemão e Inglês em suas colônias na África, Elikia M'Bokolo, em África Negra - História e Civilizações Do Século XIX aos Nossos Dias, vai falar sobre a presença belga no Estado Independente do Congo e como nele se formavam os exércitos que eram compostos, majoritariamente pelos próprios nativos. Desta maneira, os chefes, obrigados a fornecer homens, ofereciam aqueles renegados pela sociedade, mais fracos, ou que ameaçavam de alguma maneira a tribo e tinham poucas oportunidades de promoção. M'Bokolo diz que, além das causas referentes as características da primeira idade colonial, este fenômeno explica a violência que marca o período colonial e cujas cicatrizes, se fechadas ou não, permanecem ainda muito visíveis. Ele registra no seu texto um testemunho:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quando era jovem, vi o soldado Molili, que guardava na altura a aldeia de Bayeka, pegar numa grande nassa, meter nela indígenas detidos, prender-lhe umas pedras muito grandes e atirá-la para o meio do rio. [...] A produção de borracha deu origem a bastantes infelicidades, é por isso que não queremos mais ouvir dessa palavra. Os soldados obrigavam os filhos adultos a matar ou violar as próprias mães e irmãs"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele continua o seu texto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Esta violência permanente, deixada a si própria, sem controle e sem outra sanção se não a submissão dos povos a colonizar e a eficácia econômica das tropas, teve terríveis efeitos tanto em África como na Europa. Aimé Césaire foi o primeiro a sugerir que, nela, havia o 'veneno instilado nas veias da Europa e o avanço, lento mas seguro, da barbarização do continente', que conduziu ao nazismo, e acrescentava o poeta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Aquilo que [o muito cristão burguês do século XX] não perdoa a Hitler, não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do homem em si, é o crime contra o homem branco, é a humilhação do homem branco, é o de se ter aplicado à Europa processos colonialistas que até então eram reservados aos árabes da Argélia, aos coolies da Índia e aos pretos de África.' (Discours sur le colonialisme, Paris, Présence Africaine, 1955, pp. 10-11)."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bibliografia: M'Bokolo, Elikia. África Negra História e Civilizações Do Século XIX aos Nossos Dias . Edições Colibri, p. 330.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2136875335997509834?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2136875335997509834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2136875335997509834&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2136875335997509834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2136875335997509834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/09/o-neocolonialismo-e-o-nazismo.html' title='O neocolonialismo e o nazismo'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-636652912358591606</id><published>2011-09-22T06:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T08:11:42.795-07:00</updated><title type='text'>Resenha - A Revolta da Vacina</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lOSe7CxJx6Q/SX-r7I2vU5I/AAAAAAAAAmw/-SxB_9jwA2Q/s400/Rep+Velha+-+Revolta+da+Vacina,+no+centro+Oswaldo+Cruz,+1904.+Revista+O+Malho..jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 246px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lOSe7CxJx6Q/SX-r7I2vU5I/AAAAAAAAAmw/-SxB_9jwA2Q/s400/Rep+Velha+-+Revolta+da+Vacina,+no+centro+Oswaldo+Cruz,+1904.+Revista+O+Malho..jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No primeiro semestre do ano passado eu li um livro chamado "A Revolta da Vacina" de Nicolau Sevcenko. O livro me encantou tanto que até escrevi um pequeno artigo para publicar aqui no blog:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/revolta-da-vacina.html"&gt;&lt;i&gt;A Revolta da Vacina - 8 de abril de 2010&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Pois bem, neste semestre, cursando Brasil Independente II, foi pedido uma resenha como uma das avaliações e eu acabei fazendo a resenha deste mesmo livro, que publicarei agora aqui. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_______________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A Revolta da Vacina” de Nicolau Sevcenko é um livro que foge um pouco dos padrões acadêmicos em sua linguagem, mas não falha em sua qualidade de pesquisa. Através de uma linguagem fácil e acessível a qualquer um fora da academia que se interesse pelo tema, Nicolau vai nos mostrar o avesso da história oficial acerca do evento que dá nome a obra. O livro é de poucas páginas e composto por quatro capítulos. No primeiro, é abordado exaustivamente o cotidiano da batalha; no segundo e terceiro, privilegia-se o contexto político, econômico e social por detrás do motim; e finalmente, no quarto e último capítulo, o desfecho desta história bastante trágica e a ideologia construída pelas autoridades para explicar o que ficou então conhecida como Revolta da Vacina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tese central do livro consiste em mostrar que a Revolta não se limita ao furor de uma população pouco esclarecida sobre a importância da vacina para a prevenção da varíola, que ao lado de outras enfermidades estava causando um aumento significativo no número de óbitos e infectados, mas sim de que ela é o estopim de uma série de fenômenos políticos que solidificaram a hegemonia paulista no poder em detrimento de interesses sociais que abrangesse a população em geral. Além, é claro, da interferência de diferentes grupos políticos na Revolta que viram nela uma chance de se auto promoverem, mas que perderam o controle em determinado momento. Nicolau denuncia que as chacinas possuem um discurso próprio que não foi diferente desta que ocorreu em novembro de 1904 na cidade do Rio de Janeiro: atribuiu-se toda a responsabilidade pela tragédia ao grupo revoltoso que queria impedir a manutenção e a imposição da ordem, enquanto que os executores se auto colocaram como heróis que lutaram pelo bem geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que Nicolau mostra é que no início do século XX, a burguesia ascendente cafeeira paulista precisava se inserir e mostrar ao mundo desenvolvido uma imagem de prosperidade, ordem, governo e economia estável, para continuar com os recursos externos sem os quais a instituição cafeeira não poderia se manter. A cidade do Rio de Janeiro, para tanto, precisava passar por uma reformulação, já que as condições estruturais do porto não mais condiziam com a sua importância de terceiro maior porto em movimento do continente americano. Somam-se a este fato as ruas estreitas e tortuosas da cidade que dificultava o trânsito de mercadoria que eram desembarcadas. Além disso, o fato da cidade ser um foco endêmico para várias doenças, como febre amarela, varíola, peste bubônica e tuberculose, fazia com que a tripulação e os passageiros não descessem dos navios, já que o Rio de Janeiro era conhecido internacionalmente como “túmulo dos estrangeiros.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dado importante que contribui para piorar este quadro já esboçado foram as políticas econômicas de governos anteriores. Medidas que ficaram conhecidas como “funding loan” e Convênio de Taubaté tiveram como conseqüências um drástico processo de deflação e arrocho da economia interna. As camadas mais pobres foram as mais prejudicadas pela retratação financeira: a necessidade de restringir ao máximo as despesas públicas, que resultou na dispensa maciça de funcionários e operários das áreas que mais ofereciam empregos, como a indústria, o comércio e os serviços públicos, a criação de novos impostos e aumento dos já existentes, a rápida valorização da moeda, entre outros fatores, contribuíram para o forte aumento do custo de subsistência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, uma grande massa populacional que habitava a cidade do Rio de Janeiro que já estava sofrendo com o desemprego e o crescente custo de vida que lhes estava sendo imposto de maneira drástica, começou a ser despejada dos casarões em que viviam. Estes casarões, que se apresentavam como uma espécie de cortiço onde abrigavam famílias inteiras em pequenos quartos e em situações subumanas, estavam sendo demolidos para o processo de regeneração da cidade e o alargamento das ruas. Na rua, dentro desta lógica de prosperidade e ordem a ser mostrada lá fora, eram perseguidos desde cães, gatos e qualquer outro animal, até homens que se atreviam a andar sem paletó. Nesta atmosfera repressora, a população que estava sendo desalojada foi sendo cada vez mais empurrada para a periferia e áreas menos valorizadas, como os pântanos e terrenos em declive. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa política de regeneração da cidade do Rio de Janeiro aconteceu no governo presidencial de Rodrigues Alves e foi, como diz Nicolau, a última peça para a construção da hegemonia paulista. Se Prudente de Morais dedicou seu governo a pacificar a nação sob o poder civil e Campos Sales a recuperar as finanças para que os capitais e recursos estrangeiros não cessassem, Rodrigues Alves foi o responsável por construir a imagem da qual já foi falada para ser apresentada ao mundo desenvolvido. Assim, não é a toa que Rodrigues Alves era identificado como a continuação desta política paulista bastante impopular para a população do Rio de Janeiro que havia votado em massa no candidato de oposição Quintino Bocaiúva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somado a todos estes fatores e que, finalmente, foi o estopim para a causa da revolta, foi a violência do poder público (que já estava afetando a população com as demolições em massa) em instituir a obrigatoriedade da vacina. O modo violento com o qual homens, mulheres e crianças tinham seus braços despidos e a vacina feita, fez com que o poder da autoridade sanitária praticamente se confundisse com a policial, nas palavras de Nicolau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, questiona o autor se foi realmente somente a falta de informação a responsável pelo levante do motim. Na verdade, como ele diz, “a revolta não visava o poder, não pretendia vencer, não podia ganhar nada. Era somente um grito, uma convulsão de dor, uma vertigem de horror e indignação” e que, na verdade, “não foi mais do que um lance particularmente pungente de um movimento muito mais extenso e que latejou em inúmeros outros momentos desse nosso dramático prelúdio republicano.” Nicolau finaliza o livro sugerindo que a nascente república, apesar de seu discurso liberal e democrático, acabou democratizando a senzala. Salva algumas diferenças, a experiência de controle de massas e disciplina social foi incorporada pela república, pois com a abolição e a posse de escravos, o Estado passou a tratar todos segundo a lógica escravista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação ás fontes primárias, o livro é riquíssimo e o autor não faz uso somente da fonte escrita, mas também de fontes iconográficas, como mapas, fotografias e charges. Está na lista de fontes textuais, desde o diário íntimo de Lima Barreto, até o relato de viagem de Spix e Martius de 1817 a 1820; ainda é importante citar a constante referência a revistas, como A Avenida e O Malho, de onde tira várias charges, jornais, como A Notícia, fotos oficiais, relatórios, discursos, citações, mas a maior fonte parece ser a literatura. A lista de autores é grande: Cruz e Souza, Lima Barreto, Olavo Bilac, Aluísio Azevedo, João do Rio, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao debate historiográfico, por se tratar de um livro que não se limita ao meio acadêmico, são poucas as referências historiográficas; mas importantes historiadores são mencionados para reiterar algumas proposições que Nicolau Sevcenko faz. Como por exemplo, Afonso Arinos de Melo Franco que aparece como a grande referência para se tratar do presidente Rodrigues Alves; Gastão Cruls, por sua vez, para contribuir a ilustrar o Rio de Janeiro do início do século XX em referências sanitárias; José Maria Bello para a política conhecida como Encilhamento, e Edgard Carone para o caráter draconiano e implacável do projeto reformador da cidade. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-636652912358591606?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/636652912358591606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=636652912358591606&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/636652912358591606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/636652912358591606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/09/resenha-revolta-da-vacina.html' title='Resenha - A Revolta da Vacina'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lOSe7CxJx6Q/SX-r7I2vU5I/AAAAAAAAAmw/-SxB_9jwA2Q/s72-c/Rep+Velha+-+Revolta+da+Vacina,+no+centro+Oswaldo+Cruz,+1904.+Revista+O+Malho..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6383029869975687915</id><published>2011-09-10T15:01:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T15:06:40.706-07:00</updated><title type='text'>A Autarquia Paulista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto abaixo é o primeiro capítulo de um trabalho que fiz como conclusão de um ano de estágio. Ele foi o resultado de um encontro quase mágico com um conjunto de documentação de uma fazenda chamada Fazenda Guatapará que situava-se na região que atualmente conhecemos como Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A documentação é do início do século XX e possui um forte caráter administrativo. Entre as diversas correspondências, um remetente predominante era a Companhia Paulista de Vias Ferreas e Fluviaes. A partir daí, comecei a pesquisar a íntima relação entre o surgimento da ferrovia e o café no estado de São Paulo.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“O ouvidor geral me disse que na dita capitania de São Vicente havia um caminho de 5 ou 6 léguas o qual era tão mau e áspero por causa dos lameiros e grandes ladeiras que se não podia caminhar por elles...”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Trecho de carta enviada a D. João III pelo Governador Geral Duarte da Costa em 1555. ELLIS Jr., Alfredo. O Café e a Paulistânia. São Paulo, Universidade de São Paulo, 1951 – p. 255. ) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“A quarta Villa da capitania de São Vicente é Piratininga, que está 10 a 12 léguas pelo sertão e terra a dentro. Vão por lá umas serras tão altas que dificultosamente podem subir nenhuns animais e os homens sobem com trabalhos e as vezes de gatinhas por não despenharem-se e por ser o caminho tão mau e ser tão ruim serventia padecem os moradores e os nossos grandes trabalhos.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;(Trecho de depoimento do Padre Anchieta em “Informações do Brasil e suas Capitanias” de 1584. Idem.) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como podemos ver nos documentos acima, a geografia paulista sempre foi um fator de dificuldade de transporte e comunicação e, por conseguinte, de isolamento do planalto. Este isolamento foi um assunto bastante estudado por Alfredo Ellis Jr., que diz que se trata de uma região que sempre viveu ensimesmada e é um perfeito exemplo de determinismo geográfico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As dificuldades no transporte através da serra faziam com que o planalto se tornasse uma região isolada econômica, psicológica e sentimentalmente. Como qualquer tipo de mercadoria só podia ser transportada no dorso humano, o frete de exportação ou importação a tornava praticamente proibitiva. Por muito tempo, todo este isolamento era quebrado por uma tênue ligação entre o planalto e o litoral chamado de “Caminho do Padre José”, pelo qual só passavam os índios, que se auto-trasportavam, e toda a produção era consumida pela própria população.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além da dificuldade do transporte causada pelo terreno acidentado, o clima aproximado ao da metrópole impedia a exportação de gêneros de clima frio e a concorrência com o nordeste dificultava a exportação de gêneros de clima quente, a falta de fonte de renda e o fraco poder aquisitivo dos habitantes do planalto eram outros motivos do isolamento e da falta de interesse sobre a região por parte da Coroa portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como ilustração do isolamento e a falta de lusitanismo que vivia a região do planalto, vale mencionar a informação que nos foi passada pelo Padre Vieira e consta no livro de Ellis Jr.: António Paes de Sande que governou as capitanias reunidas de São Paulo e Rio de Janeiro entre 1692 e 1693 falava guarani. Por isso que Nogueira de Matos comenta sobre um processo de indianização que sofreu o grupo paulista.  A América Portuguesa era apenas o Nordeste, única região povoada e civilizada, o resto da América, como informa Ellis Jr., estava abandonada à barbárie e alguns poucos aventureiros e desgarrados portugueses. São Paulo era uma terra selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta maneira, enquanto o nordeste possuía uma identidade muito maior com Portugal, sempre esteve presente entre os habitantes do planalto um sentimento vazio de lusitanismo, o que favoreceu um exagero do municipalismo, que tomou um caráter autônomo, e mais democrático se comparado com outras regiões da América Portuguesa que viviam com mais intensidade o pacto colonial. A produção dos gêneros de subsistência que eram consumidos in loco ajudaram a promover a pequena propriedade e a policultura. Como veremos adiante, mesmo com o advento da ferrovia e a maior facilidade de transporte do café, o frete ainda era muito caro para o transporte de gêneros como o milho, arroz e outros artigos pouco valiosos por quilo, portanto, mesmo na passagem do século XIX para o XX, a região do planalto continuou produzindo o que se consumia e procurando se auto-abastecer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só em 1724, aproximadamente, quando começou a ser trafegada a estrada de São Paulo - Rio Grande e o muar foi empregado como meio de transporte, o preço do frete abaixou, pois era caríssimo o transporte de mercadorias no dorso dos escravos. Assim, o açúcar que era produzido no planalto e havia perdido o mercado consumidor com o fim do ciclo do ouro nas Minas Gerais, começou a ser transportado pelos muares até o litoral para ser exportado além-mar. O muar como meio de transporte foi utilizado até o início da produção e exportação do café, antes que este se expandisse para o Oeste Paulista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo no período áureo de exportação do açúcar, economicamente mais vantajoso por conta do transporte feito pelas tropas de muares, a ligação entre o planalto e o litoral continuou precária. As novas exigências desta nova economia fez adaptações de uma via que era, essencialmente, de pedestres para uma via de tropas. É importante lembrar também que as maiores dificuldades de transporte e comunicação ficavam na serra e que as estradas do planalto eram um problema bem menor. A serra, além de possuir um desnível de quase 800 metros, também apresenta um alto índice de pluviosidade que, aliado a alta capacidade da mata atlântica se recuperar de desmatamento, dificulta ainda mais tanto a construção como a conservação dos caminhos. As estradas do planalto que foram sendo desenvolvidas na época do açúcar, por sua vez, resultaram no aproveitamento e adaptação dos velhos caminhos dos bandeirantes . São Paulo entrou no século XIX com uma feição bastante parecida com a do período colonial e isso só foi se alterar com o advento da era ferroviária. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6383029869975687915?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6383029869975687915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6383029869975687915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6383029869975687915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6383029869975687915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/09/autarquia-paulista.html' title='A Autarquia Paulista'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5594187934960896247</id><published>2011-09-07T15:46:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T15:53:13.869-07:00</updated><title type='text'>O projeto federalista</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;Eu já postei as questões 2 e 3 da prova de Brasil Independente I que eu fiz semestre passado. Agora é a vez da primeira questão, que trata sobre o possível destino federalista do Brasil que foi escondida pela história oficial que sempre privilegiou o projeto monarquista de unidade nacional.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;_________________________________________&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;No início de seu texto, Evaldo Cabral de Mello vai nos dizer de maneira bastante clara que a historiografia da Independência tendeu a reproduzir a versão contada originalmente, valorizando a “vitória” da monarquia e da unidade nacional. No entanto, havia sim um projeto federalista que foi escamoteado pelos estudos do período e que a unidade territorial não era o destino do Brasil. Diante de um impasse entre as províncias do norte e as províncias do sul, a preservação da unidade brasileira, porém, era usada como argumento principal para a organização de um legislativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;                &lt;/span&gt;Com a chegada da família real e o enraizamento dos interesses portugueses no Rio de Janeiro, o Império Brasileiro se encontrou numa situação de extremo desequilíbrio. A capital do reino, agora com um enorme contingente de pessoas e uma necessidade de adaptação urbana e administrativa para atender os interesses da Corte portuguesa, se viu diante da necessidade de maiores quantidades de dinheiro que vinham, em sua grande maioria, das capitanias do norte. Em “Preciso” – Nota de José Luís de Mendonça, se referindo aos impostos dirigidos à Corte do Rio, ele diz: “Depois de tanto abusar da nossa paciência por um sistema de administração combinado acinte para sustentar as vaidades de uma corte insolente”. É por isso que a chegada da família real, antes de confirmar uma unidade brasileira em torno de si, vai, na verdade, acentuar regionalismos que já existiam. É importante salientar que não havia um sentimento de unidade. Mesmo quando foram formadas as Juntas provinciais, os deputados enviados às Cortes não representavam o Brasil, eles representavam suas próprias províncias e defendiam seus interesses locais. Em “Preciso”, a “pátria” a que José Luís de Mendonça se refere é o seu lugar de nascimento, a província de Pernambuco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;                &lt;/span&gt;No início da década de 20, vai-se defender a “constituição de um corpo legislativo em território brasileiro, paralelo ao Congresso de Lisboa” cuja justificativa maior, como foi dito acima, estará na manutenção da unidade tanto brasileira, quanto do reino luso-brasileiro. As elites nortistas, no entanto, viam na formação de uma Assembléia a chance de se verem livres tanto do sistema colonial imposto por Lisboa, quanto pela subordinação que deviam à Corte no Rio de Janeiro. Como a Lúcia nos fala, a Assembléia Constituinte não visava, de fato, uma separação entre Brasil e Portugal, mas tinha lá sua ousadia, pois previa o direito de o Brasil fazer suas próprias leis.&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;                &lt;/span&gt;O problema central dos debates entre os deputados do Brasil e de Portugal se tornou a questão da autonomia. Assim, em Outubro de 1821, Dom João assina um decreto proposto pelas Cortes na sua primeira tentativa de organização do Império Português. Este Decreto de Outubro de 1821 transformava as capitanias em províncias e depunha todos os governadores nomeados por D. João; as províncias, quando formassem as Juntas Provinciais, seriam reconhecidas legitimamente e seriam estas Juntas as responsáveis pelo controle dos governos regionais. Como afirma Márcia Berbel, esta possibilidade de os governos provinciais serem escolhidos pelos âmbitos regionais é um nível de autonomia inédito, não conhecido pela “América Portuguesa durante todo o período colonial”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;                &lt;/span&gt;Também como nos mostra Márcia Regina Berbel, a província de Pernambuco, que já tinha tido uma experiência na formação de Juntas para o governo local com o movimento revolucionário de 1817, aceitou a implementação do Decreto de Outubro de 1821 quando este ainda era um projeto e estava em fase de discussão. O Decreto não só permitia a destituição do governador nomeado por D. João VI que se mostrava contra à eleição de uma Junta Provincial em Pernambuco, mas também anulava a existência do Reino do Brasil, a partir do momento em que eliminava as funções centralizadoras do Rio de Janeiro e exigia o retorno de D. Pedro, cuja permanência no Brasil aterrorizava os portugueses, uma vez que se D. João VI morresse, o herdeiro estaria aqui. Assim, é possível entender com clareza o que Evaldo propõe: mesmo se os deputados não lutavam por uma separação, ainda sim, não é possível pensar que priorizavam a unidade do Brasil, pois como ilustra o exemplo acima, o decreto aceito pelos pernambucanos destruía o papel centralizador do Rio, reforçando a autonomia para cuidarem de seus problemas internos e as escolhas de governos em âmbito local. O que eles buscavam eram o autogoverno e os princípios liberais, uma constituição e a representatividade, o que Evaldo chama de “precondição do triunfo do federalismo”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;                &lt;/span&gt;O Decreto, porém, não era de todo perfeito. Ele apresentava uma dubiedade: ao mesmo tempo em que fortalecia a autonomia regional, ele abria uma possibilidade de intervenção do governo central, uma vez que o controle das armas nas províncias seria feito diretamente pelo governo central de Lisboa. Essa brecha, ao lado de outros fatores, como o envio de soldados para Salvador sem o consentimento dos deputados baianos, a impossibilidade de qualquer solução definitiva para a questão brasileira e sua união com o Império Português sem ser uma relação de subordinação e o “parecer da Comissão sobre os Negócios do Brasil acerca dos procedimentos da Junta de São Paulo e dos últimos atos do príncipe regente”, foram vistos e considerados como medidas retrógradas, que contribuiriam para a volta do antigo estado colonial do Brasil. Assim, uma aproximação entre os deputados das diferentes províncias e uma aliança à política de D. Pedro foi acontecendo muito mais porque o Congresso de Portugal era um fator comum que a todos eles desgostavam, do que por um possível sentimento de “brasileirismo”. Para se ter uma concretude da possibilidade de um regime federalista para o Brasil, João José Reis em seu panorama de revoltas baianas entre o período de 1824 e 1838, vai nos mostrar que em 1831 e 1832 ocorreram duas revoltas federalistas em São Felix, sendo uma das poucas revoltas com uma proposta de programa a ser cumprida a longo prazo, - fato que indica uma certa organização destes grupos que vão contra uma unidade política sob a hegemonia exercida pelo Rio de Janeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;                &lt;/span&gt;O que os três autores tentam nos passar é que, ao contrário do que uma historiografia mais fiel ao discurso original do período da Independência tenta nos dizer, a independência do Brasil não foi resultado de um sentimento comum a todas as regiões que queriam se ver livres das garras metropolitanas de Portugal, muito menos de “uma consciência nacional profunda”. Algumas províncias estavam muito mais ligadas ao governo português do que à Corte no Rio de Janeiro (na Proclamação do Novo Governo de Pernambuco, os portugueses são considerados irmãos e a discórdia entre portugueses e os habitantes da província foram causados por “sementes de discórdia”) e uma aspiração a um autogoverno constituía um projeto federalista que tinha tudo para acontecer, mas que por causa de um “jogo de ações e reações entre as Cortes portuguesas e as elites do Novo Mundo”, a independência foi o resultado de “um processo que evoluiu no dia-a-dia”. Não é a toa que ela foi concebida para cada um num momento diferente e o sete de setembro não teve grandes significados para os contemporâneos do grito do Ipiranga. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5594187934960896247?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5594187934960896247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5594187934960896247&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5594187934960896247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5594187934960896247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/09/eu-ja-postei-as-questoes-2-e-3-da-prova.html' title='O projeto federalista'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2783545648430755414</id><published>2011-08-08T12:07:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T12:24:00.676-07:00</updated><title type='text'>O embate entre os ideais e a realidade política durante as independências da América Latina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo do curso de América Independente I foi possível sentir o grande dilema pelo qual a América Hispânica passava durante os processos emancipacionistas. Com as lutas independentistas, foi-se tornando explícito uma série de divergências internas que antes eram mascaradas pelo seu estado colonial de uma única metrópole. O que fazer depois da independência se tornou a grande questão e os problemas internos tiveram uma importante significação nos processos de delimitação de fronteiros e formação de identidade nestes países recém-formados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As ideias de equilíbrio e de unidade (ou onipotência como Maria Lígia) percorreram de maneiras diferentes todos os autores explorados durante o curso. No entanto, seus projetos políticos permaneceram no campo das ideias e foram, em geral, mal vistos e combatidos por outros grupos que também faziam parte dos processos emancipacionistas e tinham uma outra opinião do que fazer e como fazer depois da independência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso de Sarmiento, esse choque entre o que se projeto e idealiza e os problemas surgidos, ou agravados, pela independência fica bastante explícito. Há uma tensão muito grande entre um projeto unitarista defendido por Sarmiento e uma realidade de forças locais que vai unificar a Argentina por meio da supremacia militar e uma sequencia de domínio de caudilhos que vai se impor com o fim da Confederação Rosista. Em seu livro Facundo, Sarmiento personaliza na figura de Rosas tudo o que a ele se opõe: desde o caudilho federalista até o selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigas, por outro lado, é mais radical quando defende um movimento mais voltado para o sentido de lutar por uma independência em favor de melhorias sociais. No entanto, o que aqui nos interessa é o seu projeto de formação de uma confederação numa realidade de tensão entre unitaristas e federalistas. O projeto apresentado pelos deputados da Banda Oriental na Assembleia em Buenos Aires de inspiração artiguista nos deixa claro um projeto político que defende uma confederação que mantenha a soberania e autonomia de cada província, mas cuja união garanta segurança recíproca e trate de assuntos de preocupação comum, como a questão da divisão de terras. Este projeto, porém, não vingou e o Uruguai se tornou um Estado independente, coisa que Artigas nunca defendeu, muito mais por causa da incapacidade do Brasil e da Argentina fazerem um acordo sobre a dominação do território.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Símon Bolívas nos mostra na sua Carta de Jamaica um projeto político (e não um sonho) bastante otimista de uma América unica. Ele faz uma análise, um panorama geral da situação da América Hispânica e seus processos de independência e com argumentos bastante fortes defende sua posição anti-democrática e explicita as vantagens de uma América unida como ele propõe. No entanto, a realidade política em que ele se encontra vai gradativamente tirando-o e afastando-o do poder. Por isso que, em 1830, Bolívar escreve agora uma carta amargurada e pessimista em relação ao futuro da América.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir destes exemplos é possível entender porque a Maria Lígia diz que "a idéia de onipotência dos líderes não se coadunava com os (...) problemas que as lutas de independência haviam colocado". Mesmo com projetos às vezes bem formulados, as tensões internas não favoreceram nenhuma das propostas de uma América unida. Alguns destes homens, como Bolívar e Artigas, serão, inclusive, usados como referências em discursos de construção de identidade destas nações, mas seus projetos políticos, ao lado dos de Sarmiento e Cecilio del Valle, perderam para as tensões internas e as forças locais que ganharam forças com os processos de independência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2783545648430755414?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2783545648430755414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2783545648430755414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2783545648430755414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2783545648430755414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/08/o-embate-entre-os-ideais-e-realidade.html' title='O embate entre os ideais e a realidade política durante as independências da América Latina'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-415632949190949608</id><published>2011-08-02T16:26:00.000-07:00</published><updated>2011-08-02T16:41:34.445-07:00</updated><title type='text'>Nada mais conservador do que um liberal no poder...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa foi a resposta da terceira questão da prova. A partir de uma afirmativa retirada de um livro de Ilmar Rohloff de Matos, a pergunta era se a autora Mirian Dolhnikoff concordava ou não com tal afirmação. Só para constar, esta foi a questão sorteada, e fiquei com 9! Minha melhor nota do semestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Não, Mírian Dolhnikoff não concorda com esta afirmação de Ilmar. Logo no início de seu texto, ela vai dizer que não vê esta oposição nítida entre liberais e conservadores como sendo também uma oposição entre descentralização e centralização, respectivamente. Seu texto nos mostra como que um projeto político que unisse todas as províncias sob um mesmo governo central também fazia parte dos projetos liberais e o que diferenciava, de fato, liberais e conservadores eram pontos específicos de como essa política seria implantada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Os liberais procuravam através do fortalecimento do poder local favorecer e viabilizar a unidade do Estado Nacional. Devido as dificuldades de comunicação e a montagem de uma ‘’ampla rede de funcionários que levassem sua autoridade [do Estado Nacional] a todas as diversas e dispersas localidades’’ (pág. 85), os liberais procuraram conciliar autonomia local com uma política centralista. Esta tentativa conciliatória foi acontecer através da figura de Juiz de Paz, a brecha encontrada pelos liberais na política centralista do Primeiro Reinado. Como Mirian o chama, o juiz de paz era um ‘’homem poderoso na localidade’’, pois lhe eram atribuídas muitas funções, pois ele tinha, entre outras atribuições, a de controlar o processo eleitoral através da decisão de quem teria o direito de voto; apesar de todo este poderio local, havia a preocupaçao de mante-lo sob algum controle do governo central. Um outro exemplo das medidas centralizadoras tomadas pelos liberais foi a Guarda Nacional, que surgiu com a intenção de manter a unidade nacional diante das grandes turbulências que marcaram o período. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A emenda institucional aprovada em 1834, também chamada de Ato Adicional, veio a ‘’tornar realidade o pacto federalista defendido pelos liberais’’. A proposta da emenda trazia mudanças profundas na organização política vigente desde o Primeiro Reinado, entre as quais: a extinção do Poder Moderador e do Conselho de Estado, o fim da vitaliciedade dos senadores e, finalmente, a criação das Assembleias Legislativas Provinciais, sendo estas ultimas as responsáveis pela eleição do Regente. A Mírian enfatiza o radicalismo deste projeto federalista que defini que a escolha do chefe do Executivo seja feita pelas províncias. Ao fim dos debates, os liberais perderam em relação aos senadores, que continuaram com o mandato vitalíceo, mas ganharam com o fim do Conselho de Estado e com a ‘’eleição do regente nas mãos dos grupos provinciais’’ (pág. 94) não através da eleição pelas Assembleias Legislativas Provinciais, mas pelos mesmos mecanismos de eleição dos deputados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Um grande opositor das reformas implicadas pela emenda foi o visconde de Cairu, que dizia que a criação das Assembleias destruiria a soberania nacional em favor de uma soberania provincial (pág. 95). O Padre Feijó, no entanto, via na mesma crescente autonomia provincial, uma unidade nacional na medida em que um sentimento patriótico emergia daqueles que, agora, se viam no direito de participar ativamente da política do Estado (pág. 100). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Em 1840, porém, com a perda da hegemonia dos liberais que vinha ocorrendo desde a renúncia do Padre Feijó, a ala conservadora veio a aprovar a Interpretação do Ato Adicional, o que a historiografia mais tradicional, na qual se inclui Ilmar, tende a explicá-la como uma reforma conservadora opondo-a ao Ato Adicional, uma lei liberal. A Miriam vai nos mostrar, no entanto, que a Interpretação não muda radicalmente o Ato como se propõe. Na verdade, os conservadores não se mostravam contra o projeto do pacto federativo, o que eles propunham era torná-lo ‘’mais possível’’ revisando alguns artigos do Ato que não estavam claros e, portanto, não viabilizando o projeto inicial federativo. Eles estavam se referindo ao aparato judiciário que estava confuso no Ato colocando em risco a unidade nacional e, por isso, precisava de uma revisão. Tinha ficado claro para eles que o Juiz de Paz não estava funcionando como o esperado e estava trazendo problemas tanto para os governos locais quanto para o governo central. Além disso, o direito de cada província decidir sobre os seus funcionários estava confuso e, por isso, a província estava legislando sobre empregados reais, pois entendiam que a subordinação do funcionário estava ligada ao local onde estava empregado. No parágrafo 7, artigo 10 do Ato Adicional, está escrito: ‘’[...] São empregos municipais e provinciais todos os que existirem nos municípios e províncias, á exceção dos que dizem respeito á administração, arrecadação e contabilidade da Fazenda Nacional; à administração da guerra e marinha, e dos correios gerais; dos cargos de Presidente de Província, Bispo, Comandante Superior, e empregados da Faculdade de Medicina, Cursos Jurídicos e Academias [...]’’. Todos os outros possíveis funcionários do Estado que não se encontram nesta lista e se encontravam na província, eram considerados funcionários provinciais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a toa que os conservadores, nesta proposta de não confrontar o Ato Adicional, apenas ajustá-lo, contaram com o apoio de políticos que, em 1832, defenderam a reforma federativa. Aqui, talvez mais do que em outros momentos, fica claro que a oposição entre conservadores e liberais não está em descentralização e centralização, pois o cerne de projeto político para ambos os grupos é o mesmo – o arranjo federativo; a Mirian propõe, então, que a disputa entre eles fica muito mais no campo dos cargos políticos do que, de fato, numa ideologia ou num projeto político. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Com a aprovação da Interpretação, a centralização do Judiciário se concretizou, mas essa centralização não tornou insignificante a autonomia provincial, ela continuou existindo apesar de uma limitação desta autonomia que era um tanto radical em seu projeto de origem. Em alguns âmbitos, como o tributário, a força policial, as obras públicas e, inclusive, o direito de legislar sobre os empregos municipais e provinciais, a autonomia continuou existindo e, diferentemente de antes, não ameaçava mais a unidade nacional, coisa que nunca deixou de ser o foco de ambas as lideranças em seus projetos de Ato Adicional e a sua respectiva Interpretação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A Mirian vai explicar que essa oposição radical e antagônica entre os conservadores e os liberais nasceu dos debates políticos que ocorriam entre eles durante a revisão da emenda constitucional no parlamento. Os liberais acusavam os conservadores de não se importarem com os interesses provinciais e, por outro lado, os conservadores acusavam os liberais de um ‘’excessivo e até irresponsável comprometimento com o poder local, a ponto de ameaçarem sacrificar sem medo o próprio Estado Nacional’’ (pág. 142). O que acontecia, na verdade, é que os liberais sabiam que sua causa era perdida, mas tentavam adiar ao máximo a votação, insistindo que o projeto de Interpretação alteraria radicalmente o Ato. Disso surgiram os acalorados debates cuja retórica materializou uma visão que a historiografia adotou como explicativa para a oposição partidária do período. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-415632949190949608?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/415632949190949608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=415632949190949608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/415632949190949608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/415632949190949608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/08/nada-mais-conservador-do-que-um-liberal.html' title='Nada mais conservador do que um liberal no poder...'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4926366466491636749</id><published>2011-07-17T12:26:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T12:30:52.535-07:00</updated><title type='text'>Regrinhas para notas de rodapé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estou postando isso aqui porque precisei, achei esse site e achei muito útil! Assim, fica aqui para próximas consultas e para quem mais precisar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Uso do: idem, ibidem, apud, op. cit., et seq., loc. cit., passim, em nota de rodapé&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;1 Para fazer referência, subseqüente, de um mesmo autor, usa-se idem. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ex.:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva,  1995, v. 6, p. 15.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 idem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;2 Para fazer referência, subseqüente, de um mesmo autor, em página diferente, usa-se ibidem.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ex.:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva, 1995, v. 6, p. 15.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 ibidem, p. 25.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;3 Para referenciar um mesmo autor, após terem sido referenciados outros autores, usa-se op. cit.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ex.:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva, 1995, v. 6, p. 15-17.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 PAPALEO, Celso Cezar. Aborto e contracepção: atualidade e complexidade da questão. Rio de Janeiro: Renovar, 1993, p. 278.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 CHAVES, Antônio. Direito à vida e ao próprio corpo: intersexualidade, transexualidade, transplantes. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1994, p. 300.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 MONTEIRO, Washington de Barros, op. cit., p. 36 et seq.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 PAPALEO, Celso Cezar, op. cit., loc. cit.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6 MOTA, Sílvia. Testemunhas de Jeová e as transfusões de sangue: tradução ético-jurídica. In: GUERRA, Arthur Magno Silva e (Coord.). Biodireito e bioética: uma introdução crítica. Rio de Janeiro: América Jurídica, 2005, passim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Explicação do item 3***&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;loc. cit. (locus citatum) = local citado. No exemplo do item 5, significa que a obra do autor Celso Cezar Papaleo foi anteriormente citada (no item 2), na mesma página (p. 278).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;et seq. (et sequentia) = e seguintes. No exemplo do item 4, significa que a obra do autor Washington de Barros Monteiro foi anteriormente citada (item 1), desta vez às páginas 36 e seguintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;passim = aqui e acolá. No exemplo do item 6, significa que a obra de Sílvia Mota foi citada em diferentes partes, aqui e acolá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;4 Para referenciar um autor (a cuja obra o pesquisador NÃO teve acesso) que está indicado num livro ao qual o pesquisador TEVE acesso, usa-se apud.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ex.:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 SUTTER, Matilde Josefina apud CHAVES, Antônio. Direito à vida e ao próprio corpo: intersexualidade, transexualidade, transplantes. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1994, p. 136.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 BUTERA apud MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva, 1995, v. 6, p. 80.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 MAXIMILIANO, Carlos apud MONTEIRO, Washington de Barros, ibidem, p. 184.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 ORGAZ, Alfredo, apud CHAVES, Antônio, op. cit., p. 86.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Explicação do item 4***&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a)   na referência n. 1 o pesquisador NÃO TEVE ACESSO à obra de Matilde Josefina Sutter, que foi CITADA por Antônio Chaves em seu livro Direito à vida e ao próprio corpo: intersexualidade, transexualidade, transplantes, ao qual o pesquisador TEVE ACESSO;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b)  na referência n. 2 o pesquisador NÃO TEVE ACESSO à obra de Butera, que foi citado por Washington de Barros Monteiro em seu Curso de direito civil: direito das sucessões, ao qual o pesquisador TEVE ACESSO;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;c)   na referência n. 3, o pesquisador NÃO TEVE ACESSO à obra de Carlos Maximiliano, que foi CITADO por Washington de Barros Monteiro na obra JÁ REFERIDA no item anterior, em página diferente;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;d)  na referência n. 4, o pesquisador NÃO TEVE ACESSO à obra de Alfredo Orgaz, que foi CITADO por Antônio Chaves na obra JÁ REFERIDA, no item 1, em página diferente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte:  &lt;a href="http://www.silviamota.com.br/metodologiacientifica/idemibidem.htm"&gt;http://www.silviamota.com.br/metodologiacientifica/idemibidem.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4926366466491636749?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4926366466491636749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4926366466491636749&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4926366466491636749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4926366466491636749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/07/regrinhas-para-notas-de-rodape.html' title='Regrinhas para notas de rodapé'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1531717207558021578</id><published>2011-07-07T08:56:00.000-07:00</published><updated>2011-07-18T11:43:41.951-07:00</updated><title type='text'>O passado é sempre melhor que o presente?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 17px; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dando continuidade a minha vida cultural eu fui ao Shopping Eldorado para passear. Se eu tivesse dinheiro, também teria dado continuidade ao meu lado burguês e consumista. O shopping é bastante bonito e também é novidade para mim. Fui a passeio de namorado e ele me levou ao cinema. Assistimos "Meia-noite em Paris" e foi mais ou menos uma surpresinha porque não sabíamos absolutamente nada sobre ele, só uma indicação de uma amiga minha. Enfim, o filme é surpreendente. Ele conta a história de um escritor, protagonizado por Owen Wilson, que pensa que se vivesse nos anos 20 em Paris seria mais feliz. Ele poderia levar aquela vida boêmia ao lado de grandes intelectuais como Ernest Hemingway, Salvador Dalí, Luis Buñuel, Scott Fitzgerald, etc. Até que, sem querer, ele viaja no tempo e vai parar onde ele tanto queria e acaba conhecendo todas estas figuras e tantas outras. Para sua surpresa, no entanto, ele conhece neste tempo paralelo uma garota belíssima que diz que os anos 20 são chatos, deprimentes e que adoraria ter vivido na Belle Èpoque. Uma noite, caminhando com ela por Paris, os dois viajam para Paris de 1890 e conhecem outros intelectuais da época, que também reclamam do tempo em que vivem e dizem que a verdadeira &lt;i&gt;Golden Age&lt;/i&gt; foi a Renascença! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Durante este semestre um dos cursos que eu acompanhei foi História Moderna I. Por mais que tivéssemos percorridos temas diferentes referentes ao período, houve um que nos seguiu o curso inteiro e toda a documentação com a qual trabalhamos. Os homens do Renascimento buscavam a inspiração nos clássicos, o período medieval havia sido um tempo de obscurantismo que deformou os antigos e seus ensinamentos. Nunca houve uma cópia da Idade Antiga, mas este pulo de quase mil anos ao passado lhes dava uma concepção de tempo particular a eles, ao contrário da crença medieval de que o tempo era imutável. Eles se viam como agentes capazes de transformação. Buscava-se nos clássicos ensinamentos que lhes ajudassem a transformar a realidade presente em que viviam em algo melhor. Suas maiores referências são Xenofonte, Cícero, Platão e outros filósofos da Antiguidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na nossa realidade, é comum vermos os desenhos e as brincadeiras das crianças de hoje e pensarmos que a nossa infância foi muito melhor. Por sua vez, nossos pais e avós nos dizem a mesma coisa! Outro erro comum é a ilusão de que "antigamente" não havia violência. Para o senso comum a violência é algo atual, como se nos anos 60 e 70 não houvesse uma violência escondida por quatro paredes; como se nos anos 40 também não houvesse violência dentro dos campos de concentração; como se na passagem do século XIX para o XX o cangaço não resolvia seus conflitos políticos por meio da força; ou então, voltando um pouco mais para trás, as famílias reais do Antigo Regime não se matavam por questão de poder. Definitivamente, matar pai, mãe e irmão não é um fenômeno atual. Poderia-se voltar muito mais atrás quando não existia direitos humanos ou mídia para divulgar a violência como nos faz o Datena; a violência no Coliseu era apreciada e os gladiadores aplaudidos. Ainda na Roma Antiga, quando os maridos chegavam depois de muito tempo em guerra e não reconheciam seus filhos, a criança era deixada dentro de um vaso no telhado da casa até morrer e, se a criança já era maiorzinha e o choro fosse incomodar, ela era deixada no meio da floresta. Por isso que não tem sentido nenhum dizer que antes as pessoas eram mais felizes porque a realidade não era tão violenta como é agora! O mundo sempre foi cruel, mas a violência se apresenta de maneiras diferentes de acordo com o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O passado, no entanto, para os homens de todas as épocas parece ser melhor. Está no nosso imaginário idealizado de que nossa realidade é ruim e que seríamos mais felizes se voltássemos no tempo ou que éramos mais felizes quando crianças. Talvez porque queremos lembrar só das coisas boas e esquecemos dos aspectos negativos que percorreram estas épocas. Estuda-se e admira-se épocas passadas porque a história é, entre outras coisas, uma fonte de curiosidades, por isso ela parece ser tão interessante. Os homens discutindo política nas Ágoras, os gladiadores lutando contra tigres, os francesas fazendo a revolução... Tudo parece ser muito belo enquanto se limita em imagens e palavras&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;em livros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;__________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu mandei um email comentando sobre a minha ida ao cinema e observações que eu fiz sobre o filme para a minha professora de História Moderna. Achei tão linda a resposta dela que resolvi publicá-la aqui para eu não perdê-la na minha caixa de email!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 17px; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(42, 42, 42); font-size: 13px; "&gt;&lt;pre style="line-height: 17px; white-space: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fico feliz por compartilhares essas especulações. Realmente, foi sendo&lt;br /&gt;construída, ao longo dos séculos, principalmente após o homem ter&lt;br /&gt;descoberto que costumes e hábitos são produtos históricos, uma certa&lt;br /&gt;nostalgia em relação ao passado. O ontem aparece como modelo positivo&lt;br /&gt;e melhor se comparado com o presente vivido. A questão central está no&lt;br /&gt;fato de o "presente" ser percebido negativamente porque se está a&lt;br /&gt;viver, a sentir na pela a pressão do estar vivo e na tensão das&lt;br /&gt;decisões momentâneas. Se foi na antiguidade o início de tais&lt;br /&gt;especulações, será na Época Moderna que elas terão aprofundamento&lt;br /&gt;filosófico e, por sua vez, antropológicos e sociológicos. Vês como a&lt;br /&gt;Época Moderna é fundamental? Nela se encontram todos os elementos da&lt;br /&gt;argamassa que solidificou o edifício da História Contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/span&gt;&lt;pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px; white-space: normal; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1531717207558021578?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1531717207558021578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1531717207558021578&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1531717207558021578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1531717207558021578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/07/o-passado-e-sempre-melhor-que-o.html' title='O passado é sempre melhor que o presente?'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4666572250674441183</id><published>2011-06-29T07:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T07:57:25.632-07:00</updated><title type='text'>As facções políticas, a população, a Balaiada e a Revolta dos Cabanos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;No meio do semestre, a professora de Brasil Independente nos deu, em uma semana, três questões para a gente estudar. Na semana seguinte ela sortearia uma das três questões que seria a prova. Foi uma semana em que eu estudei demais para fazer as três questões muito bem feitas e tirar mais que sete para não ter que fazer uma segunda prova no fim do semestre. Deu certo, tirei 9 na questão 3, que foi a sorteada. A que transcrevi abaixo foi a questão 2, a mais difícil na minha opinião. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;___________________________________________________________&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Durante seu processo de Independência, o Brasil enfrentou muitas revoltas especialmente nas suas províncias do norte. Estas revoltas, muitas vezes, tinham como pano de fundo uma conjuntura socioeconômica carente e uma política bastante confusa. Por causa disso, não é raro encontrar nas revoltas que ocorreram durante este período uma mistura de gente dos mais diversos grupos sociais lutando por ideais que divergiam numa disputa de jogos de interesses tanto por parte dos aliciados, quanto por parte dos aliciadores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;Um grande historiador baiano &lt;/span&gt;João José Reis vai mostrar que a realidade em que vivia a população das camadas mais pobres, inclusive os escravos libertos, era bastante caótica. A crise pela qual o atual nordeste passou foi significativo para a baixa qualidade de vida em que viviam essas pessoas. A queda da agro exportação, a espoliação que as províncias sofriam pelo Rio de Janeiro, o crescente nível de desemprego, o descompasso entre o aumento dos preços e do salário, entre outros fatores, como no caso da Bahia, que sofreu com uma forte inflação causada pela falsificação das moedas de cobre, tudo isso contribuía para que as camadas mais pobres sofressem com a fome e com a falta de condições básicas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eram estas as pessoas aliciadas pelas elites locais e partidos políticos. Pode se ver nos dois trechos sobre a Revolta dos Cabanos e a Balaiada, respectivamente, que por mais que as críticas de violência e vandalismo sejam dirigidas ás pessoas em geral que fazem parte da revolta, a culpa principal aparece como sendo de facções políticas, os restauradores, no caso dos Cabanos, e os liberais, na Balaiada. Marcus J. M. Carvalho vai dizer que a participação de índios, negros e pardos na história militar do Brasil vem desde o período colonial. Um discurso vazio, de liberdade e promessa de mudança nas condições de vida, em casos mais extremos de liberdade dos escravos, faz essa gente ser o contingente quantitativo das lutas entre as elites locais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É passível de observação o texto de Domingos José Gonçalves de Magalhães no trecho em que se refere ao líder da revolta da Balaiada: ‘’[...] apresentou-se um certo Raymundo Gomes, homem de cor assaz escura, acompanhado de nove de sua raça [...]’’. João José Reis vai questionar em seu texto até que nível de consciência a elite vai ‘’racializar’’ os movimentos revoltosos populares. Se antes o agente catalisador das revoltas era o antilusitanismo, a necessidade comercial de boas relações com os portugueses, a Independência do Brasil e a abdicação de D. Pedro, vai trazer à consciência das camadas mais pobres que o problema não estava nos portugueses ou na colonização portuguesa, mas numa oposição entre ricos e pobres. Racializar a consciência popular seria garantir a propriedade individual e concentrar a ‘’culpa de todos os males’’ nos negros livres e libertos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As disputas entre estas elites locais que armavam os pobres e até os escravos para lutarem a favor de seus interesses políticos particulares, trazia o risco de conscientizar esta camada que começaria a lutar pelos seus próprios interesses, pois como diz Marcus J. M. de Carvalho, os homens armados pelas camadas dominantes poderiam aprender a mudar com a experiência. Não é a toa que muitos deles viam no processo de recrutamento uma possibilidade de mudança. Os escravos, por sua vez, encaravam este momento de lutar pelo seu senhor como um meio de obter vantagens. Sem dúvidas, empenhar uma arma em momentos de atrito era uma experiência transformadora, J. M. de Carvalho vai dizer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Revolta dos Cabanos é um, entre tantos outros possíveis exemplos, do quanto a experiência nas batalhas é transformadora. Se de início a revolta começou sob a chefia da elite restauradora que defendia o retorno de D. Pedro a fim de recuperar seus privilégios políticos, aos poucos ela vai passar para as mãos do povo que, sob uma liderança (e não uma chefia) vai transformar o movimento, inicialmente de oposição entre facções elitistas, em uma revolta popular. Marcus J. M. de Carvalho descreve a diferença entre chefe e líder, sendo este último, ao contrário do primeiro, aquele que conquista seus seguidores e lhes transmite uma admiração. Na Revolta dos Cabanos, podemos dizer que a liderança de Vicente de Paula foi tamanha que teve sob seu comando os mais diversos segmentos sociais, entre eles escravos fugidos, pobres e índios. A revolta chegou a um ponto que saiu do controle das elites, principalmente quando começou a fazer parte dela os seus escravos fugidos. É importante lembrar que o medo do Haiti ainda reinava e, não era importante só não armar seus cativos, mas também como manter uma estabilidade política para não haver brechas para levantes ou revoltas que contradizessem a ordem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Balaiada, por sua vez, não fugirá a regra. Desta vez, a revolta que já começou nas camadas mais populares, sob a liderança do vaqueiro Raymundo Gomes, vai também adquirir grandes proporções em relação à adesão dos diversos grupos sociais e a associação com as disputas dos partidos políticos locais. Porém, o grupo revoltoso se aliará ao partido da ala liberal, os bem-te-vis, que terá como chefe político o líder da revolta, Raymundo Gomes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em ambos os casos tivemos indivíduos que através da luta armada se destacaram e viraram líderes; exemplos de como a experiência de empunhar armas é transformadora para os indivíduos que vêem nela a oportunidade de deixarem de serem qualquer um para virarem um líder e/ou um chefe político. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para concluir, é importante salientar o que João José Reis chama de falta de conteúdo das reivindicações. Quase todos os movimentos tiveram alguma relação com partidos políticos. Em sua grande maioria, as revoltas tinham uma direção política mais liberal e a Revolta dos Cabanos se mostra como uma exceção a regra. No entanto, o que quero dizer é que o lado político que eles defendiam e pelo qual lutavam, de fato, pouco importava. Na Revolta dos Cabanos, eles continuaram defendendo a restauração em favor da política de D. Pedro mesmo após a sua morte. Isto mostra que, na verdade, as revoltas aconteciam muito mais pelas conjunturas sociais, políticas e econômicas problemáticas em que viviam essa população, como nos mostra João José Reis, do que por uma ideologia política. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A população era aliciada através de um jogo de interesse, aliava-se a quem mais poderia oferecer. A identidade liberal ou conservadora da revolta faz muito mais parte da retórica de um discurso um tanto quanto vazio das facções elitistas, do que o motivo pelo qual estas camadas mais pobres da população vão, de fato, lutar. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4666572250674441183?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4666572250674441183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4666572250674441183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4666572250674441183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4666572250674441183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/06/as-faccoes-politicas-populacao-balaiada.html' title='As facções políticas, a população, a Balaiada e a Revolta dos Cabanos'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5284559956299859365</id><published>2011-06-29T07:22:00.001-07:00</published><updated>2011-06-29T07:40:29.301-07:00</updated><title type='text'>Vida cultural</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu decidi reformular minha vida acadêmica. Estou morando em São Paulo, estudo na maior universidade da América Latina e minha vida se resumia a ir ao estágio, assistir aula, garantir uma nota mais ou menos boa e ir para a casa. Ir para a casa é ótimo, mas percebi que estou perdendo muita coisa do ponto de vista cultural. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem visitei a exposição "O mundo mágico de Escher" no Espaço Cultural Banco do Brasil. Foi muito legal e, ainda por cima, totalmente de graça. A exposição é belíssima e super interativa. É muito fácil ficar uma tarde inteirinha lá. Descobri que é super fácil chegar no centro de São Paulo do ponto onde estou e barato. E como é lindo o centro de São Paulo! Estou morando no Butantã por quase seis meses e não conhecia o Teatro Municipal, o Anhangabaú, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje pretendo ir ver um filme no Cinusp Paulo Emílio. A USP possui uma sala de cinema na qual exibe, de graça, filmes não comerciais muito difíceis de achar em qualquer lugar. Eu já sabia de muito tempo, mas em dois anos e meio de USP nunca tinha ido lá. Hoje pretendo ir ver uma comédia italiana de 1976, "Feios, Sujos e Malvados", de uma amostra de três semanas que acaba nesta sexta feira sobre comédias italianas das décadas de 60 e 70. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, a vida cultural em São Paulo é riquíssima e, nem sempre, muito cara. Eu é que estou perdendo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5284559956299859365?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5284559956299859365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5284559956299859365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5284559956299859365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5284559956299859365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2011/06/vida-cultural.html' title='Vida cultural'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7832439690151249777</id><published>2010-12-20T14:49:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T15:19:02.287-08:00</updated><title type='text'>Solidão urbana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que finalmente eu terei um pouquinho de paz. Por mais que as aulas já tivessem acabado, eu estava (estou, aliás) num ritmo alucinante por causa do estágio, disso, daquilo. Não consegui parar um minuto ainda, mas acho que como o Natal já está chegando, não tem jeito, tenho que tomar um fôlego! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu algo comigo que, apesar de não fazer muito tempo parece que foi há meses, me marcou bastante e eu queria dividir com os poucos leitores do blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma segunda-feira. Saímos eu e meu namorado as 6h15 da manhã mais ou menos de casa, preparados para fazer o caminho habitual para a USP e chegar lá por volta das 9h00. No entanto, acabamos por fazer um caminho diferente para tentar chegar mais cedo e não levar 2h45 de viagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando descemos do trem, íamos pegar o metrô em uma estação nova, que recentemente (em setembro) foi inaugurada. Isso era por volta das 7h00 e, adivinha (!): a estação estava fechada, pois seu horário de funcionamento é das 9h as 17h. Até agora me pergunto como que, numa cidade que parece um formigueiro, que sofre com trânsito e cujos trabalhadores têm que pegar trilhares de transportes públicos e leva horas para chegar em seus respectivos trabalhos, mantém uma estação de metrô em horário de teste permanente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, a outra opção disponível era, na própria estação, pegar uma van que nos levava a outra estação de metrô. De novo: por que isso, meu deus???&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fila para entrar na van, é óbvio, estava fazendo zig zag. Mas foi isso que estragou meu dia. No meio da fila, uma mulher, morena, sozinha, de cara sofrida, caiu. Desmaiou de repente. Todo mundo olhou com o barulho. Mas ela ficou lá. Não havia nenhum médico ou enfermeira para acudi-la. Ninguém da fila deu importância. A fila continuou zigzagueando em volta dela. Apenas um rapaz, estúpido, provavelmente bastante desocupado, ficou em pé observando-a de modo esquisito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, no mesmo dia, ouvi duas pessoas conversando sobre um filme brasileiro dos anos 70, mal feito, mas que retratava bem a questão da solidão urbana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Solidão urbana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que foi isso que eu vi ali. Ninguém ajudou a mulher. Todos continuaram andando preocupados com os seus compromissos e horários a serem cumpridos. Eu também. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio reinou entre eu e meu namorado. Continuamos nosso caminho. Além de um ônibus e o trem que já tínhamos pegado, pegamos mais a van, dois metrôs e um ônibus. Para piorar, quando fomos pegar o ônibus, nos deram (duas vezes!!) a informação errada e ficamos meia hora esperando no ponto errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, mesmo levando 2h45 para chegar na USP, mesmo trocando seis vezes de transporte público, o que mais me marcou foi a mulher caída no chão; que foi se recuperando sozinha. Aos poucos foi passando a mão na própria cabeça, foi sentando... E quando parti estava sentada no chão. Foi quando eu pude ver seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos todos são sozinhos assim? Fico pensando se eu deveria ter ido ajudá-la. Talvez tê-la colocado numa posição mais confortável, ereta no chão com os pés para cima, procurado no celular dela algum telefone de algum conhecido para ligar... Mas não. Eu não teria feito nada disso. Assim como todas aquelas tantas pessoas que estavam na fila.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que seja um fenômeno de época toda essa frieza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fiz a lista dos 7 filmes que mais marcaram a minha vida como havia proposto os Blogs de Quinta, porque acho que nenhum filme fez isso. Ao contrário dos livros, eu vejo o filme, gosto ou não, e depois esqueço. Existe um o outro que eu lembro com mais admiração, mas o difícil é lembrar dele! Talvez porque o filme não é como o livro, que a gente pega, segura, ás vezes beija e mancha de lágrimas para depois colocar na estante e ver constantemente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7832439690151249777?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7832439690151249777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7832439690151249777&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7832439690151249777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7832439690151249777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/12/solidao-urbana.html' title='Solidão urbana'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1567358988892184156</id><published>2010-12-06T03:12:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T09:38:58.658-08:00</updated><title type='text'>Recapitulando...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse semestre foi uma droga. Apesar de eu gostar muito do estágio, ele toma um tempo muito precioso de mim e, pelo fato de eu ter que ir e voltar da USP em horário de pico, eu perco mais tempo ainda no trânsito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como consequência, tive que abandonar uma matéria e fazer apenas 3! Três matérias é muito pouco, mas não teve outro jeito. Minhas notas também caíram. E isso me deixa muito triste. Saudades da época do colégio que meu ego ficava lá em cima enquanto eu era uma das melhores alunas. Fechava minhas médias antes mesmo do final do ano letivo e só tirava notas entre 8,5 e 10. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na faculdade, porém, parece que quanto mais eu estudo, mais eu não saio do lugar. Pelo contrário, parece que estudar é quase em vão, é apenas para não reprovar. Como foi possível eu ter ido tão mal, ter tirado uma nota tão ruim, sendo que eu me esforcei tanto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, é difícil, mas eu me esforço para não desanimar.  Até para escrever eu estou com muita preguiça. Seria muito legal falar das coisas que aprendi este semestre em História Medieval e até em História Antiga, mas que preguiçaaa... O tempo que estou em casa se tornou sagrado para descansar ou... sempre tirar o atraso das minhas leituras acadêmicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro momento de epifania foi perceber que nunca mais será possível ter férias de pleno ócio. Ai meu deus, penso como os filósofos gregos que valorizam o ócio como um tempo importante àqueles incumbidos de pensar. Se não pensamos, é porque não temos tempo para isso. Sempre tem algo a fazer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas de qualquer maneira, recentemente aconteceu a feira anual de livros da USP que ocorre sempre no prédio de História e Geografia. Foram 115 editoras com no mínimo 50% de desconto em todos os seus livros. Me deleitei. Gastei mais do que podia, mas estou trabalhando, mereço fazer um agrado a mim mesma. Infelizmente a banca da Cia das Letras tinha uma fila de mais de 1 hora só para poder olhar os livros, então não pude ir à essa banca, mas me deleitei nas outras. rs&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, the most problem of all: lê-los. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não acabei o semestre. Das três disciplinas, faltam duas, mas está no fim. Segunda-feira que vem acaba este semestre que há muito já devia ter acabado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pretendo, porém, retomar meus posts. É ruim ficar muito tempo sem escrever, porque depois sinto que quando eu quero escrever, a escrita não sai facilmente. Tem que ser aos trancos e barrancos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem sabe eu não consiga ler os livros que comprei e volto a escrever as resenhas deles aqui....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que post inútil, raramente escrevo tanta abobrinha... É a falta de prática!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1567358988892184156?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1567358988892184156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1567358988892184156&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1567358988892184156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1567358988892184156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/12/esse-semestre-foi-uma-droga.html' title='Recapitulando...'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4818647916262903102</id><published>2010-11-07T05:21:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T05:27:36.880-08:00</updated><title type='text'>A sentença</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite, na hora do lobo, o imperador sonhou que havia saído de seu palácio e que, na escuridão, caminhava pelo jardim, debaixo das árvores em flor. Alguma coisa enroscou-se em seus pés e lhe implorou ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O imperador consentiu; o suplicante disse que era um dragão e que os astros lhe haviam revelado que no dia seguinte, antes do cair da noite, Wei Cheng, ministro do imperador, lhe cortaria a cabeça. No sonho, o imperador jurou protegê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao despertar, o imperador perguntou por Wei Cheng. Disseram-lhe que ele não estava no palácio; o imperador mandou buscá-lo e tratou de mantê-lo ocupado o dia inteiro, para que não matasse o dragão, e ao entardecer propôs que eles dois jogassem xadrez. A partida foi longa, o ministro estava cansado e acabou dormindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um estrondo perturbou toda a terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco depois chegaram dois oficiais que traziam uma imensa cabeça de dragão empapada de sangue. Jogaram-na aos pés do imperador e gritaram:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Caiu do céu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wei Cheng, que acabara de despertar, olhou-a perplexo e comentou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que estranho, eu sonhei que estava matando um dragão igualzinho a este. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado do livro &lt;i&gt;Os melhores contos fantásticos&lt;/i&gt;, editora Nova Fronteira, tradução de Flávio Moreira da Costa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4818647916262903102?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4818647916262903102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4818647916262903102&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4818647916262903102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4818647916262903102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/11/sentenca.html' title='A sentença'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2561052556309253632</id><published>2010-10-30T15:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T15:48:50.917-07:00</updated><title type='text'>A Lei de Terras e as várias formas de exploração no meio rural</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O texto abaixo, salvo algumas consideráveis mudanças para ser um pouco mais compreensível no blog, foi tirado de um trabalho ao qual me dediquei muito semestre passado, em que eu analisei o surgimento do bóia-fria no campo brasileiro. Para entender a gênese desta categoria social comecei estudando, a partir da transição do trabalho escravo para o trabalho livre, as diversas formas de exploração no meio rural. Segue abaixo esta pequena análise.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;__________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XIX, com a transição do trabalho escravo para o trabalho livre, foi criado em 1850 a Lei de Terras. Até então, a escravidão era predominante e o acesso à terra era restrito aos grandes latifundiários e à elite nacional. Com o fim do trabalho servil, que estava em vias de acontecer, era preciso criar um meio de garantir mão de obra disponível: se a ocupação de terras fosse livre, os ex-escravos e os imigrantes europeus trabalhariam para si próprios e não precisariam vender sua força de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de agora, as terras devolutas pertenciam ao Estado e deveriam ser compradas. Tratou-se de um “meio artificial de forçar quem não tem terra a servir quem tem” , se não fosse isso, quem se disponibilizaria a trabalhar nas fazendas de café? O que a Lei de Terras fez foi legitimar a concentração fundiária. Se as terras já eram propriedades de poucos, agora ela era também regularizada.  A grilagem também teve seu papel nesse processo: como agora as terras deveriam ser cadastradas, as elites, já donas de terras, falsificavam documentos apropriando para si terras devolutas, aumentando ainda mais – e de graça o que agora tinha que ser comprado! – as suas propriedades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O colonato foi a relação entre trabalhador e proprietário que surgiu com o fim da escravidão nas fazendas de café, mas como “a expansão do capitalismo no Brasil se dá introduzindo as relações novas no arcaico e reproduzindo relações arcaicas no novo” , esse novo regime do trabalho não chegou a ser uma relação de trabalho capitalista, no entanto, se inseria num contexto racional de acumulação de capital. Apesar da “remuneração” no final de todo o serviço, o colono não era propriamente um assalariado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta primeira forma de exploração no meio rural lhes era cedido espaços na fazenda para a produção de artigos de subsistência. Assim, enquanto o colono pensava trabalhar para ele mesmo num espaço de terra alheio, ele na verdade trabalhava duas vezes para o fazendeiro: primeiro, trabalhando nos cafezais; segundo, garantindo a própria subsistência. Isso causava a redução do custo da cesta básica e, consequentemente, o aumento da mais-valia.  Tanto é que na crise de 1929 os mais atingidos foram os fazendeiros e os colonos pouco sentiram, pois não dependiam integralmente do salário por produção para sobreviver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Maria D’Incao e Mello trata-se de um sistema de exploração de regiões onde há escassez de mão de obra. Pagar um salário baixo ao trabalhador e lhe ceder um espaço para a agricultura de subsistência é um meio eficiente e lucrativo ao proprietário de garantir mão de obra não só durante a colheita, mas também todos os anos. Não é a toa que José de Souza Martins nomeia seu livro em que trata sobre o colonato de O Cativeiro da Terra – os colonos se tornam cativos do proprietário e da terra sem ser, propriamente, escravos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O colonato, no final das contas, foi a fórmula que os fazendeiros encontraram de substituir o trabalho escravo, pois no campo das relações sociais, eram tratados como cativos. No entanto, estavam inseridos num contexto ideológico de que, se trabalhassem em terra alheia e conseguissem economizar, poderiam comprar a própria terra e serem trabalhadores independentes.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de 1930, com a decadência do café e o início das pastagens e da produção do algodão e do amendoim, o colonato se tornou inconveniente, pois não era mais preciso trabalhadores durante o ano todo em serviços mais lentos. A nova modalidade de agricultura dispensava mão de obra o ano todo e quando esta era requisitada, era preciso que o trabalho fosse rápido. Assim, o sistema de colonato foi substituído pelos de parceria e arrendamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parceria refere-se “à concessão, por parte do proprietário, de uma faixa de sua terra para ser explorada por um período de tempo determinado, em troca de uma porcentagem de produção” . Essa porcentagem varia de acordo com os benefícios oferecidos pelo proprietário. Já os arrendatários são “indivíduos que usam temporariamente uma parcela de terra por um preço previamente estabelecido, em dinheiro ou mercadoria”.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas existem outros modelos de exploração, como os moradores. Estes são parecidos com os colonos, mas moram nos canaviais; são pagos em dinheiro e também possuem um pedaço de terra para a agricultura de subsistência, mas ao contrário dos colonos que se aglomeram em colônias, este é disperso pela propriedade. Ainda nas lavouras canavieiras encontramos os foreiros, que pagam aluguel (foro) ao proprietário e, na época da safra, ainda são obrigados a prestar serviços gratuitamente. Na lavoura algodoeira é mais comum o meeiro. Aqui os trabalhadores obtêm parte do rendimento – a meação - e, quando cultivam gêneros de subsistência, pagam a meação ao proprietário. Na pecuária, por sua vez, é comum o “vaqueiro”, no qual o indivíduo responsável pelo gado recebe para si um bezerro a cada quatro nascidos. O bóia-fria é só mais uma forma de exploração. Aqui ele é um trabalhador temporário, e sua relação com o proprietário é puramente salarial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caio Prado Jr. chama a atenção para o fato de que em qualquer que seja o tipo de relação entre trabalhador e proprietário, em nenhum momento este “transfere ao trabalhador nada que se assemelhe com a posse de terra” . Essa forma híbrida de remuneração, que acontece de acordo com a conveniência do empregador, só é possível graças a enorme disponibilidade de mão de obra, e a principal razão disto é a concentração fundiária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa realidade diversa exige um cuidado maior da parte jurídica quando vai tratar dos direitos dos trabalhadores rurais. Por se tratar de uma realidade instável que varia de região para região e às vezes num mesmo lugar de acordo com o que convém ao proprietário, são muitas as brechas que permitem a descaracterização da lei e o não cumprimento desta. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2561052556309253632?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2561052556309253632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2561052556309253632&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2561052556309253632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2561052556309253632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/10/lei-de-terras-e-as-varias-formas-de.html' title='A Lei de Terras e as várias formas de exploração no meio rural'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5950877072789168019</id><published>2010-09-29T17:30:00.000-07:00</published><updated>2010-09-30T07:29:23.352-07:00</updated><title type='text'>Retornando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não esqueci o blog e nem o abandonei. Fui obrigada a deixá-lo um pouco de lado por causa da falta de tempo. Em uma das últimas aulas que tive, o professor de História Medieval estava falando sobre a matematização do tempo. Há duas concepções do tempo: uma simbólica, clerical, salvacionista, marcada por um início, um meio e um fim previsto(a expulsão de Adão e Eva do Paraíso, o advento de Cristo e o fim, marcado pelo Apocalipse) e a quantitativa, que marca nossa visão de tempo ocidental. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não era preciso marcar o tempo por minutos, horas, ou até mesmo dias. A contagem do tempo se dava pelas estações, pelo nascer e pôr do sol. Pelas estações, sabia-se quando era preciso plantar e colher; pelo sol sabia-se quando era a hora de se alimentar, dormir e acordar. O controle maior do tempo era controlado pela Igreja e, portanto, era ela quem dizia quando era as datas comemorativas ou os dias de descanso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A movimentação monetária na Idade Média, após um tempo adormecida, além de facilitar as trocas, permitia uma circulação maior de bens e pessoas. Isso incentivou uma contagem mais precisa do tempo. Atualmente, na minha opinião, chegamos ao ponto máximo de contagem do tempo. Não é possível contar mais do que já contamos. Podemos perder o ônibus por 1 minuto. Podemos fazer uma viagem em 1 hora se saírmos de casa as 6h00 ou fazermos a mesma viagem em 2 horas se saírmos de casa as 6h15 - porque pegaremos trânsito (não vou entrar hoje na problemática do trânsito que São Paulo sofre &lt;b&gt;vergonhosamente&lt;/b&gt;). Essas coisas eu sei, infelizmente, por experiência própria.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nas competições? O vencedor é definido por questões de centésimos, milésimos de segundo. É uma contagem impossível para qualquer ser humano, que só pode ser feita através de equipamentos eletrônicos. A matematização do tempo é tanto, que é impossível contá-lo a "olhos nus". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já foi-se o tempo em que o tempo era domínio da elite intelectual e era feita através dos astros. Com certeza era uma época mais saudável. Nós agora vivemos em função dos minutos que o ônibus sai, a espera de feriados, a contagem de dias que sai o pagamento, a horas que dedicamos ao trabalho, às leituras, ao lazer. É tudo contado, cronometrado. Fazemos planos para o ano a vir, para o dia seguinte. Não conseguimos pensar no presente, muito menos no futuro, sem contar o tempo. Não pensamos em nada a longo prazo. Prazo. Tudo é medido por prazos. 48 meses pagando o carro, 10 anos pagando uma casa própria, 60 dias de determinado software grátis, remédio a cada 6 horas, acordar as 6h, sair as 6h40, pegar o ônibus as 7h, chegar as 9h, comer a cada 3 horas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A contagem do tempo tornou-se tão importante quanto a visão, a audição, a fala... É quase parte dos nossos sentidos. É tentador acreditar que quando contávamos menos o tempo, vivíamos mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enfim, depois desse pequeno desabafo, acho que ficou claro porque abandonei o blog momentaneamente. Acho que a falta de tempo é tanta, que estou sem tempo até para pensar! Nem ideias tenho mais para o blog. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei a estagiar no Arquivo do IEB e por isso estou sem tempo nenhum. Não é ele que consome a maior parte dos meus dias, mas sim o trânsito. Demoro mais para ir e voltar do que o tempo que dedico ao estágio. É incrível como São Paulo é uma merda em relação a locomoção de pessoas. Uma cidade tão grande e tão parada. A Berrini é uma avenida tão chique, com prédios luxuosos, carros importados, executivos de terno e gravata... Tudo isso para ser admirado, por que em horário de pico, fica-se 2 horas para atravessar uma avenida que, sem trânsito, seria atravessada em 20 minutos. Estou perdendo de 5 a 6 horas por dia (e em dias bons!!) para ir e voltar, sendo que o estágio é de 4 horas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para mudar de assunto e falar de alguma coisa boa, vou apresentar o IEB para os que não o conhecem. O Instituto de Estudos Brasileiros foi criado pelo Sérgio Buarque de Holanda a fim de reunir uma série de estudos interdisciplinares sobre o Brasil. Nele encontra-se o Arquivo do Instituto. Trata-se de um arquivo de fundos pessoais e nele estão guardados documentos de personagens importantes da intelectualidade brasileira, como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Mario de Andrade, Caio Prado Jr., entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estou lá catalogando os diários políticos do Caio Prado, para depois o público pesquisador ter acesso à eles. Está sendo um trabalho muito legal, mas, confesso, por causa disso estou muito a par das eleições de 1946, do golpe de Getúlio Vargas e de todo o movimento político dos anos 30 e 40, do que as eleições atuais que estão prestes a acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do meu problema atual de tempo - ficar mais tempo no trânsito do que em casa dormindo-, o estágio está valendo muito a pena. Está sendo uma experiência maravilhosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os que se interessarem em saber mais sobre o acervo do arquivo do IEB, está aqui o site. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ieb.usp.br/"&gt;http://www.ieb.usp.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5950877072789168019?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5950877072789168019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5950877072789168019&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5950877072789168019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5950877072789168019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/09/retornando.html' title='Retornando'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7591275829741067061</id><published>2010-08-24T05:58:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T05:43:30.936-07:00</updated><title type='text'>Infância - Graciliano Ramos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No colégio, quando a professora de literatura fez uma breve definição das obras de Graciliano Ramos, ela disse que "em uma página, temos informações demais", pois ele era um autor que sabia ser bastante conciso, direto e dizer muito com poucas palavas. Isso me impressionou, e a partir disso sabia que eu e ele nos daríamos muito bem. Minha primeiraexperiência foi com Vidas Secas, amei, me apaixonei, me encantei. Depois, fui ler Memórias de um Cárcere, mas por causa da burocracia da biblioteca, só consegui ler 80 páginas e pretendo retomar a leitura. Mas a última obra que li de Graciliano foi Infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma experiência bacana e um pouco diferente das leituras comuns. Aquela idealização infantil, de que quando a gente era criança era bem melhor, isso não existe no livro de Graciliano. Por mais que seja um livro bastante recheado, é difícil dizer algo sobre ele. A leitura é calma, fluída, mas há momentos em que somos tomados por uma agonia imensa, como quando seu pai não encontra a fivela do seu cinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor também fala sobre a sua dificuldade em aprender a ler e como nasceu o seu amor pelos livros. Aos 9/10 anos, já tinha devorado a biblioteca de um de seus conhecidos, lendo grandes clássicos da literatura internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a melhor parte é o final. É claro que não contarei spoiler, mas durante a leitura do livro, nos perguntamos quando e como vai acabar essa fase infantil do autor, e quando isso acontece, sua visão e percepção de mundo muda também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um livro gostoso, não há emoção, suspense ou trama. Cada capítulo conta sobre uma determinada pessoa ou um momento que lhe marcou. É possível também entender um pouco das relações sociais citadinas do nordeste brasileiro. A profissão de seu pai, um mercador, os obriga a mudar e  a diferença entre campo/cidade também é bastante visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão que cheguei ao virar a última página foi a de que uma infância nem sempre é feliz como é relatado no poema de Casimiro de Abreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Oh! Que saudades que tenho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da aurora da minha vida, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da minha infância querida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que os anos não trazem mais!", &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas sim doída, traumatizante, e que, na verdade, só esconde um mundo cruel, que por sebrevivência só podemos compreendê-lo depois; para que na idade adulta, lembremos de um momento melhor, mesmo que ele nunca tenha sido bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7591275829741067061?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7591275829741067061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7591275829741067061&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7591275829741067061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7591275829741067061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/08/infancia-graciliano-ramos.html' title='Infância - Graciliano Ramos'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8073152221435972756</id><published>2010-08-18T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T17:21:52.203-07:00</updated><title type='text'>Comunistas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não estou generalizando, nem sou contra a esquerda, muito menos conservadora... Qualquer coisa que a gente fala contra comunista, já é motivo para sermos tachados de fascistas, mas na faculdade estou rodeada de gente tão fraca de mente que não consegue enxergar a tamanha hipocrisia que comete ao se chamar de comunista. Por favor gente, honrem mais o nome de Marx, não digam seu nome em vão! Deixem de ser comunistas de boutique e comunistas consumistas! Eu sei que é difícil, mas Nike, Sony Ericson, carros da GM, Ambev, tráfico de drogas, Coca Cola, falta de higiene, e outras coisas... Tudo isso é um mau começo para defender uma ideologia tão complexa! Greves anuais na universidade não tornarão um mundo mais igual! Pronto, desabafei!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2247743"&gt;Comunistas de Boutique LTDA.&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e a que eu mais gostei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2800091"&gt;Comunistas Consumistas &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Comunidade dedicada aos socialistas de BMW, comunistas devoradores de Big-Mac's, esquerdistas de botox, comunas de shopping-center, patricinhas anti-capitalistas, marxistas de butique, revolucionários de limusine, comunistinhas chiques, stalinistas playboys, maoistas empresários, castristas milionários, leninistas de banda-larga e trotskistas que especulam na bolsa de valores.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Vamos acabar de vez com essa opressão imperialista: A PARTIR DE HOJE, TODO COMUNISTA TEM O DIREITO DE SE SENTIR E SE COMPORTAR COMO UM BURGUÊS. ABAIXO À ETIQUETA SOCIALISTA!!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Afinal, ninguém é de ferro em seguir o comunismo ao pé da letra. Se até Che Guevara tomava Coca-Cola e Pol Pot usava terno, porque os comunas não podem usufruir produtos capitalistas? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;ABAIXO À ETIQUETA MARXISTA, VIVA A HIPOCRISIA!!!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No fundo, todo comunista é "fashion" e come caviar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8073152221435972756?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8073152221435972756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8073152221435972756&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8073152221435972756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8073152221435972756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/08/comunistas.html' title='Comunistas...'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-491832388851860522</id><published>2010-07-31T08:38:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T08:43:03.153-07:00</updated><title type='text'>Breve histórico do trabalho no Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Final de férias, tenho que voltar ao ritmo de antes. Para retomar esse ritmo "culto", publicarei hoje a última prova que realizei no semestre passado. O curso, que abordava sobre a história do trabalho no Brasil, pedia para a gente fazer um resumo do que vimos no curso inteiro, pendendo para o lado que tivéssemos dominado mais ao longo do semestre. Como já explicitei antes, o trabalho sobre os trabalhadores bóias-frias, me ajudaram a pender para o lado do trabalho no campo e por isso o texto tem um cunho de denúncia sobre a distribuição de terras no Brasil. Sei que fui muito bem na prova, então não é qualquer coisa que estão lendo. No entanto, trata-se de um breve resumo, sem nada muito profundo. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalho no Brasil sofreu significativas mudanças, ao lado das transformações políticas, econômicas e sociais que o país sofreu ao longo de sua história. Foram três as fases que foram marcadas por características específicas das relações de trabalho: a escravidão no período colonial, a transição do trabalho escravo para o trabalho livre e, finalmente, a nacionalização da força de trabalho na industrialização. Em nenhum momento, porém, uma fase negou completamente a outra; certas características das relações de trabalho na colônia se transformaram em feridas cujas cicatrizes são possíveis de serem vistas até hoje, principalmente no campo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caio Prado Jr., quando trata sobre o Brasil Colônia, vai dizer que a colonização aconteceu em torno de um sentido que, simplificadamente, era o de gerar riquezas e excedentes à metrópole. Neste contexto, o trabalho e o tráfico de escravos agiam como fatores determinantes para esse sentido ser possível. O trabalho escravo se tornou então, predominante no Brasil Colônia. O escravo negro foi uma conseqüência da lucratividade do tráfico e, por causa disso, a proteção jesuítica dos índios e a demanda pelo trabalho escravo indígena oscilava entre a oferta e a falta de mão de obra vinda da África. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato de o trabalho ser exercido quase que exclusivamente por negros, fazia o trabalho ser visto como algo degradante e, por isso, não havia gente que se disponibilizasse a trabalhar. Sérgio Buarque vai dizer ainda que o português que aqui chegava, vinha com o “espírito de aventura” e a busca de riqueza fácil e ascensão social, ou seja, “o que o português vinha buscar era, sem dúvida, a riqueza, mas a riqueza que custa ousadia, não riqueza que custa trabalho.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda neste contexto, vemos uma categoria social que se encontrava à margem e nada contribuía para o sentido da colonização: os desclassificados sociais. São aqueles homens livres que não trabalhavam porque o trabalho era degradante e também não eram donos de terras e, por isso, eram vadios que viviam a sombra de algum coronel, reafirmando o patriarcalismo da sociedade colonial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XIX, o sistema escravista começa a entrar em crise por causa de uma série de fatores externos, entre eles a pressão vinda por parte da Inglaterra para o fim da escravidão e o fim do tráfico negreiro. Isso levou à falta de oferta de escravos e, consequentemente, o aumento do preço. O escravo estava muito caro e a lavoura cafeeira estava sendo obrigada a comprar escravos do Nordeste que, em decadência e sem um carro chefe para a economia regional, estava cada vez mais empobrecida em relação ao Vale do Paraíba e ao Oeste Paulista. Assim, contraditoriamente, a região mais pobre do país estava fazendo uso do trabalho livre por falta de escravos e, por causa disso, , sugerindo que acontecesse a Abolição; enquanto que a região mais pobre, estava fazendo uso de todos os meios para conversar o trabalho escravo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, isso não possível. Com a Lei de Terras e a vinda dos imigrantes, a elite cafeeira conseguiu manter mão de obra disponível através de um sistema que não era nem servil e nem assalariado. O colonato, que foi a forma encontrada pelos cafeeiros de garantir mão de obra, era uma relação não capitalista em que o colono trabalhava nos cafezais e numa cultura de subsistência numa pequena parte da propriedade que lhe era cedida. O “salário” ao final da produção, portanto, não era o essencial e nem o fundamental para o colono. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta fase a transição o que ocorreu foi a adaptação do trabalho livre ao regime servil. Por mais que houvesse uma remuneração simbólica ao final da produção, o colono era cativo da terra em que trabalhava, era visto como inferior em posição semelhante ao do negro escravo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, a partir de 1930, com a industrialização, o Brasil passou a fazer uso da mão de obra nacional e categorias assalariadas como médicos, engenheiro e arquitetos passou a existir. No entanto, as cicatrizes ficaram. Ao trabalhador urbano foi feito a CLT e, através dos sindicatos estes trabalhadores sempre tiveram meios de reivindicar seus direitos. Por outro lado, a industrialização do Brasil aconteceu sem a companhia da reforma agrária. Assim, a partir de 1950, essa mão de obra expropriada do campo começou a enfrentar dificuldades para ser absorvida e isso tem gerado miséria tanto no campo quanto nas cidades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O patriarcalismo, a elite fundiária atuando no cenário político, trabalhadores se submetendo à trabalhos análogos ao da escravidão, a existência de grandes latifúndios, o difícil acesso à terra, são ainda fatores que permeiam a realidade brasileira no século XXI. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-491832388851860522?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/491832388851860522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=491832388851860522&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/491832388851860522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/491832388851860522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/07/breve-historico-do-trabalho-no-brasil.html' title='Breve histórico do trabalho no Brasil'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4960639179521189761</id><published>2010-07-22T12:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T16:57:02.061-07:00</updated><title type='text'>Dois livros e um filme</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Até terça-feira estava fazendo muito, mas muito frio aqui em São Paulo capital e região metropolitana. Então não havia muito o que fazer se não ficar embaixo das cobertas lendo. O problema é que o frio estava tanto que as mãos que ficavam fora do cobertor segurando o livro ficavam frias. Mas tudo bem, ainda bem que o tempo esquentou um pouco. Mas nesse interím, li dois livros e vi um filme que merecem um destaque nesse humilde blog de poucos leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;O primeiro dos livros foi &lt;i&gt;A Metamorfose&lt;/i&gt; de Franz Kafka. Era um livro e um autor totalmente desconhecidos por mim, mas a leitura, rápida e intensa, fez eu me interessar por outras obras deste autor. Em &lt;i&gt;A Metamorfose&lt;/i&gt;, o protagonista acorda na forma de um inseto. Porém, sua mudança foi apenas física, pois mentalmente ele continua com as mesmas preocupações em relação ao trabalho e sua família e totalmente consciente de sua condição, que apesar de dificultar seus movimentos, não se limita em continuar na cama. Tenta se levantar, se trocar e ter um dia normal. A mudança significativa, porém, vem da parte de sua família que, em sua nova forma, não o vêem mais como filho e irmão. A família o vê, simplesmente, como um animal asqueroso. Impossibilitado de se comunicar, o protagonista é mantido todo o tempo em seu quarto, longe dos olhos de todos e, progressivamente, esquecido e deixado de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Não se trata de uma história complexa, com vários personagens, eventos, drama e mistério. Mas é uma narrativa que ao final ficamos perplexo, pensativos, como se tivéssemos sido golpeados no estômago. Se no começo, nós, leitores, assim como a família, sentimos nojo da sua aparência asquerosa e de suas patinhas que se mexiam compulsoriamente; do meio para o final, o que sentimos é pena. Dó. Muita dó.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;O segundo livro foi &lt;i&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/i&gt; do Machado de Assis. Era um livro que há muito tempo eu carregava o compromisso de ler. Depois de Dom Casmurro, Machado de Assis me encantou e meu namorado fazia uma super propaganda de Memórias Póstumas dizendo que era tão bom que achou melhor que &lt;i&gt;Dom Casmurro&lt;/i&gt;. Enfim, não me decepcionei. MA-RA-VI-LHO-SO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Tudo o que eu tinha ouvido falar antes sobre &lt;i&gt;Memórias&lt;/i&gt; foi sobre o romance entre Brás Cubas e Marcela, então achava que todo o livro se resumia a isso. Mas não, o que Brás Cubas vive com Virgília é muitíssimo mais intenso. Além do mais, na primeira vez que fui ler o livro, as inúmeras referências a obras clássicas e suas metáforas, me desanimaram a continuar a leitura. No entanto, desta vez li tudo; compreendi muito bem a história, mas o livro inteiro não. Diria que uns 80% compreendi bem. As interrupções na narrativa também são muito bacanas, originais que não se encontram em nenhum outro lugar. Ás vezes, é verdade, parece que Machado está gozando da nossa cara, mas tudo bem, a leitura não se torna menos divertida por causa disso, pelo contrário, faz a gente se interessar ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Já o filme eu assisti com meu namorado depois de ele ter insistido muito e até ameaçado a vê-lo sozinho. O filme é muitíssimo bom. Scarface foi feito nos anos 80 tendo Al Pacino como protagonista. Só um detalhe: depois de ter assistido O Poderoso Chefão II, Al Pacino se tornou um dos meus atores favoritos.O cenário é muito bacana! As roupas, as discotecas, tudo faz lembrar GTA Vice City. O que não é a toa, já que o jogo foi inspirado no filme; as semelhanças são tantas que chega até aos nomes dos personagens. Logo no começo Tony Montana, um "refugiado político" cubano em Miami sem visto, é cativante quando diz que mata um comunista por diversão e por um greencard o faz em pedaços. Depois disso, gradativamente, Tony Montana vai se envolvendo com o tráfico de drogas e tendo contatos com os poderosos do narcotráfico. Seu passado, mesmo em Cuba, já era de criminoso, mas ele usa, inapropriadamente, o termo "refugiado político". É um filme bom, ele também denuncia os políticos e policiais corruptos que se envolvem com o narcotráfico à base de propinas. Recomendo à todos - que não sejam comunistas e não sintam amizade por Fidel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/TEj0PAlZRYI/AAAAAAAAADs/eTlEL_nvLno/s1600/scarface03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 322px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/TEj0PAlZRYI/AAAAAAAAADs/eTlEL_nvLno/s400/scarface03.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496911883897750914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Say hello to my little friend!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4960639179521189761?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4960639179521189761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4960639179521189761&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4960639179521189761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4960639179521189761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/07/dois-livros-e-um-filme.html' title='Dois livros e um filme'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/TEj0PAlZRYI/AAAAAAAAADs/eTlEL_nvLno/s72-c/scarface03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6419337641960933655</id><published>2010-07-15T07:00:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T17:29:08.018-07:00</updated><title type='text'>Alguns livros que marcaram</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Blogs de Quinta me propuseram escolher de 3 a 7 livros que marcaram minha vida, listá-los e escrever um pequeno parágrafo sobre eles. Mas confesso: foi difícil, muito difícil, escolher apenas sete livros - mas tive que colocar mais um no final por consideração. É verdade que eu não li tantos livros assim em minha vida, mas já tenho uma continha razoável de obras que recomendo. Quando comecei a fazer uma pequena listinha dos livros que eu poderia comentar aqui, completei seis, mas ao ir na minha estante de livros: momento nostalgia ao lembrar de livros maravilhosos que eu li há 5, 6 anos atrás, que também foram maravilhosos, mas que o tempo me fez esquecê-los. Comentarei sobre 8 livros, mas foram 8 livros que eu me lembro com muito, mas muito carinho mesmo. Houve muitas outras obras cujas leituras foram também agradáveis e gostosas, mas que não marcaram tanto assim, no entanto merecem ser lembradas: &lt;i&gt;O Xangô de Baker Street&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O homem que matou Getúlio Vargas&lt;/i&gt; - ambos do Jô Soares -, &lt;i&gt;Memórias de uma Gueixa&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Gomorra&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Morte e Vida Severina&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Meu pé de laranja lima&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Sagarana&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O jogo do Anjo&lt;/i&gt;, O&lt;i&gt; falecido Mattia Pascal&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A metamorfose&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O diário de Anne Frank&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Cortiço&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Noite na Taverna&lt;/i&gt;, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvidas, esta foi a história que mais me marcou. Quando alguém me pergunta qual livro eu recomendo ou qual eu mais gostei, este é o primeiro que me vem a mente. Composto por 4 volumes, é impossível ler o primeiro e não querer ler o outro e devorar todos. A saga de Viviane, Morgana, Arthur, Lancelot e outros, nos faz refletir sobre política, história, guerras e religião. Dentro de todos os livros que li, foi neste que a figura feminina aparece forte e fundamental para a história, e faz qualquer leitora se sentir orgulhosa por ser mulher. Quanto à religião, a imagem que a autora faz da figura divina deveria ser uma orientação para todos os fanáticos religiosos. Antes de qualquer coisa, Marion Zimmer Bradley tenta nos ensinar a respeitar a diversidade religiosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O caso dos 10 negrinhos - Agatha Christie&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este eu li aos meus 12 anos. Li outros livros da Agatha Christie também, mas nenhum é tão bom quanto este. Ele é pequeníssimo, é possível lê-lo em dois dias, mas a sua história é encantadora. Não vou contar nem um pouco da história do livro, pois isso seria estragar um pouco da surpresa que a leitura nos traz, no entanto, posso dizer que durante a leitura, Agatha parece desafiar nossa inteligência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pollyanna e Pollyanna Moça - Eleanor H. Porter&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este eu também li aos meus 12, 13 anos. Eu estava de férias, afundada no sofá em frente à TV quando minha vó me trouxe estes dois livros, um continuação do outro, velhos, com aquele cheiro horrível e as páginas amareladas. Comecei a ler meio que obrigada, mas depois foi por pura diversão. Pollyanna é uma criança que, após perder seus pais e irmãos, é obrigada a mudar de cidade e ir morar com uma tia sua que não gosta de crianças e a despreza totalmente. No entanto, antes de morrer, seu pai que era pastor de uma igreja, lhe ensinara a sempre ver o lado positivo de tudo. Não importa o que acontecesse, tudo tem seu lado positivo e Pollyanna teria que ver esse lado e valorizá-lo mais que os infortúnios. Sim, isso irrita e muito. Até hoje eu tenho um pouco de raiva da Pollyanna por causa disso. Mas, era por essa razão, que Pollyanna era uma menina muito alegre, obediente e amiga de todo o bairro. Até o coração da sua tia, antes duro como pedra, ela consegue amolecer um pouco. É uma história infantil, mas me marcou de algum modo, porque lembro com muitas saudades do livro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Crime e Castigo - Fiódor Dostoiéviski&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre este livro comentei &lt;a href="http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/crime-e-castigo.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;mesmo no blog quando o li, que foi recentemente. Apesar de não haver muita ação, é impossível não se envolver nos pensamentos do protagonista Ródia e temer por ele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Vidas Secas - Graciliano Ramos &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vidas Secas é um dos livros da literatura brasileira de que eu mais gosto. Foi um livro que li e reli, só para rever toda a análise das apostilas de cursinho para vestibular. Nas duas vezes, chorei com o fim de Baleia e com o sofrimento daquela família de retirantes, que não é tão fantasiosa assim. Foi Vidas Secas que fez me interessar pela vida no campo brasileiro e hoje estudo este tema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Dom Casmurro - Machado de Assis&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este foi outro livro que li duas vezes. Mas foi na segunda leitura que percebi o quanto um livro, um conjunto de palavras é capaz de ser tão mágico, de nos levar a um mundo tão surreal, nos deixar tão em dúvida e tão maravilhados ao mesmo tempo. Para mim Machado de Assis não foi só um escritor, foi um mágico, que através das palavras brinca com a nossa curiosidade, bom senso e inteligência também, por que não? Como é possível criar este mistério de "traía ou não traía", instigar milhares de leitores, especialistas, e nenhum chegar a uma conclusão? Para mim isso é mágico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este foi outro livro que li recentemente e que também comentei &lt;a href="http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/o-melhor-presente-ever.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; no blog. Aqui sim há muita ação e o mistério é tão eletrizante quanto os mistérios que li há 7 anos no clássico &lt;i&gt;O caso dos 10 negrinhos&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Harry Potter - J. K. Rowling&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui obrigada a colocar Harry Potter nesta lista. A literatura não pode ser das melhores, pode ser um livro horrível - segundo alguns, mas dos meus 11 aos meus 12 anos, foi Harry Potter que me mostrou o quanto é possível se divertir, rir e chorar nas páginas de um livro. Li os 4 primeiros de uma vez só, em menos de 15 dias, e eu nunca havia lido nada antes. Após isso, esperei com ansiedade o 5°, li, mas me decepcionei com a história. Depois disso, a demora dos lançamentos, o crescente amadurecimento das minhas leituras, fizeram os 6° e o 7° livros serem chatos e maçantes. No entanto, devo muito consideração aos livros do Harry Potter, foram por causa deles que hoje eu gosto tanto de ler. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6419337641960933655?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6419337641960933655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6419337641960933655&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6419337641960933655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6419337641960933655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/07/alguns-livros-que-marcaram.html' title='Alguns livros que marcaram'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4345846236699619090</id><published>2010-07-12T08:04:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T08:44:39.700-07:00</updated><title type='text'>O Falecido Mattia Pascal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como de costume, vou escrever um pouco sobre a história e minha impressão do último livro que li. Este foi mais um dos livros, assim como Crime e Castigo, que na falta do que fazer e assistir na TV, foi escolhido aleatoriamente para me distrair um pouco. Assim como a obra de Dostoiéviski, a obra de Pirandello me prendeu do início a fim. E só depois de ter lido e me fascinado, fui pesquisar a vida do autor e descobri a sua importância na literatura mundial, sendo, inclusive, um ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1934. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçadíssima, a história se passa, salvo às viagens pela Europa do nosso querido protagonista Mattia Pascal, na Itália. Parte na cidade de Miragno e parte na conhecida cidade de Roma. Mattia Pascal é um homem inteligente, porém gostava da boa vida e, quando todo o dinheiro que herdara do seu pai foi roubado pelo administrador de seus bens, ele se viu como um homem pobre, sem ofício e sem perspectivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das partes mais interessantes do livro é na qual Mattia faz das tripas coração para se casar com quem queria. Neste acontecimento, temos cinco personagens: Mattia; Romilda, a mulher com quem Mattia queria se casar; a viúva Pescatore, futura sogra de Mattia e mãe de Romilda; Malagna, o ladrão e administrador dos bens da família de Mattia e, finalmente, Oliva, amiga de infância de Mattia e esposa de Malagna. Malagna era estéril, porém seu maior sonho era ter um filho. Oliva era sua segunda esposa, e assim como a primeira, não conseguia engravidar. Assim, Romilda que já tinha um caso com Mattia engravidou e, convencida pela sua mãe, foi pedir ajuda para Malagna, que era rico, diga-se por passagem, para assumir a paternidade de seu filho. Convencido, Malagna disse para sua mulher, Oliva, que a culpa era dela pelo fato de não engravidar e que ele não era estéril, por isso, Romilda estava grávida dele e seria com ela com quem ele iria ficar. Então Mattia, inteligente como é, engravidou rapidamente Oliva, que voltou para Malagna dizendo que já estava grávida quando foi expulsa e exigia que assumisse a paternidade do seu filho agora, supostamente, verdadeiro. Resumo da história: com a sua mulher grávida, Malagna voltou para Oliva e Romilda, grávida e sem marido, casou-se com o verdadeiro pai de seu filho, Mattia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é narrado logo no começo da história, e as coisas mudam radicalmente. Mattia, como ele mesmo diz na primeira página, é um homem que morrera duas vezes. Assim, rodeado por infortúnios, sua sogra insuportável, sua mulher infeliz, pobre, ele decide fugir por uns tempos e, sem querer, acaba ficando rico na jogatina. As mortes sofridas por Mattia estão longe de serem físicas. Depois de ter enriquecido na jogatina, decide voltar para casa e jogar na cara de sua mulher e sogra todo o dinheiro que ganhara. Porém, no trem, pega um jornal para ler as notícias durante a viagem, mas acaba lendo o informe de que seu corpo fora encontrado depois de ter cometido suicídio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mattia então, se vê na oportunidade de não precisar mais voltar para sua mísera vida em Miragno, cheio de novas chances e, rico, ele decide assumir uma nova identidade e viver uma nova vida. A partir daí, o livro fica mais denso. A solidão do protagonista, a impossibilidade de se fixar em algum lugar ou de ter uma amizade sincera, leva-o a questionar se sua morte realmente valera a pena. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um livro muito gostoso de ler, recomendadíssimo à quem gosta de dar risadas lendo e para quem gosta de se questionar sobre o que é identidade. Quanto Mattia morreu e assumiu uma nova identidade – um novo nome, uma nova história, seus problemas não foram resolvidos, apenas a eles se acrescentaram outros, de natureza ainda maior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4345846236699619090?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4345846236699619090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4345846236699619090&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4345846236699619090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4345846236699619090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/07/o-falecido-mattia-pacal.html' title='O Falecido Mattia Pascal'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4198308444872256650</id><published>2010-07-05T07:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T07:54:08.334-07:00</updated><title type='text'>Migrantes e Literatura de Cordel</title><content type='html'>Dizem que todo trabalho&lt;br /&gt;É digno e não é verdade&lt;br /&gt;Cortar cana, quebrar pedra,&lt;br /&gt;É uma barbaridade,&lt;br /&gt;Trabalho que o homem faz&lt;br /&gt;Por pura necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São milhões de brasileiros&lt;br /&gt;Que tem vida sub-humana,&lt;br /&gt;Os catadores de lixo&lt;br /&gt;A pobre mulher mundana,&lt;br /&gt;Os limpadores de fossas,&lt;br /&gt;E os cortadores de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas simples e honestas&lt;br /&gt;Que vêem a vida passar&lt;br /&gt;Por conseqüência da sorte&lt;br /&gt;Não conseguiram estudar&lt;br /&gt;Aceitam certos trabalhos&lt;br /&gt;Para não se molestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem cento e dezenove&lt;br /&gt;Anos da abolição&lt;br /&gt;Branco pobre, preto feio,&lt;br /&gt;Que não tiveram instrução,&lt;br /&gt;Terra, direito e escola,&lt;br /&gt;Só pra filho de barão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa civilização&lt;br /&gt;Ainda é escravocrata&lt;br /&gt;Só vale neste Brasil&lt;br /&gt;Quem tem grana, ouro ou prata,&lt;br /&gt;Os ricos ladrões seqüestram&lt;br /&gt;Os pobres o sistema mata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a globalização&lt;br /&gt;O mundo rápido avançou&lt;br /&gt;Trocam o homem por máquina&lt;br /&gt;O emprego se acabou&lt;br /&gt;A escravidão no Brasil&lt;br /&gt;Apenas modernizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil do fome zero&lt;br /&gt;Zero mesmo é a consciência&lt;br /&gt;Os poderes corrompidos&lt;br /&gt;Patrocinam a violência&lt;br /&gt;Muitos brasileiros ainda&lt;br /&gt;Não tem sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem patrões que acham&lt;br /&gt;Que emprego é um favor&lt;br /&gt;O emprego é um objeto&lt;br /&gt;Que não tem nem um valor&lt;br /&gt;Dentro do eito da cana&lt;br /&gt;Substitui o trator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens sem instruções&lt;br /&gt;São vistos como inconstantes&lt;br /&gt;A necessidade obriga&lt;br /&gt;Se tornarem imigrantes&lt;br /&gt;Pra onde forem viram vítimas&lt;br /&gt;Dos poderes dominantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de nordestinos&lt;br /&gt;Deixam seus berços natais&lt;br /&gt;Migram pra outros estados&lt;br /&gt;Em busca de ideais&lt;br /&gt;Muitos perdem a liberdade&lt;br /&gt;Dentro dos canaviais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história é verdadeira&lt;br /&gt;Inspirada em depoimentos&lt;br /&gt;Dos cortadores de cana&lt;br /&gt;Vivem em péssimos momentos&lt;br /&gt;Obrigados pela fome&lt;br /&gt;Viverem estes sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome muda o destino&lt;br /&gt;De qualquer pessoa séria&lt;br /&gt;A dor da fome é tão grande&lt;br /&gt;Provoca angústia e miséria&lt;br /&gt;Tem gente no desespero&lt;br /&gt;Que vende a própria matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalhador do campo&lt;br /&gt;Que cultiva agricultura&lt;br /&gt;O chamado bóia-fria,&lt;br /&gt;Vive uma escravatura&lt;br /&gt;Sem expectativa de vida&lt;br /&gt;Por falta de estrutura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os usineiros da cana&lt;br /&gt;Ostentam esta visão &lt;br /&gt;Política do lucro fácil &lt;br /&gt;Cultura da exploração&lt;br /&gt;Um pensamento arcaico &lt;br /&gt;Do tempo da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do eito da cana&lt;br /&gt;Usineiro explorador&lt;br /&gt;Requisita homens simples&lt;br /&gt;E assim o trabalhador&lt;br /&gt;Na cutilada que dá&lt;br /&gt;A fome supera a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desespero é quem gera&lt;br /&gt;Esses dados negativos&lt;br /&gt;Homens que deixam famílias&lt;br /&gt;Pra viverem como cativos&lt;br /&gt;Hoje são muitas viúvas&lt;br /&gt;Com os seus maridos vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de nordestinos&lt;br /&gt;Vivem estes empecilhos&lt;br /&gt;Num trabalho sub-escravo.&lt;br /&gt;Seus olhos perderam os brilhos&lt;br /&gt;Acorda, Brasil, acorda!&lt;br /&gt;Para cuidar dos teus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos deixam suas terras&lt;br /&gt;Pensando em vida melhor&lt;br /&gt;Mas na podada da cana&lt;br /&gt;Derrama muito suor&lt;br /&gt;Ficar na cana é ruim&lt;br /&gt;Voltar pra terra é pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos deixaram as famílias&lt;br /&gt;Na esperança de vencer&lt;br /&gt;Trabalhar, ganhar dinheiro,&lt;br /&gt;Nada vêem acontecer&lt;br /&gt;Dentro dos canaviais&lt;br /&gt;Vêem seus sonhos morrer.&lt;br /&gt;Na hora da despedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos começam a chorar&lt;br /&gt;Um chora porque não vai &lt;br /&gt;E outro por não ficar&lt;br /&gt;Adeus, adeus até quando!&lt;br /&gt;O feitor da cana deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piauí e Maranhão&lt;br /&gt;São os grandes exportadores&lt;br /&gt;De cortadores de cana&lt;br /&gt;Esses pobres sonhadores&lt;br /&gt;Os governos fecham os olhos &lt;br /&gt;Pra esses trabalhadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalhador no campo&lt;br /&gt;É mais do que explorado&lt;br /&gt;Dez toneladas por dia&lt;br /&gt;Para manter registrado&lt;br /&gt;Quem não atingir este teto &lt;br /&gt;Já está desempregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos nordestinos vivem&lt;br /&gt;A triste realidade&lt;br /&gt;Dentro do corte da cana&lt;br /&gt;Muitos perdem a liberdade&lt;br /&gt;E guardam dentro do peito&lt;br /&gt;Tristeza, dor e saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do eito da cana&lt;br /&gt;Muitos são molestados&lt;br /&gt;Contraem algumas doenças &lt;br /&gt;Que lhes deixam mutilados&lt;br /&gt;Terminam morrendo a míngua&lt;br /&gt;Pelos patrões desprezados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos deixam suas terras&lt;br /&gt;Com o sonho de vencer&lt;br /&gt;Cada podada que dão&lt;br /&gt;Vêem seu suor descer&lt;br /&gt;Uma mistura de trabalho&lt;br /&gt;Com exploração e sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho é sustentáculo&lt;br /&gt;Em qualquer sociedade&lt;br /&gt;O povo não quer esmola&lt;br /&gt;Muito menos caridade&lt;br /&gt;O trabalhador precisa&lt;br /&gt;Só de oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros são vítimas &lt;br /&gt;Desses grupos estrangeiros&lt;br /&gt;Dos patrões exploradores,&lt;br /&gt;Industriais, usineiros,&lt;br /&gt;Fazendeiros e Políticos.&lt;br /&gt;Como sofrem os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Costa&lt;br /&gt;[Repentista piauiense e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel]&lt;br /&gt;Fonte: http://www.pastoraldomigrante.org.br/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4198308444872256650?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4198308444872256650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4198308444872256650&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4198308444872256650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4198308444872256650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/07/migrantes-e-literatura-de-cordel.html' title='Migrantes e Literatura de Cordel'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2837460187946500363</id><published>2010-06-30T06:07:00.001-07:00</published><updated>2010-07-02T15:58:29.776-07:00</updated><title type='text'>Aos 12 anos de idade eu já lia...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/TCtC8KrP5fI/AAAAAAAAADg/vMRzasbMrq4/s1600/ryotiras2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 165px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/TCtC8KrP5fI/AAAAAAAAADg/vMRzasbMrq4/s400/ryotiras2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488554172306417138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha escrito pouca coisa sobre esse post, mas repensei e percebi que essa tirinha dispensa qualquer comentário. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2837460187946500363?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2837460187946500363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2837460187946500363&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2837460187946500363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2837460187946500363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/06/aos-12-anos-de-idade-eu-ja-lia.html' title='Aos 12 anos de idade eu já lia...'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/TCtC8KrP5fI/AAAAAAAAADg/vMRzasbMrq4/s72-c/ryotiras2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4399662499753664891</id><published>2010-06-25T13:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T14:11:15.062-07:00</updated><title type='text'>O papel da arqueologia nos debates sobre a etnogênese</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Hoje eu tive prova de História Medieval. Tudo bem se não fosse pelo fato da pergunta ter sido cretina. Para respondê-la não foi preciso nenhuma bibliografia do curso inteiro, nem ter presenciado todas as aulas, ou ao menos ter estudado as provas do ano passado ou a que a turma da noite fez ontem. A pergunta foi baseada numa única aula e não era possível mobilizar nenhum texto do curso inteiro. Eu me decepcionei. Estudei para uma prova milhares de vezes mais difícil. Consultei e fichei umas 500 páginas ao longo do semestre. Saberia dominar qualquer pergunta sobre o papel da arqueologia nos estudos acerca da Idade Média, no caráter identitário e os problema causados por isso acerca da Alta Idade Média, na história econômica sobre o Grande Domínio, sobre a mutação feudal... Enfim, tudo isso. Mas caiu o problema das heresias do ano 1000. Uma questão discutida em apenas uma aula sem ajuda bibliográfica. Tudo bem, valeu meu esforço... Acho que aprendi algumas coisas sobre Alta Idade Média. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para valer pelo menos alguma coisa todo o trabalho que tive, vou publicar hoje a resposta de uma das perguntas da prova do ano passado que desenvolvi como forma de estudo. A questão pedia para discursar sobre o papel da Arqueologia nos debates acerca da etnogênese. Mais uma vez, como na outra prova sobre a Mesopotâmia que coloquei aqui, o leitor poderá entender muito bem sobre o tema, só ficará um pouco "de fora" quando eu comentar os nomes dos autores da bibliografia utilizada.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Alta Idade Média é uma conotação ambígua, ela serve tanto para definir uma marcação cronológica que vai do século V ao século X, quanto uma construção historiográfica usada como base do discurso identitário da Europa. Assim, o estudo acerca da Alta Idade Média se constitui num importante fator para a formação ideológica das origens das nações européias e da constituição cultural e identitária de seus respectivos povos. O fim do Baixo Império Romano, as invasões bárbaras e as transformações políticas, econômicas e culturais oriundas deste processo são vistos, sob perspectivas diversas, como a gênese dos Estados-nações europeus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste contexto, surgiu o problema das identidades. Patrick Geary, em “O mito das Nações”, aponta como o nacionalismo contribuiu para os historiadores enxergarem a diferença entre romanos e bárbaros como uma oposição entre “nós e eles”, entre “civilizados e bárbaros”, contribuindo para que estes últimos fossem vistos como um bloco homogêneo, ignorando toda uma diversidade destes povos. Em “Some remarks on ethinicity in Medieval arqueology”, Florin Curta também denuncia esse caráter simplista de definição quando diz que o antropólogo Barth e seus seguidores tinham uma perspectiva de comportamento social e individual baseado na visão “eu versus eles” e que a historiografia foi marcada pelo anacronismo, pois usavam o termo étnico como uma construção moderna e não como uma categoria medieval.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalho de F. Curta contribui bastante para entender o papel da arqueologia neste debate acerca da etnogênese, pois ele faz um apanhado sobre o que já foi discutido sobre o tema e sobre os problemas metodológicos possíveis sobre isso. Como ele mesmo fala, pelo fato de as fontes arqueológicas serem artefatos, eles não foram feitos para carregarem uma certa representação do passado, mas para responder questões econômicas e sociais. Assim, nós encontramos uma série de problemas que a arqueologia não consegue satisfazer sozinha, sem o complemento historiográfico que faz uso da linguagem e da escrita.  Como por exemplo, o caso dos Gépidas e Lombardos, dois grupos que mantinham relações de trocas e não se distinguiam uns dos outros através da cultura material – para eles nenhum objeto possuía valor étnico. As coisas mudaram quando as guerras contribuíram para consolidar estilos específicos de vestimenta entre eles. No entanto, distintivos característicos, como acessórios e vestimentas, não distinguem somente uma etnia da outra, elas podem indicar outras formas de identidade social, como gênero, idade ou classe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há outros exemplos na arqueologia funerária. Alguns objetos encontrados com os cadáveres que remetem a determinados grupos étnicos, como os francos ou os romanos, não significam que os indivíduos tenham realmente pertencido essa origem. Pode se tratar de um distintivo, por exemplo, em moda na época. É aquela história de que uma camisa vermelha com o desenho de uma foice e um martelo, não faz do homem que a veste um comunista.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob esse contexto, o arqueólogo Brather recomenda que os arqueólogos abandonem qualquer pesquisa sobre a etnogênese, porque não há fontes escritas que decifrem os significados dos símbolos que marcam o limite uma determinada etnia. Além disso, este estudo corre o risco de ser contaminado por preocupações étnicas atuais. O mito de que há congruência entre os povos da Alta Idade Média e os contemporâneos, levaram o estudo da cultura material aos padrões sugeridos pelas línguas, mas isso não deu certo, e agora é P. Geary quem diz que “artefatos não são um parâmetro seguro para a distinção das etnias”. Com ele, também concorda E. Pöhl, que diz que as culturas arqueológicas e os grupos étnicos coincidem muito pouco e que “não se pode confundir fronteiras políticas, territórios étnicos, grupos lingüísticos e áreas de uma certa cultura material, pois não necessariamente teriam a mesma extensão.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de todos esses problemas metodológicos, F. Curta ilumina o papel da arqueologia no estudo sobre etnogênese: a cultura material assume um papel similar ao de um “texto que deve ser lido”, pois é necessário analisar e compreender contextos maiores em que é produzida para ser possível entender os significados destes objetos.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que parece ser ponto comum entre os autores sugeridos pelo curso, é a ineficiência da arqueologia, sozinha, responder as questões sobre a etnogênese, e que este é um assunto bastante “contaminado” pelo nacionalismo contemporâneo. Parece ser possível estudar as etnias entre os séculos V e X, através da interdisciplinaridade entre história e arqueologia, sem cometer erros anacrônicos e sem a confiança de que os limites entre os territórios étnicos, as fronteiras políticas e os grupos lingüísticos coincidem geograficamente, como alerta Pöhl. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4399662499753664891?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4399662499753664891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4399662499753664891&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4399662499753664891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4399662499753664891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/06/o-papel-da-arqueologia-nos-debates.html' title='O papel da arqueologia nos debates sobre a etnogênese'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7905280303857409661</id><published>2010-06-17T08:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T09:40:41.255-07:00</updated><title type='text'>As férias anuais de três meses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ano passado, no meu primeiro ano de faculdade, acompanhei a greve que aconteceu na USP aqui no meu blog. Foi um evento que me deixou muitíssimo chateada. A greve começou com os funcionários, que reivindicavam aumento salarial e a volta do funcionário Brandão que foi despedido sob a acusação, entre outras coisas, de assédio sexual. Na versão dos funcionários, o pobre Brandão era perseguido político (!?) dentro da universidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do começo ao meio do semestre os alunos também estavam propensos a declarar greve e fizeram inúmeras paralisações que prejudicaram muitas aulas. Eles apoiavam a volta do Brandão, (afinal, se não ele, quem iria consertar os aparelhos de ar-condicionado?) e eram também contra a UNIVESP. Não vou expor aqui minha posição sobre o assunto porque não é o objetivo deste meu post, mas digo que desde o início sempre me coloquei contra a posição do Movimento Estudantil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resultado: sem biblioteca, sem Restaurante Universitário ( bandejão), sem nem ao menos a Sessão de Alunos para carimbar a frequência do ônibus para o pagamento de meia passagem. Eu cheguei a uma conclusão que esse ano só se confirmou: a USP não serve para gente pobre, só estudante rico e não é culpa da Universidade, mas sim das greves que privam os alunos mais carentes de qualquer benefício. É impossível almoçar e jantar na região do Butantã a um preço acessível ou ter acesso à livros que não tem em nenhum outro lugar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um tempo, a reitoria chamou a PM para evitar que houvesse a invasão do prédio da reitoria. Sabe, os reivindicalistas da USP - tanto alunos como funcionários - têm um meio um tanto violento de resolver as coisas. Um jeitinho meio vandalizado, se você me entende. Mas, com isso, os alunos entraram definitivamente de greve e os professores também. Só uma ressalva: falar em "professores" e "alunos" é meio genérico, é melhor dizer: "alunos e professores da FFLCH" (por meios autoritários, é verdade, mas entraram), porque o resto da Universidade funcionou normalmente sem nenhum problema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse ano, se não fosse possível ficar pior... Ficou. Os professores da USP - que recebem menos do que receberiam lá fora, e isso é fato (os melhores professores a gente perde ou para outros ofícios ou para outras universidade) - receberam um aumento no salário. Os funcionários, que já recebem muito mais que os demais funcionários lá de fora e ainda fazem uso de inúmeros benefícios da universidade juntamente com os estudantes, antes mesmo da reunião marcada para a negociação do aumento do salário deles, entraram de greve novamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente, uma breve retrospectiva de 2006 para cá. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2006 - Greve da Copa que acabou exatamente dois dias depois do fim da Copa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2007 - Greve contra as sanções do Serra - na minha opinião a única greve de motivos legítimos, apesar dos meios não tão legítimos assim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2008 - ok&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2009 - Greve que eu comentei acima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2010 - Greve de novo!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a toa que dizem que os funcionários da USP têm três meses de férias por ano, sendo dois deles por greve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse ano os atos de violência e vandalismo estão passando do limite. No início do ano tudo começou com a invasão da COSEAS. A COSEAS é um "setor" da USP responsável pelo auxílio dos estudantes: desde as bolsas moradia, os bandejões até os passe dos ônibus. Revoltados pela falta de lugar no CRUSP (Conjunto Residencial da USP) - que sofre de inúmeras irregularidades, mas isso não vem ao caso - alguns alunos invadiram o prédio do COSEAS, onde tinha guardado todos os documentos dos alunos que pediram auxílio, inclusive os meus. Mexeram nos documentos, tiveram acesso a informações sigilosas. Como eu sei disso? Ligaram aqui na minha casa! Bom, ainda estão lá, devolveram parte dos documentos jogados em sacolas - um dos motivos pelos quais ainda não saíram as bolsas de auxílio para os estudantes - e parte dos computadores e impressoras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disso os funcionários entraram em greve. Fizeram piquete no bandejão terceirizado para ele não abrir e, recentemente, invadiram o prédio da reitoria. Quebraram tudo e estão acampando lá. Mas no jogo do Brasil, improvisaram um telão para todos assistirem o jogo e, como é de praxe já, fizeram o churrasquinho deles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante dessa palhaçada de greve todo ano, o reitor, diante de meios legais, não realizou o pagamento dos dias parados para cerca de 1600 funcionários. E então, para protestar, os funcionários nesta manhã fizeram piquete na entrada principal da universidade, impedindo estudantes e outros funcionários de entrar. Isso complicou mais ainda o trânsito e fez muitos alunos perderem provas e trabalhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A USP as vezes parece estar abandonada à própria sorte. Dizem as más línguas que hoje o Brandão trabalha para o sindicato recebendo 3000 reais por mês. Se isso é verdade ou não, eu não sei, mas lá da Universidade ele não sai e até hoje, mesmo não sendo mais funcionário, atua como líder sindical - &lt;i&gt;dos funcionários&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até hoje eu me mantive o mais longe que pude dessa falta de vergonha que acontece lá dentro para não desanimar, porque fora tudo isso, a faculdade me encanta. O SINTUSP mancha a legitimidade das greves, cospe em sindicatos sérios e faz de um dos maiores direitos trabalhistas brincadeira de gente desocupada. Antes que alguém pense que sou contra o movimento grevista e os sindicatos, digo que sou totalmente a favor. Meu pai já teve muitos benefícios graças ao sindicato. Mas o Sintusp já deixou de ser um sindicato para ser uma organização criminosa. Nas fotos da invasão da reitoria, funcionários e alunos que apoiam a causa dos funcionários tamparam o rosto para não serem identificados!! Para mim assumiram a própria criminalidade com esse gesto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7905280303857409661?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7905280303857409661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7905280303857409661&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7905280303857409661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7905280303857409661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/06/as-ferias-anuais-de-tres-meses.html' title='As férias anuais de três meses'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-3439907734640368959</id><published>2010-05-28T06:15:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T06:51:03.030-07:00</updated><title type='text'>Um novo estilo de piercing</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa semana ficou famosa a foto de um toureiro na Espanha que, durante a tourada, sofreu um sério ferimento. O chifre do touro entrou pela sua garganta e saiu pela boca. A imagem é chocante, confesso. Mas vi até brincadeiras com isso, chamando o acidente de um novo estilo de piercing. É importante dizer também, como estava o touro na foto. Todo mundo fala da vítima, mas o touro era outra vítima. Estava sangrando e também sofria com sérios ferimentos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia em que eu vi a matéria, o toureiro não tinha morrido, mas estava com sérios problemas. Na minha opinião ele deveria ter morrido para a garantia de que ele nunca iria fazer mais isso. É ingenuidade achar que com a morte de um toureiro as touradas terminariam, mas pelo menos é um sádico doentio a menos no planeta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi gente defender o toureiro com vários argumentos: de que é uma cultura muito antiga na Espanha ou que, como ser humano, ele deve ter mais piedade por nossa parte do que um mero touro, porque se fosse nosso pai ou algum outro parente nosso não estaríamos torcendo pelo &lt;i&gt;animal irracional&lt;/i&gt;; ainda há gente que diz que é hipocrisia ser contra as touradas e comer carne. Pois bem, não acho que qualquer cultura, por mais antiga que seja, justifica práticas de sadismo. Há uma enorme diferença entre matar para comer e matar para se divertir depois de torturar o pobre animal. Tenho a mesma opinião não só sobre toureiros, mas qualquer outro imbecil que judia dos animais de outras maneiras, seja maltratando ou estimulando brigas entre cachorros, galos.. É ridículo. Eu já sinto vontade de matar gente que judia de cachorros, mantendo-o preso, sem alimentação, sem carinho ou batendo. Por que num touro pode? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É essa falsa noção do ser humano de se achar superior a todos. Isso só mostra o quão são inferiores. É esse egocentrismo que cria cachorros violentos, animais em extinção, milhares de filhotes de animais silvestres mortos em tráfico ilegal, e acidentes em touradas. O toureiro não é um coitado, ele foi lá para se divertir e divertir uma plateia inteiramente sádica, sabendo muito bem dos riscos que corria ao enfrentar um animal de mais de uma tonelada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha revolta contra essas pessoas se canaliza numa esperança: que, se existe reencarnação, o traficante ilegal renasça num ninho de araras e morra sufocado dentro de um cano de PVC; o idiota que mantém um cachorro preso e ignorado, sofra dos mesmos males; um caçador de baleia ou tubarão, nasça como um desses animais... É ridículo? Pode até ser, mas não é mais ridículo de achar que, só porque é capaz de fazer filosofia, é superior aos outros animais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um ser humano é capaz de problematizar o tempo, elaborar um calendário ou pisar na Lua, um cachorro é capaz de amar e ser muito mais fiel do que muita gente aí que se acha &lt;i&gt;muito superior. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-3439907734640368959?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/3439907734640368959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=3439907734640368959&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3439907734640368959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3439907734640368959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/05/um-novo-estilo-de-piercing.html' title='Um novo estilo de piercing'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8051778446477337845</id><published>2010-05-20T19:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T07:29:33.419-07:00</updated><title type='text'>Ex ou incluídos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que você pensa sobre exclusão social? José de Souza Martins, em seu livro "Exclusão social e a nova desigualdade", composto por alguns artigos e entrevistas, vai tratar muito bem sobre o tema que envolve, direta ou indiretamente, a reforma agrária. O meu maior desafio em estudar a questão agrária brasileira e se deparar com tantos relatos que as vezes dá vontade de chorar, é enfrentar o senso comum sobre o assunto. Ontem n' A Grande Família, eles fizeram uma paródia bem humorada sobre isso, quando a comunidade do nosso querido Agostinho se junta para expulsar os "sem-caráter", os sem-tetos que estavam ocupando o salão de beleza onde Bebel trabalha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, voltando ao assunto, para José de Souza Martins não existe exclusão social. Na nossa sociedade capitalista, incrementada com alguns aspectos patriarcais do nosso passado colonial, o excluído é o morto. E mesmo embaixo da terra, sua exclusão só acontece depois de um longo período burocrático. Os excluídos estão na verdade incluídos na nossa sociedade. A diferença é que eles não encontraram uma forma "digna" de se incluir e, por isso, se excluem moralmente, mas economicamente estão tão incluídos como todos os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Martins tem seus exemplos, eu tenho o meu. O bóia-fria está incluído em todo o processo capitalista da indústria açucareira. Porém, isso foi o que lhe restou. Trabalhador do campo, expropriado de sua terra, falta de oportunidade na cidade que, abarrotada de gente, não consegue absorver mais essa mão-de-obra expropriada. O que lhe resta é esse tipo de trabalho sazonal, análogo ao trabalho escravo, que não respeita leis trabalhistas e oferece sérios riscos à saúde e degrada o ser humano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Insisto em dizer que não é opção de ninguém morrer de cãibra no meio dos canaviais ou invadir o salão de beleza para ter um teto. São pessoas que estão totalmente incluídos, consumindo e contribuindo para uma acumulação racional do capital, mas que, por falta de lugar na sociedade, se colocam à margem aceitando qualquer meio que lhe garanta a sobrevivência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8051778446477337845?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8051778446477337845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8051778446477337845&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8051778446477337845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8051778446477337845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/05/ex-ou-incluidos.html' title='Ex ou incluídos?'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7744154681532030667</id><published>2010-05-12T11:36:00.001-07:00</published><updated>2010-05-12T11:36:41.483-07:00</updated><title type='text'>A figura do rei (divino) na Mesopotâmia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;Este post, ao contrário dos outros que tem um teor bastante pedagógico e que eu escrevo para todo mundo, será mais particular. Esta semana fiz uma prova do curso de História Antiga cujo assunto é a Mesopotâmia. O professor esperava que no teste fizéssemos a articulação entre três elementos: as aulas expositivas, sete textos historiográficos que ele tinha separado e a documentação que trabalhávamos toda segunda parte da aula. Como eu já sabia disso, passei duas semanas me preparando e por isso meu sábado e meu dia das mães foi ler e reler meus textos e minhas anotações.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;Mas, o que está me levando a transcrever meu rascunho de prova no meu blog é que foi o primeiro curso no 3° semestre de faculdade que eu vi uma evolução no meu modo de estudar e de articular o material que tinha em mãos. E isso, é claro, é "exportável" para outras matérias, já que em geral é esse o método que os professores esperam nas provas. Por isso, que o post de hoje terá este caráter mais particular que os outros, estou escrevendo mais para mim isso. Não que o leitor não vá entender o texto, mas as referências aos outros textos e aos documentos será confuso. Semana que vem, caso eu receba já o resultado da prova e minha nota seja apresentável, coloco aqui para dividir com todos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;Sobre a questão: a pergunta não era propriamente uma pergunta. Foram colocados na folha de questão três trechos historiográficos sobre determinado assunto e tínhamos que escolher e dissertar sobre um. O trecho que escolhi falava explicitamente da imagem que o rei mesopotâmico fazia de si mesmo e o que ele representava diante de seu povo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;_________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Os três primeiros quartos do III° milênio foi caracterizado pelo predomínio do modelo governamental da sociedade-templo, no qual o templo aparece como domínio das relações sociais e o centro de organização e distribuição de recursos. Na metade do III° milênio, porém, a etnia suméria vai perdendo espaço para os semitas e o modelo de sociedade-templo vai cedendo lugar a um novo modelo governamental: a cidade-reino, cuja transição já havia se consolidade por volta do ano de 2.300 a.C..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Neste novo modelo, o palácio assume o papel de eixo central das articulações de poder e deixa para o templo o caráter de centro religioso, como aponta Gwendolyn Leick quando identifica duas instituições que dominaram a Babilônia - o palácio e o templo. Porém, esse novo centro de poder fagocita discursos do poder anterior - o templário, e disso ocorre a divinização do poder real como meio de legitimação. Algo, no entanto, merece atenção. "Na Mesopotâmia, ao contrário do Egito, uns reis eram considerados deus e outros não", como aponta Philip Jones. Apesar de ter havido reis que tiveram seus nomes inscritos com a palavra deus, a personificação divina da realeza não finca raízes. O que há e o que pode explicar a história política na Mesopotâmia é a divinização da soberania.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Philip Jones nos explica muito bem qual era o papel real e como este se apresentava e se legitimava. Esta legitimação, como já foi indicado antes, se dava através de uma aproximação da realeza ao mundo divino em forma de descendência divina, favores divinos, casamento com uma deusa ou estrutura sobre-humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Este terceiro elemento se mostrava através do casamento sagrado associado a um ritual de fertilização, no qual o rei, substituindo a figura do deus Dumuzi, se une à deusa Inanna - a deusa do amor sexual. Assim, esse rei divino tinha que contribuir com a ordem cóscima, canalizando o potencial destrutivo da deusa Inanna para fins mais construtivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Ainda no texto de Philip Jones, ele enumera alguns aspectos que a figura do rei evocava, sendo elas: 1) evocar a ordem cósmica; 2) prevenir a provocação da ira divina; 3) garantir que as ações humanas não desagradariam os deuses e 4) garantir a existência de templos. Essas características completam as de Marc Van de Mieroop quando diz que, além de evitar a ira divina, o rei da Mesopotâmia tinha que garantir alimento e proteção contra os inimigos, garantir a fertilidade da terra construindo e mantendo canais de irrigação e prover justiça. Fica claro aqui para nós, a forte ligação que o rei mantinha com o mundo divino, ao tentar agradá-lo para evitar catástrofes causadas pela ira divina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;A figura de mantenedor da ordem cósmica e social veio com o surgimento e a difusão dos códigos legais. O rei assume para si o que antes era função divina - a de manter a justiça. Isso comporta ao rei uma enorme responsabilidade e assume a legitimação religiosa do seu poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;"Os reis mesopotâmicos, desde o início do terceiro milênio a.C., entenderam a importância de capitalizar suas realizações e, então, inscreveram seus feitos heróicos (...) a fim de mostrar aos deuses (...) que estavam cumprindo seus mandatos divinos." Isso pode ser muito bem ilustrado no texto de Gwendolyn Leick quando este afirma que todos os anos o rei retornava sua insígnia ao deus e, depois de jurar que não tinha feito nenhum mal à Babilônia, se voltava para o seu posto. Neste mesmo texto ainda, Leick coloca que no festival anual o rei ainda era apresentado como &lt;i&gt;o&lt;/i&gt; coroado e protegido pela lei divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;No código de Hammu-rabi, nós encontramos a legitimação do poder quando o rei assume que sua posição real foi concedida pelos deuses. Neste mesmo discurso, encontramos o que já foi discutido anteriormente com mais detalhes - o rei assume o papel de traduzir a ordem, de ser provedor de justiça. Esta função traz imbutida a ideia de pastor, o que Marc Van de Mieroop chama de "a shepherd to his flock". Porém, neste texto, ao contrário do próximo que iremos ver, o rei ainda é humano e social apesar da capa divina que reina sobre ele. Na correspondência de Mari o rei não só diz que é criação divina, como também ousa uma comparação e assimila para si atributos divinos. Trata-se de registros de uma mesma dinastia de reis, mas que sob diferentes circunstâncias e necessidades, cada rei atribui para si características mais ou menos ousadas em relação ao mundo divino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7744154681532030667?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7744154681532030667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7744154681532030667&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7744154681532030667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7744154681532030667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/05/figura-do-rei-divino-na-mesopotamia_12.html' title='A figura do rei (divino) na Mesopotâmia'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-3260915544355977873</id><published>2010-04-29T13:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T17:32:33.822-07:00</updated><title type='text'>Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"[...] A Academia Brasileira de Letras tem que ser o que são as insituições análogas: uma torre de marfim [...]." - Machado de Assis, 1897&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A primeira fase de vossa ilustre instituição [ABL] decorreu à margem das atividades gerais [...]. Só no terceiro declínio deste século operou-se a simbiose entre homens de pensamento e ação." - Getúlio Vargas, 1943&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o período conhecido como Estado Novo, os intelectuais tiveram um papel que até então lhes fora negado. Na passagem do Império para a República, a intelectualidade que via a literatura como uma missão transformadora tomou consciência do seu papel possivelmente político e da necessidade de sair da teoria para a prática. No entanto, uma sociedade tradicional colocaria uma barreira entre estes pensadores e qualquer ação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Machado de Assis se refere à ABL como uma “torre de marfim”, ele coloca a instituição num papel de refúgio dos intelectuais que, afastados da sociedade, conseguiriam melhor observá-la e refletir sobre ela. Era um lugar onde os literatos não precisariam se preocupar com nada se não a literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Império, a classe literária também ficou marginalizada. Na recém formada nação, a sua missão foi a de criar um temário nacionalista destinado à valorização do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Estado Novo, porém, as coisas mudam. Os intelectuais são chamados pelo governo a fazer parte deste. Olhemos a frase de Getúlio Vargas: ele critica a posição marginalizada da ABL e se refere a uma “simbiose entre homens de pensamento e ação”. Dessa vez, a intelectualidade irá atuar diretamente no governo a fim de promover uma política-pedagógica da ideologia do regime do Estado Novo. O ingresso de Getúlio à Academia também ilustra muito bem isso. Ele já não é mais só o homem de ação, mas também é capaz de pensar sobre os destinos da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação dos intelectuais na política ocorrerá através do DIP e do Ministério da Educação que, liderado por Gustavo Capanema, muitas vezes será chamado de Ministério Capanema. Cada um dos organismos tem um público alvo diferente. O Ministério é mais voltado à cultura e à uma formação erudita; já o DIP vai procurar orientar as manifestações populares através do controle das comunicações. Não é a toa que seus componentes são intelectuais conhecidos pelo pensamento autoritário e centralista – Cassiano Ricardo, Menotti Del Picchia e Cândido Motta Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, os intelectuais se autointitulam como os capazes de traduzir as necessidades da população em geral que, em sua maioria iletrada, não conseguem se manifestar. Por outro, parece que o regime getulista do Estado Novo faz uso dessa aparente capacidade para se autopromover. É graças aos intelectuais e a partir deles que é possível entender a base organizacional do governo que se apóia, se não inteiramente, quase, na cultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-3260915544355977873?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/3260915544355977873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=3260915544355977873&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3260915544355977873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3260915544355977873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/os-intelectuais-e-politica-cultural-do.html' title='Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1477372076402988788</id><published>2010-04-22T16:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T15:32:02.480-07:00</updated><title type='text'>A questão agrária e o senso comum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão agrária no Brasil é um assunto polêmico que dá pano para a manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo deste semestre estou fazendo um trabalho sobre os bóia fria e por isso estou gradativamente me aprofundando no tema. O que quero comentar hoje no blog, no entanto, não é diretamente sobre a questão agrária e nem sobre a situação miserável dos trabalhadores do campo. O que quero falar é sobre o senso comum em relação a propriedade fundiária brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou lendo e pesquisando bastante o assunto, é inevitável as pessoas verem os livros que estou lendo ou as fontes que estou consultando e isso, consequentemente, instiga o observador a dar sua própria opinião. E o que eu ouvi me chocou. Me impressionou não porque as opiniões eram contrárias a minha, mas sim pelos argumentos usados para defender essa posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se eu comprasse um pedaço de terra e pagasse meus impostos direitinhos, o problema não é meu, é do Estado. E se eu quero produzir lá ou não, isso num é problema de ninguém. É meu e eu faço o que eu quero." Esse primeiro argumento, fez eu ver um letreiro de Capitalismo brilhante estilo sexy shop piscando  na testa do enunciador. Eu nunca tinha ouvido um argumento tão individualista sobre um assunto tão sério. "Eu assisto globo rural todo domingo e esses lavradores não plantam nada que não seja feijão e mandioca." Este foi outro argumento que ouvi e me chamou a atenção, além de "Eu também era pobre, mas eu estudei. Por que eles não estudam?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concentração fundiária no Brasil é, dentre todos os males, o pior. A aquisição de terras tem um caráter puramente mercantil. Quando não há investimentos e não há produção voltada para o mercado externo, a terra torna-se uma poupança, com mero caráter especulativo. Enquanto isso, do outro lado da moeda, a população rural que nasceu neste meio e sente uma conexão com a terra, evitando migrar para a cidade, perde suas terras, consequentemente seus meios de subsistência e se vê obrigada a vender sua força de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assalariada rural, no entanto, compete com a produtividade das máquinas e esse enorme contingente populacional acaba se submetendo a serviços degradantes cujo salário é inferior a um salário mínimo. O trabalho no campo também se caracteriza pelo seu caráter intermitente. Ou seja, em boa parte do ano o trabalhador não tem fonte de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessas situações, o trabalhador rural encontra-se impossibilitado de comprar terras submetidas a uma atividade especulativa. Guardar dinheiro para melhorar de vida também está fora de cogitação uma vez que os recursos que possui mal são suficientes para o seu nível de subsistência. Invadir uma casa e invadir uma propriedade improdutiva são duas coisas totalmente diferentes, já que terra não é reproduzível por trabalho mas sim apropriada, portanto ela tem sua função social. Globo rural definitivamente não é a melhor das fontes para entender a questão agrária no Brasil, para compreender o papel da agroindústria e do Brasil nas exportações de gêneros primários, ela até é, mas para o trabalho no campo não. Além da dificuldade de obter terras dado o alto preço destas, produzir nelas também sai muito caro e em algumas vezes é inviável para um lavrador competir com as grandes produtoras. Além disso a falta de uma política auxiliadora no campo, o obriga a se limitar no suprimento de suas n&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.prdream.com/galeria/tufino/img/prints/p_cortador-de-cana.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://www.prdream.com/galeria/tufino/img/prints/p_cortador-de-cana.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ecessidades mais básicas. Já sobre a educação, acho que não é necessário eu discorrer sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o principal: como que alguém pode dizer "não é problema meu"? A questão agrária é problema de todo mundo. Desse contingente populacional, os que continuam na lavoura, quando não se submetem a trabalhos de remuneração miserável, se juntam em movimentos de caráter revolucionário. Dos que migram para a cidade, encontram poucas oportunidades de emprego também de remuneração baixa e nas maiorias das vezes se aglomeram em favelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém trabalha das 4h00 as 21h00 por que quer. Ninguém vive em condições miseráveis por que quer. E principalmente, ninguém fica sem propriedade e vende sua força de trabalha por salários precários por que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos parar de assistir Globo Rural!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1477372076402988788?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1477372076402988788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1477372076402988788&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1477372076402988788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1477372076402988788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/questao-agraria-e-o-senso-comum.html' title='A questão agrária e o senso comum'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-3018954496633227772</id><published>2010-04-15T12:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T12:18:14.736-07:00</updated><title type='text'>Crime e Castigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crime e Castigo é um livro fenomenal! Dividido em dois volumes, são os dois primeiros livros de uma coleção recomendadíssima da Editora Abril. Os Grandes Clássicos é composto por vários livros que vão desde Dom Quixote e Orgulho e Preconceito até Memórias Póstumas de Brás Cubas – só para citar a diversidade de autores e estilos. São aquelas histórias que conhecemos através das inúmeras referências em animações e filmes, mas cuja história nunca foram lidas.  E o preço, ao contrário dos livros nas livrarias, é muito acessível – R$14,90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crime e Castigo foi escrita pelo autor russo Fiódor Dostoiévski no final do século XIX em um momento conturbado de sua vida. A história, que conta sobre uma determinada parte da vida do nosso querido Ródia, é capaz de prender o leitor do começo ao fim. Poderia dizer que é uma história policial, da perspectiva do assassino. Não é a narração de um detetive procurando pelas pistas do criminoso, mas sim das tentativas deste de escondê-las e pelo que foi levado a fazer num momento de loucura – mas que, em verdade, fora planejado muito antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história, que se passa em São Petesburgo, os personagens são pobres e lutam para sobreviver de diversas maneiras: seja através de casamentos, bicos em qualquer tipo de trabalho, prostituição, ou, quando se está quase no limite, bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a leitura, muitas vezes o narrador mergulha nos pensamentos de Ródia, transcrevendo tudo o que ele pensa. Esses pensamentos são a chave do livro, segundo a meu ver. São eles que permitem a narração fugir da normalidade, pois assim como um pensamento flui, o mesmo acontece quando estamos lendo a mente de Ródia. É, também, através desse “truque” que sentimos compaixão pelo protagonista. É possível sofrer junto com ele: sentir sua febre, sua loucura e sua doença. Quando se cura, é com facilidade que sentimos pena e queremos o seu melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um detalhe que chama muito a nossa atenção logo de início, são os nomes dos personagens – russos. Como estamos acostumados com nomes de origem inglesa, italiana, alemã e francesa, nomes russos são difíceis de serem pronunciados, mas são divertidas as tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso dizer, para finalizar, que o livro é maravilhoso. Setecentas páginas vão com facilidade e, para quem gosta de história, é uma ótima referência para ilustrar a situação da Rússia algumas décadas antes de 1917.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-3018954496633227772?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/3018954496633227772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=3018954496633227772&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3018954496633227772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3018954496633227772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/crime-e-castigo.html' title='Crime e Castigo'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5686464330855724718</id><published>2010-04-08T11:23:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T14:44:07.645-07:00</updated><title type='text'>A Revolta da Vacina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/imag2008/vacina3.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 426px; height: 316px;" src="http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/imag2008/vacina3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Chegamos a uma sociedade que quer viver o avesso do mito da caverna de Platão, que narra o empenho de homes criados nas suas profundezas escuras para delas sair e ver a realidade à plena luz. No episódio da Revolta da Vacina, vemos claram&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ente essa sociedade rompendo o ovo do seu nascedouro e manifestando precocemente a extensão de sua ferocidade e voracidade."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É assim que termina um livro, pequeno em tamanho mas excepcional em seu conteúdo, de Nicolau Sevcenko, que narra os acontecimentos da Revolta da Vacina e conta os bastidores deste acontecimento de consequencias trágicas - trata-se de uma micro-história. É um livro recomendado a TODOS, inclusive adolescentes, a única contra indicação é para quem não gosta de história e de uma narração muito bem feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma forma muito fluída e ilustrativa, Nicolau Sevcenko nos mostra como ocorreu a passagem do Império para a República e a tumultuada passagem do século XIX para o XX na então capital do país - o Rio de Janeiro. O autor intercala todo o texto acadêmico e informativo com belíssimas passagens de nossa literatura - poemas e prosas de literatos ilustres como Lima Barreto, Euclides da Cunha, Cruz e Souza, entre outros -, além de descrições e relatos da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança de século foi um momento de grande efervescência política. O regime sob qual o Brasil estava sendo governado, tinha como objetivo, assim como os regimes de 30 e 64, o desenvolventismo do país. A imagem de um país desenvolvido, de governo sólido e estável, economia saudável e administração competente, era o que almejava os governantes. Uma série de medidas econômicas, como a Política dos Governadores e o Convênio de Taubaté, trouxeram ao país enormes vantagens para a agricultura paulista, mas deixou em detrimento todo o resto da população, que sofria de uma carência de alimentos e moradia. Trata-se de um progresso cuja uma das faces é prejudicial - prejudicial às camadas mais pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro, como todas as outras cidades portuárias, carecia de uma enorme infraestrutura. A população era vítima de uma série de epidemias, além de uma carência de moradia e o porto sofria com a falta de espaço. Além da urbanização ao redor do porto, que dificultava enormemente a circulação de mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que os sanitaristas ganham um poder político similar aos urbanistas que são responsáveis pela reforma das avenidas da cidade e das obras do porto. Da mesma maneira, os sanitaristas têm em mãos uma missão política, não humanizadora. Esvaziar e destruir os casarões, pensões e cortiços, fazia parte desta "missão" sanitária. Gradativamente as pessoas foram expulsas do centro da cidade e sendo marginalizadas, procurando as regiões que ninguém queria: os pântanos e as áreas mais íngrimes. O livro dá uma noção muito boa de como foram formadas as favelas do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/S74-eV6R2WI/AAAAAAAAADI/M2QczQVCNqw/s1600/cruz4.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 187px; height: 244px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/S74-eV6R2WI/AAAAAAAAADI/M2QczQVCNqw/s200/cruz4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457868489418201442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto a vacina, esta também fazia parte do projeto de uma cidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a lá parisie&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nse&lt;/span&gt;. O problema maior foi a maneira como ela foi feita. Um grupo mais esclarecido, os positivistas, lutava contra a forma que ela foi imposta - uma maneira arbitrária, compulsória e autoritária. Lauro Sodré, o líder deste grupo, dizia ainda que esta lei "ia contra a liberdade de consciência". As charges da época, inclusive, tratavam a figura de Oswaldo Cruz de uma forma satírica e não a de um herói nacional como nos é mostrada hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ia ou não, o fato é que a lei impunha uma vacina obrigatória em uma população pouco esclarecida e totalmente insatisfeita com os rumos que o país estava tomando. Outros grupos políticos, como os positivistas e os monarquistas, fizeram uso desta insatisfação como instrumento para interesses próprios. O problema é que perderam o controle da situação que chegou a níveis trágicos. Tanto o exército como a marinha foram chamados para ajudar o governo a controlar a revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, bastava que o indivíduo não estivesse vestido como o exigido, que ele era preso como um participante da revolta e humilhado através do desnudamento e da tortura. Havia também os que eram mandados para o Acre e, nas palavras de Euclides da Cunha: "Os banidos levavam a missão dolorosíssima de desaparecerem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, transcrevo aqui as palavras de Nicolau, que, na minha opinião, são uma grande fonte de reflexão sobre os rumos da história de nosso país. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nesse momento de transição brusca e traumática da sociedade senhorial para a burguesa, muitos dos elementos da primeira foram preservados e assimilados pela segunda: sobretudo no que diz respeito a disciplina social. A vasta experiência no controle das massas subalternas da sociedade imperial não podia ser desperdiçada pela nova elite. (...) O que nos sugere o autor (Lima Barreto) é que a nossa República democratizou a senzala: acabado o privilégio jurídico de alguém em particular ostentar a posse de escravos, o Estado passou a tratar todos segundo a prática prevista pela existência simbólica daquela categoria." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5686464330855724718?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5686464330855724718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5686464330855724718&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5686464330855724718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5686464330855724718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/revolta-da-vacina.html' title='A Revolta da Vacina'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/S74-eV6R2WI/AAAAAAAAADI/M2QczQVCNqw/s72-c/cruz4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8042960815999526900</id><published>2010-04-01T13:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T13:19:23.795-07:00</updated><title type='text'>A invenção da Idade Média</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este foi o assunto da minha primeira aula de Idade Média. A transcrevi aqui porque em pouco mais de três horas, o professor quebrou com muitos de meus conceitos - ou pré-conceitos. Eu achava que tanto a disciplina de Idade Média quanto de Antiga seriam chatas por se tratarem de períodos muito longínquos que pouco ou nada teriam a ver com o nosso cotidiano, a nossa vida de hoje. Essa primeira aula serviu para eu pensar totalmente diferente sobre esses períodos históricos e também sobre o trabalho intelectual que fazemos na Universidade – e também fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Idade Média nasceu no século XIX assumindo desde já as suas duas faces. Além de ser uma convenção cronológica referente ao período que vai do século V ao século XV, a Idade Média é também uma construção historiográfica. Esse último caráter nasceu para explicar as raízes dos Estados Ocidentais. Assim, a Alta Idade Média nasceu como um discurso identitário, tornando-se a base do discurso política da Europa no século XIX e, pasmem (!), até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua “incapacidade de assumir uma posição de matriz civilizacional”, a Idade Média ainda assume um importante discurso da política contemporânea. Por isso que, mesmo fechando a porta da sala de aula, é impossível separar nosso trabalho de pesquisador com a política, independentemente do assunto e da época que pesquisamos. Todo historiador, e outros cientistas sociais, é filho de seu tempo e, muitas vezes, de sua instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na historiografia francesa, a gênese da França encontra-se no século V. O Rei Clóvis do Império Franco, ao vencer uma batalha contra um determinado grupo bárbaro, recebeu do imperador romano o título de cônsul. Mais tarde, esse mesmo rei franco quebrou a tradição de seus pais e se converteu ao cristianismo. Assim, a França se coloca numa posição superior as suas nações vizinhas por ter uma herança romana e cristã além de ser capaz de manter esse império romano num mundo dominado pelos bárbaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na historiografia alemã, a “invasão” bárbara foi uma renovação do continente europeu, e é vista como algo positivo - é a regeneração do Ocidente. Invasão entre aspas porque não é considerada como tal, mas sim como uma “retomada”. Hoje, esse mesmo termo também gera controvérsias. Acredita-se que não houve uma invasão organizada, de caráter bélico e violento, mas sim uma migração de povos que já haviam tido algum contato com a política romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, para os franceses, foi no século V que o povo germânico realizou sua primeira invasão. Invasão esta que só seria desfeita e libertaria a França em 1945. É a historiografia justificando e explicando guerras de séculos e séculos mais tarde. E as pessoas ainda se perguntam por que é importante estudar história – ela é tão comum nos discursos políticos e identitários que passa despercebida aos olhos de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8042960815999526900?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8042960815999526900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8042960815999526900&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8042960815999526900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8042960815999526900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/04/invencao-da-idade-media_01.html' title='A invenção da Idade Média'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1555159767287512694</id><published>2010-03-23T16:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T09:50:43.799-07:00</updated><title type='text'>O trabalho escravo no Brasil Colonial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas perguntas rodeiam a escravidão no Brasil. Por que foi necessária a escravidão? Por que africana? E que sociedade era esta (só porque tem escravos, não significa que é uma sociedade escravista)? São algumas das perguntas que nos ajudam a entender esse sistema de trabalho que perdurou por três séculos em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Antigo Sistema colonial, a colônia se colocava na retaguarda da metrópole, que possuia um exclusivismo gerador de super lucros. A subordinação dos senhores de engenho, reféns da esfera comercial, permitia uma quase total transferência de renda da colônia para a metrópole. Por sua vez, o trabalho assalariado diminuiria os lucros pois aumentaria o custo de produção. Por isso que, de início, o trabalho escravo indígena era mais lucrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo um pouco do aspecto totalmente mercantil do trabalho escravo, tem-se também o aspecto social. Os portugueses que vinham ao Brasil eram em sua maioria pertencentes da população mais pobre de Portugal, que vinham para cá almejando uma ascensão social. Oras, o trabalho manual era algo degradante e, por isso, possuir escravos para fugir do trabalho e ainda permitindo seu senhor enriquecer, era algo prestigioso. Essa característica do trabalho manual como algo vergonhoso se estendeu até o século XIX, que acompanhou a chegada dos trabalhadores imigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, por que então não se continuou com o trabalho escravo indígena? O aprisionamento dos índios não participava das engrenagens do capital mercantil. Já o tráfico de escravos africanos, faz movimentar o capital, enriquecendo ainda mais a metrópole. O tráfico ainda era impulsionado, ou ajudado, pela natureza. As correntes marítimas do Atlântico entre a América do Sul e a África, facilitam o movimento dos navios de aprisionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dightonrock.com/Corrente4s_do_Atlantico.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 405px; height: 413px;" src="http://www.dightonrock.com/Corrente4s_do_Atlantico.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É por isso que Luiz Felipe de Alencastro diz que até os anos 30 do século XX, o Brasil não teve uma força de trabalho territorial, toda ela vinha de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão social do Brasil Colônia é um outro caso. Não é por que tem escravo que a sociedade é escravista. A sociedade colonial brasileira é escravista porque a escravidão penetrou nas relações sociais de tal forma que as distinções sociais eram estabelecidas a partir desta. Se o indíviduo já foi, é, ou possui escravos. Pobre é aquele que não tem escravo e rico é aquele que tem. E quanto mais escravos, mais rico é. E não é só o trabalho por si só. Mesmo quem foi alforriado, fica as margens da sociedade por uma vez já ter sido escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, não há possibilidade de vida fora da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia negros escravos, que possuíam escravos. Um escravo jovem, forte e artesão, por exemplo, que consegue juntar um dinheiro e comprar um escravo velho, doente, manco e sem dentes, já ascende socialmente entre os próprios escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marcas destes três séculos de escravidão, carregamos até hoje. Um exemplo que ouvi durante a aula é muito ilustrativa. No Brasil Colonial, a senhora que passeia pela rua com suas mucambas é se mostrar tão rica que pode ter tantos escravos ao ponto de ter escravas que não precisam fazer nada a não ser acompanhá-la. Hoje, em fins de semana, é possível ver em shoppings frequentados pela mais alta classe social, acompanhados de babás. Salvo alguns casos, isso só mostra o quanto são ricos para pagar uma babá num final de semana e ainda levá-la para passear ao shopping. Hoje em dia, ter um personal trainer, uma acessor, uma secretária, uma leva de empregados... Tudo isso é ascensão social. Ou, como os economistas falam - que, confesso, faz isso parecer mais bonito - o luxo de algumas pessoas, criam empregos para outras e distribuição de renda.&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, fiquei felícissima com o último comentário do post anterior, do Paulo Henrique. Que bom que eu faço ótimas indicações. Rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas realmente, tenho tido muita sorte nas minhas leituras ficcionais. Primeiro porque ganhei maravilhosos livros de presente e também porque tenho alguém que também sabe fazer ótimas recomendações - como no caso de Gomorra. Agora estou lendo Crime e Castigo de  Dostoiévski. Comecei a ler com nenhum interesse e agora não penso e nem falo de outra coisa. Mesmo com sono consigo ler de dois a três capítulos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1555159767287512694?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1555159767287512694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1555159767287512694&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1555159767287512694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1555159767287512694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/03/o-trabalho-escravo-no-brasil-colonial.html' title='O trabalho escravo no Brasil Colonial'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2251668199070825571</id><published>2010-03-09T15:23:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T16:46:36.406-08:00</updated><title type='text'>Gomorra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha ausência no blog superou minhas expectativas. Vontade não faltava, mas tempo sim. Meu final de férias foi turbulento, mas, não sei dizer se felizmente, passou. Agora tenho um namorado também uspiano e uma felicidade (?) por ter começado as aulas. Por mais que aquele departamento me traz muitas angústias, não tinha percebido o quanto sentia falta daquela situação doentia de ter que ler de 150 a 200 páginas por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoraria inaugurar o retorno de minhas férias bloguista transcrevendo um pouco da minha aula de História Antiga, mas já faz alguns meses que prometi a mim mesma sempre escrever, pelo menos um pouco, sobre os livros que li. Simplesmente para não esquecer que o li! É engraçado, mas quando temto lembrar das minhas leituras do início da minha adolescência, é com dificuldade que faço uma lista de meia dúzia de livros, e eu sei que foi muito mais que isso! Não vale dizer Harry Potter todas as vezes.  Mas a memória falha nessas horas e só volta a funcionar quando vejo o livro, e aí sim eu posso dizer "Esse livro eu li!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último livro que li, já faz uns 15 dias, foi Gomorra. Perfeito. O que posso dizer dele é que dá um senso de realidade. Através da leitura, ele nos leva ao outro lado do capitalismo. Não é mais aquela parte teórica e distante que vemos na escola. Mais-valia, monopólio, exploração., proletariado e blá blá blá. Tudo parece ter algum sentido, mas uma sensação de "Tá, e daí? Existe o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;welfare state&lt;/span&gt;." não vai embora. Gomorra mostra a parte suja, nojenta, e dá uma ideia concreta do capitalismo contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro, escrito pelo jornalista Roberto Saviano, revela a realidade da Máfia Napolitana - mais conhecida como Camorra. Gomorra, que está na Bíblia, foi uma cidade dizimada pela ira divina por ter se consumado por todos os tipos de pecado. A sonoridade foi uma brincadeira utilizada por Saviano em homenagem a um Padre que foi morto pelos clãs e em cujo enterro seu amigo de infância teria lido a passagem da Bíblia em que narra a destruição de Gomorra se não fosse um sentimento de medo que o afrontou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é mais aquele D-M-D' de Marx. Junta-se a essa formulazinha o sangue derramado dos jovens italianos envolvidos com os clãs, a situação de semi-escravidão dos trabalhadores chineses, tráfico de armas, as novas drogas testadas em viciados que não tem mais dinheiro e se sujeitam à todo tipo de experimentos, ao despejo irregular de todo o qualquer tipo de lixo, etc. Não é só uma forma compulsório de obter sempre e mais lucro, é também degradante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É recomendado aos meus colegas de departamento. Eles não farão uma revolução defendendo os funcionários do SINTUSP e nem fazendo inúmeras greves contra o ensino à distância. Nem preciso dizer então, que farão isso usando maconha e usando uma camiseta do Che Guevara. Para mim, Roberto Saviano sim, foi um grande revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2251668199070825571?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2251668199070825571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2251668199070825571&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2251668199070825571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2251668199070825571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/03/gomorra.html' title='Gomorra'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8319721543548377188</id><published>2010-02-03T13:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T15:42:27.098-08:00</updated><title type='text'>Memórias de uma gueixa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/S2ysxkoo2GI/AAAAAAAAAC8/pEZOUhBZ10k/s1600-h/01040067.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 208px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/S2ysxkoo2GI/AAAAAAAAAC8/pEZOUhBZ10k/s320/01040067.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434908817977038946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Memórias de uma gueixa é um livro que, antes de entreter e maravilhar o leitor, é uma leitura que tira preconceitos; que vai contra o senso-comum. Antes de lê-lo, achava que Gueixa era uma prostituta na versão japonesa, porque, há um tempo, quando perguntei a alguém o que gueixa significava, foi essa a resposta que obtive. Outro ponto muito favorável, é a outra visão da participação do Japão na Segunda Guerra Mundial: não foram só as bombas de Hiroshima e Nagazaki.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É um livro muitíssimo recomendado. Ainda não vi o filme, mas tenho vontade apesar do medo de me decepcionar - como é de costume. A vontade de vê-lo, porém, vem da dificuldade de imaginar os kimonos que são descritos, o que são na verdade, grandes obras de arte. Como é possível alguém, que nunca viu nenhum quadro de Picasso, imaginar Guernica apenas com palavras? É assim que me senti lendo como as gueixas estavam vestidas em grandes obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gueixas são artistas. Artistas em entreter homens apenas com sua presença. Conversando, dançando, tocando intrumentos e servindo chá. Parece simples, mas não é. Além de ser hábil para todos essas atividades, a dificuldade de uma gueixa sobreviver do dinheiro de políticos, militares e empresários num Japão que pouco a pouco vai decaindo por conta da guerra, torna tudo ainda mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma leitura que não só entretém, mas que ensina muito sobre um mundo que, por estar do outro lado do globo, parece tão distante de nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8319721543548377188?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8319721543548377188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8319721543548377188&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8319721543548377188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8319721543548377188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/02/memorias-de-uma-gueixa.html' title='Memórias de uma gueixa'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/S2ysxkoo2GI/AAAAAAAAAC8/pEZOUhBZ10k/s72-c/01040067.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-3610523431157433143</id><published>2010-01-28T18:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T18:07:58.143-08:00</updated><title type='text'>Flores</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2nB53snE5Go&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2nB53snE5Go&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homenagem ao meu jardim de rosas. Uma branca, uma amarela, uma cor-de-rosa e outras tantas e tantas vermelhas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-3610523431157433143?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/3610523431157433143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=3610523431157433143&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3610523431157433143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3610523431157433143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/01/flores.html' title='Flores'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7584417826563291204</id><published>2010-01-07T16:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T16:59:33.874-08:00</updated><title type='text'>Anacronismo na história</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Lucien Febvre, o pecado mortal do historiador é o anacronismo. Em parte, ele tem suas razões. O historiador, ao contar, relatar e analisar um determinado evento ou personagem histórico, não pode levar em consideração o que aconteceu depois; afinal, os agentes dequele momento não tinham em mente a sucessão de acontecimentos posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: o termo república com a conotação que conhecemos hoje, nunca pode ser usado para todo o século XIX, muito menos antes disso.  Apesar da palavra já existir antes, é já quase no século XX que ela é o que sabemos; portanto, usá-la para explicar, por exemplo,  as disputas políticas em Portugal com a queda da Monarquia, é anacronismo. Assim como colocar a corrente materialista em teorias e análises de pensadores que antecederam Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o mais perigoso e inevitável anacronismo aparece quando tratamos da história de um país ou uma nação. Isso porque ela começa justamente quando nada existia. Tomemos por exemplo, a história do Brasil. Pedro Álvares Cabral nunca descobriu o Brasil. Nunca fez isso simplesmente porque o Brasil não existia. Antes da Independência, em 1822, estudamos a história da América Portuguesa, já que se tratava de uma extensão de terra de Portugal. Os habitantes deste território e, inclusive, seu "descobridor", não sabiam que séculos mais tarde, aquela terra que pensavam ser uma ilha, tornar-se-ia uma país independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece com a história de outros países. Os franceses começam a estudar a própria história muito antes do reino Franco. O que se faz é limitar a área geográfica atual da nação e estudar a história de todo esse espaço como se fosse a mesma. Não podemos dizer que Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram uma história em comum e as causas e motivos para isso também devem também ser analisadas com carinho, talvez, em outro post.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7584417826563291204?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7584417826563291204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7584417826563291204&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7584417826563291204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7584417826563291204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2010/01/anacronismo-na-historia.html' title='Anacronismo na história'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6917967075761603519</id><published>2009-12-30T13:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T14:19:05.462-08:00</updated><title type='text'>O melhor presente ever</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há livros que ficam na história. Na nossa história. Na história particular, individual de cada um. São aqueles que nos fazem sentir miseráveis ao pensar que não há livro melhor, ou tão bom quanto, no mundo para ler; e nos fazem sentir felizes, por não termos morrido antes de terminá-los (é por isso aliás, que lemos em dois, três dias, no máximo quatro, obras de 300, 400 ou 500 páginas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras leituras, são apenas leituras. Cada uma, a sua maneira, tem sua importância ou na vida acadêmica ou apenas no hábito de leitura; mas há outras, em geral obras de literatura, que são especiais. Nos roubam várias horas seguidas de leitura, deixamos de comer, tomar banho, ligar para o(a) namorado(a), só para ler mais um capítulo... só mais uma página. Pode ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crespúculo&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paulo Coelho&lt;/span&gt;, não importa. Uma leitura prazerosa nos leva a uma viagem, a um êxtase e a uma ansiedade melhor do que qualquer droga ilícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Ruiz Zafón é um autor espanhol extremamente talentoso que atualmente tem dois de seus livros publicados entre os mais vendidos e que conseguem nos hipnotizar até o fim. Agora no Natal ganhei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Jogo do Anjo&lt;/span&gt; e, me atrevo a dizer, foi o presente mais breve e também o mais eterno de todos. O mais breve porque em três dias havia terminado, o mais eterno porque ficará sempre na minha memória e a vontade de relê-lo só vai acabar quando tê-lo feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Sombra do Vento&lt;/span&gt; eu também já havia lido, e é de igual valor. O mistério, as intrigas, o romance, as relações interpessoais, além da cidade de Barcelona que assume o papel de um personagem e a ambientalização política, tudo isso comum aos dois livros, nos fazem almejar pelo final como se isso fosse a coisa mais importante do mundo. Ambos os livros também nos trazem lágrimas ao rosto, nos fazem odiar profundamente determinado personagem e desejar sua morte,  mas também nos fazem dar altas gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que vale a pena dizer mais sobre os livros e o autor, não farei mais uma resenha como tantas outras que encontramos na internet e em revistas. Só digo que foi um dos melhores que já li. Assim como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Caso dos 10 Negrinhos&lt;/span&gt; foi o melhor livro do mundo nos meus 11 anos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt; nos meus 12 anos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Brumas de Avalon&lt;/span&gt; nos meus 17, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Sombra do Vento&lt;/span&gt; nos 18 e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Jogo do Anjo&lt;/span&gt; no início dos meus 19, entre muitos outros que já foram e virão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6917967075761603519?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6917967075761603519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6917967075761603519&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6917967075761603519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6917967075761603519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/o-melhor-presente-ever.html' title='O melhor presente &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;ever&lt;/span&gt;'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1780121154262956373</id><published>2009-12-13T15:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-13T16:41:44.908-08:00</updated><title type='text'>Ismália</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muitos já sabem da minha opinião sobre poesias. Nunca os entendo e nem consigo fazer um comentário se quer sobre eles. Porém, há alguns raros poemas, perdidos pelas páginas dos livros de literatura do Ensino Médio, que me enncataram e, mesmo depois de algum tempinho, eu não os esqueço e relê-los é sempre um prazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ismália&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ismália enlouqueceu,&lt;br /&gt;Pôs-se na torre a sonhar...&lt;br /&gt;Viu uma lua no céu,&lt;br /&gt;Viu outra lua no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho em que se perdeu,&lt;br /&gt;Banhou-se toda em luar...&lt;br /&gt;Queria subir ao céu,&lt;br /&gt;Queria descer ao mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no desvario seu,&lt;br /&gt;Na torre pôs-se a cantar...&lt;br /&gt;Estava perto do céu,&lt;br /&gt;Estava perto do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como um anjo pendeu&lt;br /&gt;As asas para voar...&lt;br /&gt;Queria a lua do céu,&lt;br /&gt;Queria a lua do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As asas que Deus lhe deu&lt;br /&gt;Ruflaram de par em par...&lt;br /&gt;Sua alma subiu ao céu,&lt;br /&gt;Seu corpo desceu ao mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Alphonsus de Guimarães)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1780121154262956373?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1780121154262956373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1780121154262956373&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1780121154262956373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1780121154262956373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/ismalia.html' title='Ismália'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8260199253021438116</id><published>2009-12-11T05:24:00.001-08:00</published><updated>2009-12-11T05:44:49.750-08:00</updated><title type='text'>A sociedade democrática mineradora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz muitíssimo tempo que eu não frequento do blog, quase um mês... Não vou tentar me justificar, mas houve algumas semanas em que minha opção em História me desanimou muito e me fez arrepender significativamente desta escolha que comecei a achar que não foi das mais certas. Mas enfim, como meu querido amigo Hermes disse "o jeito é continuar", tarde demais para se arrepender. Porém, a nota de corte este ano da FUVEST caiu muito em alguns cursos, e com certeza teria passado em algum outro curso, pelo menos na primeira fase. Enfim, juntando-se a isso, é fim de semestre: provas e entrega de trabalhos, e uma dessas provas quase representou o estopim para eu desistir do curso, mas foi a gota d'água para eu chegar em casa deprimida: eu, que havia estudado tanto, que nunca faltei uma única aula e que amei o curso do começo ao fim, fui pior na prova do que quem tinha menos interesse em nota. Bom, fazer o que? "O jeito é continuar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixe eu mudar de assunto porque nunca criei o blog com a intenção de chorar minhas máguas. Tenho meu psicólogo particular e isso me basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, sem planejar e quase sem querer, comecei a ler O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna. Peguei o livro e só folheei para achar alguma parte que tivesse como tema de fundo a disputa pela terra. Falhei nesse objetivo, mas comecei a ler e por volta de uma hora já tinha acabado. Muito bom! Quem nunca o pegou para ler é uma ótima recomendação. O filme não fica para trás, mas ele é mais "recheado" de histórias e personagens. O Auto da Compadecida é uma daquelas histórias que você lê rindo! Foi uma leitura muitíssimo prazerosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não acabar o post somente com essa mensagem muito pessoal, colocarei aqui uma das duas repostas que fiz para a minha prova de Brasil Colonial, não, sem antes, dar uma breve introdução ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito comum sermos ensinados nas escolas e nos cursinhos pré-vestibulares que a sociedade mineradora foi muito mais democrática que a sociedade açucareira. Lembro ano passado o meu professor de história do Brasil fazer um quadro na lousa para comparar estes dois momentos distintos da história brasileira. Pois bem, uma historiografia mais antiga, representada inclusive pelo Sérgio Buarque de Holanda, diz quase que exatamente isso: a sociedade mineradora permitia uma maior mobilidade social, todos trabalhavam, as ideias de civilização influenciadas pelo iluminismo circulavam com uma facilidade muito maior... Porém, uma historiografia mais recente tem contestado isso, como está escrito mais abaixo. Se havia uma maior democracia isso aconteceu por baixo, ou seja, todos eram muito pobres, todos dividiam a mesma pobreza, e se houve uma possibilidade de mobilidade social como era dito, foi uma parcela muito significativa dos que conseguiram acumular riquezas e mudar a situação de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prova, haviam três trechos de obras que tratavam do mesmo assunto - a suposta democracia da sociedade mineradora - sob perspectivas diferentes. Eis a minha resposta abaixo sobre este embate historiográfico cuja nota ainda não recebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três trechos, tirados de obras da historiografia brasileira, apresentam duas linhas de pensamento distintas sobre o período minerador do Brasil Colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro excerto, o mais antigo dos três e escrito por Sérgio Buarque de Holanda, defende a característica democrática da sociedade mineradora, em comparação com outras áreas da colônia portuguesa da América, principalmente, as zonas açucareiras. Portanto, dada essa peculiaridade das Minas Gerais, forma-se nessa região uma sociedade sui generis, muito particular diante de todo o resto da América lusitana. Este trecho representa toda uma forma de pensar a sociedade mineradora que, hoje sabemos, tem ligação com a ideologia da Inconfidência Mineira. Por ser mais democrática e civilizada, teria mais possibilidades de mobilidade social e menos escravos; as idéias das luzes teriam sido capazes de entrar nesta sociedade e fomentarem um desejo de independência; as revoltas, que começaram a surgir como forma de contestação às fiscalizações tributárias, inclusive, seriam também uma certa conseqüência desta democracia que começou a surgir na América Portuguesa no século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal corrente de pensamento começou a ser contestada. Já no final da década de 70 do século passado, Jacob Gorender não atribui o grande número de pequenas explorações na região das Minas Gerais como sendo uma característica do sistema de mineração, tampouco como um predomínio econômico. Apesar de reconhecer a distinção entre as sociedades mineradoras e açucareiras, desconfia da tal mobilidade social defendida por Sérgio Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos anos depois, na década de 80, Laura de Mello e Souza parece completar a idéia de Jacob Gorender, o que é mostrado pelo segundo excerto. “A constituição democrática da sociedade mineira poderia se reduzir numa expressão: um maior número de pessoas dividiam a pobreza”. Para Laura aquele grande número de pequenas explorações era conseqüência de baixos níveis de renda também mal distribuídos, ou seja, se havia realmente uma maior possibilidade de mobilidade e uma democracia social que diferenciavam consideravelmente o setor minerador do açucareiro, isso se deu por baixo, da falta de poder aquisitivo e de concentração, portanto, se houve realmente uma mobilidade social, os que enriqueceram foram uma parcela muito pouco significativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na historiografia recente, reconhece-se a intenção de implantar nas Minas Gerais o sistema escravista de mais de um século das zonas açucareiras: para lavrar era necessário possuir escravos. Assim, é significativa a participação massiva da escravidão, em sua maior parte negra. Para completar, Laura aparece caracterizando a sociedade mineradora como “aberta” e não democrática; aberta pelas possibilidades que ali existiam, mas que só existiam pelos motivos enumerados acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8260199253021438116?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8260199253021438116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8260199253021438116&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8260199253021438116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8260199253021438116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/12/sociedade-democratica-mineradora.html' title='A sociedade democrática mineradora'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-3861063878540372849</id><published>2009-10-22T18:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T07:24:22.910-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Abaixo, transcrevi um documento que estou trabalhando na faculdade. Este documento faz parte de um conjunto de outros três, nos quais todos tratam de relatos sobre o dia em que D. Pedro declarou o Brasil independente. Cada um a sua maneira, é claro. O trecho foi encontrado num livro no Rio de Janeiro em 1826 que foi editado em Paris, de autoria anônima cujo título era "O grito do Ipiranga e o Brasil político". No livro constava descrito vários episódios políticos do Brasil, entre eles a proclamação da independência que está transcrito abaixo. Os exemplares do livro, por ordem de D. Pedro, foram apreendidos e queimados, portanto hoje é um livro raríssimo. Com o tempo, descobriu-se a autoria do livro, que foram vários autores, entre eles, o próprio Padre Belchior, responsável pelo documento transcrito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O Príncipe mandou-me ler alto as cartas trazidas por Paulo Bregaro e Antônio Cordeiro. Eram elas: uma instrução das Cortes, uma carta de D. João, outra da Princesa, outra de José Bonifácio e ainda outra de Chamberlain, agente secreto do Príncipe. As Cortes exigiam o regresso imediato do Príncipe, a prisão e o processo de José Bonifácio. ; a Princesa recomendava prudência e pedia que o Príncipe ouvisse os conselhos de seu Ministro; José Bonifácio dizia ao príncipe que só havia dois caminhos a seguir: partir para Portugal imediatamente e entregar-se prisioneiro das Cortes, como estava D. João IV, ou ficar e proclamar a independência do Brasil, ficando seu imperador ou Rei; Chamberlain informava que o partido de D. Miguel, em Portugal, estava vitorioso e que se falava abertamente da deserdação de D. Pedro em favor de D. Miguel; D. João aonselhava ao filho obediência à lei portuguesa.&lt;br /&gt;D. Pedro, tremendo de raiva, arrancou de minhas mãos os papéis e amarrotando-os, pisou-os, deixou-os na relva. Eu os apanhei e guardei. Depois, abotoando-se e compondo a fardeta (pois vinha de quebrar o corpo à margem do riacho Ipiranga, agoniando por uma desenteria com dores que apanhara em Santos) virou-se para mim e disse:&lt;br /&gt;- E agora, Padre Belchior?&lt;br /&gt;E eu respondi prontamente:&lt;br /&gt;- Se. V. Altaeza não se faz Rei do Brasil será prisioneiro das Cortes e talvez seja deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação.&lt;br /&gt;D. Pedro caminhou alguns passos, silenciosamente, acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro e o Chalaça, em direção aos nossos animais, que se achavam em local próximo. De repente estacou, já no meio da estrada, dizendo-me:&lt;br /&gt;- Padre Belchior, eles o querem, terão a sua conta. As Cortes nos perseguem, chamam-me com desprezo, de rapazinho e de brasileiro. Pois verão agora quanto vale esse rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações, nada quero do Governo Português. Está feita a liberdade do Brasil.&lt;br /&gt;Gritamos imediatamente:&lt;br /&gt;- Viva a liberdade do Brasil! Viva D. Pedro!&lt;br /&gt;O Príncipe virou-se para seu ajudante de ordens e disse:&lt;br /&gt;- Diga à minha guarda que eu acabo de fazer a independência do Brasil, com separação de Portugal.&lt;br /&gt;O tenente Canto e Melo cavalgou em direção a uma venda, onde se achavam quase todos os dragões da guarda e com ela veio ao encontro do Príncipe, dando vivas aos Brasil independente, a D. Pedro e à Religião!&lt;br /&gt;O Príncipe, diante de sua guarda, disse então:&lt;br /&gt;- Amigos, as Cortes portuguesas querem escravizar-nos. De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!&lt;br /&gt;E arrancando do chapéu o laço azul e branco, decretado pelas Cortes como símbolo da nação portuguesa, atirou-o ao chão, dizendo:&lt;br /&gt;- Laço fora, brasileiros! Viva a independência e a liberdade do Brasil!&lt;br /&gt;Respondemos com um viva ao Brasil independente e viva a D. Pedro!&lt;br /&gt;O Príncipe desembainhou a espada, no que foi acompanhado pelos militares; os paisanos tiraram os chapéus. E D. Pedro disse:&lt;br /&gt;- Pelo meu sangue, pela minha honra, por Deus, juro defender a liberdade do Brasil.&lt;br /&gt;- Juramos, respondemos todos!&lt;br /&gt;D. Pedro embainhou a espada, no que foi imitado pela guarda, e pôs-se à frente da comitiva, e voltou-se, ficando em pé nos estribos:&lt;br /&gt;- Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será o dístico Independência ou Morte, e as nossas cores, verde e amarelo, em substituição às das Cortes.&lt;br /&gt;Firnou-se nos arreios, esporeou sua besta baia, galopou, seguido de seu séquito, em direção a São Paulo, onde foi hospedado pelo brigadeiro Jordão, capitão Antônio Silva Prado e outros, que fizeram milagres para contentar o Príncipe.&lt;br /&gt;Mal apeara a besta, D. Pedro ordenou ao seu ajudante de ordens que fosse, às pressas, ao ourives Lessa e mandasse fazer um dístico em ouro com as palavras: - Independência ou Morte, para ser colocado no braço.&lt;br /&gt;E com ele apareceu no espetáculo, onde foi aclamado Rei do Brasil pelo Padre Ildefonso Xavier, cujos vidas foram repetidos pelo povo que ali se achava.&lt;br /&gt;No teatro, por toda a parte, só se viam laços de cores verde e amaralo, tanto nas paredes, como no palco, nos braços dos homens e nos cabelos e enfeites das mulheres".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pretendo, num post futuro, escrever porque esse pavor de D. Pedro às Cortes e porque seu pai, na carta que lhe enviou, recomendou obediência às Cortes. E também, como essa "rebeldia" de D. Pedro foi encarada pelas próprias Cortes lá em Portugal. E também, talvez, como a independência foi vista por outros "telespectadores" do grito do Ipiranga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-3861063878540372849?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/3861063878540372849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=3861063878540372849&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3861063878540372849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/3861063878540372849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/10/abaixo-transcrevi-um-documento-que.html' title=''/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1495006905252722223</id><published>2009-10-08T15:54:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T16:24:45.491-07:00</updated><title type='text'>Os "sampaulistas"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo no período colonial foi uma grande especificidade. Não havia monocultaras de cana e alta produção de açucar, nem um intenso tráfico de escravos. As famosas casas grandes e senzalas que aprendemos na escola são característicos das capitanias do atual nordeste brasileiro. O único momento colonial paulista que vemos no ensino regular é sobre os bandeirantes. Apesar de esta visão estar mudando, ainda em São Paulo estudamos os bandeirantes pela sua importância no desbravamento do sertão, sendo encarados como heróis, sendo este o motivo por tantas rodovias terem os nomes destes personagens. Entre as mais famosas: Rodovia Fernão Dias, Anhanguera, Raposo Tavares e a Rodovia dos Bandeirantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas São Paulo tem algumas especificidades que valem a pena ser analisadas melhor. Especificidades estas que ligam a região do planalto paulista e o tão importante nordeste produtor de açucar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tais bandeirantes, antes de assumirem propriamente este papel, eram conhecidos pelo resto da América Portuguesa por "sampaulistas" e eram encarados como uma gente estranha, que vivia no meio do mato. Isso acontecia porque os habitantes do planalto paulista "caçavam" indígenas e disso viviam além de um dificultoso comércio de produtos de subsistência realizado na serra entre o planalto e o litoral, que possuía alguns poucos engenhos de baixa produção de aguardente e rapadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terem sucesso em seus aprisionamentos de indígenas, os paulistas tiveram que aprender com os próprios índios. Despreparados, os portugueses eram facilmente mortos pelos índios que usavam métodos de guerrilha. Acostumados com o terreno e grandes conhecedores da fauna e da flora, sem serem vistos, se moviam e atiravam flechas em seus adversários por cima das árvores. Assim, os paulistas. adotando seus métodos, aprenderam com eles a se moverem e a lutarem na "selva" tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Nordeste, quando o quilombo dos Palmares chegou num ponto de ameaça à soberania do Estado português e à ordem escravista e na capitania do Rio Grande (hoje Rio Grande do Norte)  estoura uma rebelião indígena dos antigos aliados dos holandeses, chamar os "sampaulistas" foi uma alternativa que se mostrou mais eficiente para acabar com tal "desordem". Comprar esse serviço não era barato. Domingos Jorge Velho foi chamado para cuidar destes dois eventos em troca, é claro, de terras para virar um grande senhor de engenho. Este era, afinal, o sonho de todos os paulistas que viviam no meio do mato caçando índios: ser um grande senhor de engenho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1495006905252722223?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1495006905252722223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1495006905252722223&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1495006905252722223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1495006905252722223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/10/os-sampaulistas.html' title='Os &quot;sampaulistas&quot;'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1424413174118993564</id><published>2009-09-24T07:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T08:39:58.115-07:00</updated><title type='text'>Roteiro de leitura - M. Chauí</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nesta última semana li uma parte do maravilhoso e bastante difícul livro da Marilena Chauí. Acredito que todos conhecem essa grande filósofa, seja porque ouviu seu nome na televisão ou porque durante a escola o professor comentou sua obra. Sua linguagem é densa e pesada e por isso, realizei um roteiro de leitura de um determinado capítulo do livro: "Crítica e Ideologia". Este capítulo, que segue uma corrente materialista, é interessantíssimo e, caso eu fosse transcrever todas as idéias e conclusões tiradas, o post seria imenso. Para facilitar então, colocarei aqui apenas alguns dos quais achei mais interessante dos tópicos do roteiro. Em algumas partes, há trechos transcritos e em outras trechos de minha própria autoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que se entende por sociedade propriamente histórica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sociedade propriamente histórica é aquela que, diferente da sociedade histórica, problematiza o tempo, sua história. Através da ideologia, faz uso de datas próprias, instituições próprias e precondições específicas para não estar no tempo, mas ser o tempo. Em outras palavras, toda a sociedade é histórica porque é temporal, porém, a sociedade propriamente histórica tematiza sua temporalidade, transformando-a em objeto de reflexão. Como conseqüência desse processo, a ideologia ganha um sentido concreto e continuamente cria internamente sua diferença consigo mesma. Essa petrificação do tempo característica da sociedade propriamente histórica, por sua vez, só pode ser alcançada pelo uso da violência e da máscara de uma identidade fixa, manejada pela ideologia.&lt;br /&gt;Há um terceiro tipo de sociedade, que não se encaixa muito bem nessa classificação. É a sociedade que oferece a si mesma uma explicação que transcende a própria sociedade e assim lhe garante intemporalidade. Vista sob nosso ponto de vista ela é sim histórica, mas para ela mesma não. Encontramos essa característica em sociedades orientais, cujo tempo é encarado como cíclico e a história não é registrada, mas contada oralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exlique o conceito de ideologia como discurso lacunar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O discurso ideológico é feito por lacunas, por espaços em brancos e é graças a isso que seu discurso faz sentido. Essa coerência é o fato de que se mantém com uma lógica coerência e que exerça poder sobre os sujeitos sociais e políticos. “É porque não diz tudo e não pode dizer tudo que o discurso ideológico é coerente e poderoso”. Se tentarmos preencher os espaços em branco, não transformaremos um discurso ideológico ruim em um discurso ideológico bom, destruiremos em verdade sua condição de ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que a ideologia se mantém?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a ideologia se mantém na recusa da realidade, cabe a pergunta de como e por que ela se mantém. Em outras palavras, é preciso entender como a vida social e política oferece meios para reforçar a ideologia.&lt;br /&gt;1° motivo: caráter imediato da experiência a faz permanecer esmagda no desconhecimento da realidade concreta, isto é, do processo de constituição da sociedade e da política. Ou seja, o fazer, a prática, que é feita e logo acaba, não está envolvido com seus processos mais amplos de porque’s e conseqüências, caracterizando, se eu não estiver enganada, num processo de alienação de seus agentes.&lt;br /&gt;2° motivo: a ideologia oferece um “bem-estar” aos indivíduos sociais e políticos retratando uma realidade falsa como idêntica, homogênea e harmoniosa, fornecendo aos sujeitos uma resposta aos desejo metafísico de identidade e ao temos metafísico da desagregação. É uma exigência metafísica dos sujeitos sociais e políticos. A ideologia propicia uma experiência de racionalidade organizada e de lugar “natural” de cada ser humano, e é isso que dá à ideologia força total. Aqui é a primeira vez que usam a metafísica como um argumento concreto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1424413174118993564?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1424413174118993564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1424413174118993564&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1424413174118993564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1424413174118993564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/09/roteiro-de-leitura-m-chaui.html' title='Roteiro de leitura - M. Chauí'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4100731578612417101</id><published>2009-09-13T18:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T19:07:07.307-07:00</updated><title type='text'>Café com leite</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;           &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Lembro-me do melhor copo de café com leite que tomei na vida. Quantos anos eu tinha? Seis. Sete. Talvez oito. Era uma manhã de final de semana. Sábado ou domingo. Naquela época todos os dias da semana eram iguais, pouco importava se era segunda ou sexta. O mesmo acontecia com os finais de semana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Naquela manhã, ensolarada pelo que podia ser visto da janela, o leite urbano, tirado da caixinha, tinha sido esquentado no fogão (o microondas ainda não tinha chegado a minha casa para acelerar as coisas) e colocado, juntamente com o café feito na hora, num copo americano. O leite, porém, tinha sito fervido e, por isso, não era possível tomar o café com leite preparado pela minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ela, portanto, na pia para não sujar a toalha da mesa, fez uso de um truque muito antigo para esfriar leites muito quente: com a ajuda de um outro copo, trocava rapidamente o líquido amarronzado de recipiente. Acredito que todos conhecem essa técnica. Por fim, o copo americano que eu usaria, foi lavado e, no copo ainda molhado, foi-me entregue o café com leite mais perfeito que já tomei. Nem quente nem frio demais. Nem doce nem amargo demais. Simplesmente perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estou com muitas saudades desse café com leite. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4100731578612417101?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4100731578612417101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4100731578612417101&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4100731578612417101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4100731578612417101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/09/cafe-com-leite.html' title='Café com leite'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6667780201473232981</id><published>2009-09-10T07:20:00.001-07:00</published><updated>2009-09-12T07:38:06.366-07:00</updated><title type='text'>7 saberes necessários à educação do futuro</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Eu escrevi a composição abaixo como forma de resumo de um texto que li. Eu o achei interessante e completa uma segunda leitura que fiz anteriormente, na qual o objetivo maior da educação é não repetir Auschwitz, que foi o ponto máximo de barbárie humana. É claro que o autor usa o campo de concentração apenas como um exemplo, porque barbáries humanas são encontradas em várias outras partes do mundo com dizimações étnicas, guerras “sem sentido” e etc. A conclusão deste texto era que a civilização, para não repetir Auschwitz, só seria alcançada pela educação. A leitura abaixo, de um autor diferente, completou essa afirmação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i style=""&gt;É de conhecimento de todos que a educação do Brasil está em crise, mas essa crise não é exclusiva brasileira e nem tão recente. Me questiono agora se este problema educacional geral é realmente a falta de educação civilizacional ou seria política, econômica e de conteúdos mais teóricos como o método de educação.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;MORIN, Edgar. &lt;i style=""&gt;Os sete saberes necessários à educação do futuro.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Edgar Morin nos apresenta sete saberes que, segundo ele, são ignorados e subestimados pelo ensino e pelas escolas contemporâneas. É o que ele chama de “sete buracos negros da educação” e não se tratam especificamente de nenhum nível escolar, mas sim programas que deveriam ser colocados no centro da educação para formar bons cidadãos. A grande questão que envolve todos os saberes é o de civilizar o mundo. De uma forma ou de outra, todas as suas propostas podem ser convergidas para esse único ponto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O primeiro grande saber é sobre o conhecimento. Segundo Edgar Morin, o conhecimento é enganador e ilusório. Para ver e conhecer a realidade é preciso explorar os erros, porque só assim ela é alcançável. Erros causados por diferenças sociais, culturais e étnicos, que fazem o “pensar diferente” como anormal e até como um desvio patológico e outros erros que são causados pela camuflagem de partes desvantajosas para os interessados. Assim, percebemos o mundo através de reconstruções e traduções da realidade, dependendo do ângulo e da perspectiva que vemos a realidade; e assim como toda tradução, ela é composta de erros. “Toda tradução é uma traição”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O conhecimento pertinente é a contextualização do que vemos como conteúdo na escola na realidade em que vivemos. O meio que ele propõe para o ensino alcançar esse objetivo é a integração das partes. O ensino fragmentado, segundo o autor, impede a capacidade natural que o espírito tem de contextualizar. Portanto, é necessário ligar as partes, porque não é possível conhecer as partes sem conhecer o todo e vice-e-versa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A identidade humana é outro ponto significativo. Nós fazemos parte de uma trindade indivíduo-sociedade-espécie, ou seja, nós somos indivíduos que fazemos parte de uma sociedade e também somos espécie. Para não acabar com esta é necessário se reproduzir e ter filhos que serão, como os pais, educados e moldados de acordo com a sociedade em que vive. Portanto, mostrar que o ser humano que é múltiplo enquanto é parte de uma unidade, é uma educação para civilizar o planeta em que vive. Para entender essa complexidade humana, o ensino da literatura e da poesia devem ser colocadas em primeiro plano, pois são elas que convergem para a identidade e para a condição humana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Atualmente o individualismo tem ganhado um espaço cada vez maior socialmente e o ensino da compreensão humana tem sido trocada pela egocentrismo e o egoísmo: o “se dar bem”. Os seus grandes inimigos são a redução do outro, a visão unilateral, a falta de percepção sobre a complexidade humana e a indiferença. Se auto a avaliar e compreender a si mesmo é um primeiro passo. O cinema é outro recurso que ajuda a entender e a valorizar personagens anônimos da nossa sociedade, ensinando a superar a indiferença e ver os heróis invisíveis sociais sob um outro ângulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A incerteza é o quinto saber indicado por Edgar Morin. Saber que o inesperado aconteceu e acontecerá é um domínio necessário a ser mostrado, sobretudo na disciplina de História. Quase nada é como se espera ou deseja. Essa incerteza não apenas fomenta a coragem, mas também age como um meio de tomar consciência sobre a dimensão que decisões tomadas alcançam, além de aprender a lidar com situações inesperadas, saber agir diante do imprevisto com o pouco que se tem nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A condição planetária atualmente mostra que a humanidade vive um percurso de destino comum. Diferenças étnicas, religiosas e culturais são superadas diante de ameaças nuclear e ecológica, crises ideológicas e econômicas que colocam todo o mundo em risco e perigo. Portanto, é difícil conhecer o nosso planeta dada a complexidade com que diversos fenômenos estão imbricados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A antropo-ética, finalmente, é a “tomada de consciência social que leva à cidadania, para que o indivíduo possa exercer sua responsabilidade” que tem se expressado em organizações não-governamentais, superando os problemas da moral e da ética que diferem de acordo com a cultura e as origens dos indivíduos. Tudo isso acontece diante de uma regressão democrática implicada e agravada cada vez mais pelo poder tecnológico e econômico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Edgar Morin nos faz essa exposição numa linguagem muito simples, repleto de exemplos concretos e bastante conhecidos. Seu objetivo é unir o que hoje se encontra fragmentado, causando a invisibilidade de problemas para muitos e que a visão total da realidade seja deficiente. Isso tudo porque o próprio planeta encontra-se unido e fragmentado ao mesmo tempo, um estado de caos, que só pode ser superado através da civilização. Esta, por sua vez, só será alcançada através de uma educação eficiente que leve em conta estes sete pontos acima e que hoje são ignorados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6667780201473232981?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6667780201473232981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6667780201473232981&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6667780201473232981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6667780201473232981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/09/7-saberes-necessarios-educacao-do.html' title='7 saberes necessários à educação do futuro'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7318274052619350567</id><published>2009-09-05T04:45:00.001-07:00</published><updated>2009-09-05T04:47:48.975-07:00</updated><title type='text'>Arquivos em sigilo no Brasil</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:Verdana;  panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O historiador precisa provar tudo o que fala. Ele faz isso por meio de suas fontes documentais que são desde artigos de jornais, processos jurídicos e contratos de qualquer espécie até obras de arte como poemas, músicas, pinturas e esculturas. As obras de arte, porém gera ambigüidade e, por isso, as fontes preferidas dos historiados são aquelas encontradas em arquivos públicos. O ponto contraditório nisso tudo é que o maior problema encontrado por esses pesquisadores se encontra justamente no acesso aos documentos protegidos pelos arquivos públicos. No Brasil principalmente, isso é significativo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;É comum entre todos os países existirem leis que protegem esses documentos. Alguns, por se tratarem de problemas individuais e particulares, e outros por serem de caráter público e não correr o risco de colocar o Estado em risco, se mantém em sigilo por um determinado número de anos. Trinta, quarenta, cinqüenta anos geralmente são colocados como tempo limite para este sigilo. No Brasil, no entanto, havia uma outra lei que permitia uma única renovação deste tempo sigiloso de 30 anos dependendo da importância do documento. Quem media essa importância? O próprio governo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;Pois bem, é uma grande aspiração de todos que os documentos do período da Ditadura Militar sejam abertos à pesquisa e que, ao contrário dos nossos vizinhos sul americanos que liberaram esses arquivos juntamente com a queda do regime, nós, brasileiros, continuamos com eles em sigilo até hoje.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;No final do mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi implantado um projeto de lei que permitia a renovação contínua de documentos em sigilo caso fosse julgada essa necessidade. Todos esperavam um governo mais democrático com a entrada de Lula na presidência e que esse projeto de lei não tivesse repercussão. Para o espanto de todos, o que era apenas um projeto virou lei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Semana passada ouvi que era só esperar todo o pessoal envolvido na Ditadura morrer que os arquivos seriam abertos. Isso não é tão verdade. A Guerra do Paraguai, que teve seu fim há mais de 100 anos, quando o Brasil ainda era monarquia, ainda tem seus documentos guardados sem nunca ninguém ter tido acesso a eles. Por que esse medo do governo? Que descoberta os brasileiros poderiam ter com um acontecimento de 140 atrás que poderia colocar o governo em risco? Não se sabe. E enquanto isso os diretores e responsáveis pelos nossos arquivos públicos continuam desrespeitando as leis de acesso com a ajuda de novas leis que dão todo e qualquer tipo de crédito ao sigilo forçado e vergonhoso de documentos que poderiam nos ajudar a entender muito melhor a história (não tanto recente, em consideração a Guerra do Paraguai) do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7318274052619350567?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7318274052619350567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7318274052619350567&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7318274052619350567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7318274052619350567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/09/arquivos-em-sigilo-no-brasil.html' title='Arquivos em sigilo no Brasil'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8455429336976486878</id><published>2009-08-27T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T07:00:04.659-07:00</updated><title type='text'>Iluminismo na Espanha do século XVIII</title><content type='html'>&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p  style="font-style: italic; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É conhecimento comum a todos o fenômeno Iluminista que ocorreu na Europa que se estendeu do final do século XVII até o início do XIX. Aprendemos na escola os principais ilustrados que são em sua grande maioria franceses e ingleses e as grandes conseqüências que isso trouxe para o continente, especialmente e com grande ênfase para a França.O problema é que, apesar de ter sido um fenômeno de proporções geográficas bastante extensa, a região Ibérica teve particularidades bastante significativas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-style: italic; text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Até o século XVI, Portugal e Espanha gozavam de um prestígio de muitos poucos. Eram os protagonistas econômica e politicamente na Europa. Dominavam os mares e extensas terras em outros continentes além do intenso comércio de especiarias entre Ásia e Europa. Mais tarde, graças às possessões americanas, eram referência em metais preciosos e no comércio açucareiro (este último, como bem sabemos, não tão monopolizado pelos portugueses).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pois bem, em especial na Espanha, com o surgimento do Iluminismo, que surgiu e caminhou ao lado do Iluminismo francês, tinha uma particularidade. Os Ilustrados espanhóis tinham consciência de sua &lt;i style=""&gt;real ou suposta decadência &lt;/i&gt;(Agesta). Assim, como falar em progresso diante de uma Espanha em decadência (não em crise!)? Além disso, ao contrário dos grandes ilustrados ingleses e franceses que vemos no ensino regular, que em sua maioria são ateus, deístas e lutadores bravos a favor da razão contra a Igreja, os ilustrados espanhóis, em sua grande maioria, faziam parte do clero. Como então reconciliavam a razão com a religião católica?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diante de sua &lt;i style=""&gt;real decadência&lt;/i&gt;, a Espanha enfrentava no século XVIII a queda da arrecadação da prata, aumento da inflação, perdas dinásticas significantes como a independência dos Países Baixos, o fim da União Ibérica e em &lt;st1:metricconverter productid="1640 a" st="on"&gt;1640 a&lt;/st1:metricconverter&gt; quase perda da Catalunha. Os escritores do próprio século XVIII já viam seu querido país incapaz de alcançar o crescimento econômico da Holanda e da Inglaterra. Tudo isso dentro de uma perspectiva histórica da época em que tudo acontecia &lt;st1:personname productid="em ciclo. Se" st="on"&gt;em ciclo. Se&lt;/st1:personname&gt; um dia a Espanha foi o grande Império que foi, agora era a hora de sua decadência, e nada podia se fazer sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Essa idéia de história cíclica mudou com o Iluminismo. O homem tinha razão e por isso poderia mudar a história. Assim, o progresso para a Espanha ilustrada mostrou-se como sendo sua salvação e, para isso, era preciso iluminar seus cidadãos para que fosse possível mudar o país mudando, primeiramente, os espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mas por que suposta ou real decadência? Luis Sanches Agesta, um historiador do século XX, questiona essa &lt;i style=""&gt;real decadência &lt;/i&gt;considerada pelos espanhóis do século XVIII&lt;i style=""&gt;. &lt;/i&gt;Será que a Espanha foi tão grande assim? Mesmo em seu auge de Império, a nação espanhola enfrentou outros problemas, não tão equiparáveis com os que ela enfrentava no século XVIII, é claro; mas enfrentou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:78%;"  &gt;Quanto à fé, os ilustrados espanhóis muito convincentes foram ao enunciar que a religião católica era a mais racionável de todas. Assim, apesar de muitos problemas contraditórios encontrados nesse assunto, conciliaram muito bem a fé e a razão na Espanha Ilustrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8455429336976486878?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8455429336976486878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8455429336976486878&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8455429336976486878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8455429336976486878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/08/iluminismo-na-espanha-do-seculo-xviii.html' title='Iluminismo na Espanha do século XVIII'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5485708959918158770</id><published>2009-08-20T06:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T07:48:15.096-07:00</updated><title type='text'>A religião "mais brasileira"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Brasil é uma mistura de cores, povos, culturas e... religiões. E é isso uma das características mais marcantes de nosso país: esse sincretismo de tudo o que faz parte das nossas vidas de brasileiros - para uns mais do que para outros. Isso tudo começou, como denuncia Freyre, lá nos tempos coloniais nas grandes lavouras de açúcar onde negros e brancos colocaram lado a lado culturas e costumes bastante diversos cujas origens eram de diferentes continentes mas que na América Colonial, como que sem muita opção, foram obrigadas a se enfrentarem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos falar das comidas, das músicas, dos costumes diários dos brasileiros, mas hoje quero falar um pouco sobre a religião. Dentre a diversidade religiosa de grandiosidade significativa que encontramos no Brasil, na minha opnião, a que mais tem a cara do brasileiro é a umbanda. As religiões evangélicas tem crescido gradualmente, mas ela tem origens muito diferentes que pouco tem relação com nosso país. Inicialmente ela vem da Europa com a Reforma e mesmo assim, pouca ligação isso tem com Portugal que contra isso lutou bravamente através das armas da Inquisição. Na invasão Holandesa, um dos grandes medos dos senhores de açucar era o risco da religião protestante ser imposta pelos flamengos. Vemos também com bastante clareza ainda hoje, a influência evangélica nos cultos negros dos EUA. Martin Luther King é um grande ícone para isso. Muita coisa disso foi importada pelo Brasil e que vem constantemente sendo mudada e reformulada para se adequar melhor as necessidades e a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ingenuidade&lt;/span&gt; dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O catolicismo adquiriu sim grandes características brasileiras. A festa junina, por exemplo, que é uma das minhas festas favoritas, é bastante verde e amarelo com seus bolos de fubá e as quadrilhas. Mesmo assim não é algo tão nosso; durante as missas temos que rezar pelo Papa - uma autoridade religiosa distante, do outro lado do Atlântico, a quem seria impossível pedir um pouco de ajuda. Se nós rezamos e pedimos por ele, o fazemos isso porque o Padre lembra e exige aquela resposta em coro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda por sua vez, é algo tão original, que não é o Candomblé modificado, como aconteceu com o Catolicismo e o Protestantismo. Surgiu uma nova religião com um novo nome e rituais e crenças muito sincréticas. Laura de Mello e Souza escreveu um livro maravilhoso sobre religião no Brasil colonial e lá ela diz que nas Senzalas surgiu um sincretismo entre as diferentes religiões africanas, pois negros de diversas regiões do continente, com costumes e culturas diferentes, se encontraram todos juntos num mesmo espaço. E foi o que surgiu lá que veio a se juntar com o catolicismo e originar o que conhecemos hoje por religiões afro-brasileiras. Há uma coisa muita interessante nisso: não é afro-europeia e nem afro-católica ou afro-portuguesa, é afro-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;brasileira&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me entristece é ver brasileiros católicos e evangélicos tratarem mal e agirem com preconceito a religião "mais" brasileira. A Umbanda e o Candomblé são religiões dos pobres que procuram ajuda tanto para encontrar emprego, quando para curar doenças ou acabar com vícios. É o lugar onde os pobres, que não tem como pagar médicos, psicólogos, seguros de saúde ou clínicas vão para conversar com alguém que está lá para ajudar. Estas religiões nasceram com os pobres e excluídos. Elas valorizam o homem como nenhuma outra religião cristã; enquanto os padres e pastores colocam tudo na mão de deus e tudo o que resta ao homem é pedir à ele,  os orixás nos ensinam que somos nós quem temos que correr atras do que queremos e precisamos. Deus só nos ajuda, mas não faz nada por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço gente que hoje trata as religiões afro-brasileiras como manifestações do demônio, mas no passado, quando precisaram de cura espiritual depois de consultar vários médicos que nada puderam fazer, foram atras e entraram no terreiro com grande humildade. Infelizmente se esqueceram disso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5485708959918158770?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5485708959918158770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5485708959918158770&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5485708959918158770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5485708959918158770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/08/religiao-mais-brasileira.html' title='A religião &quot;mais brasileira&quot;'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6314255360007632012</id><published>2009-07-22T10:45:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T17:32:48.505-07:00</updated><title type='text'>Os antecedentes do Rei Arthur</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mês já está quase acabando e eu nem passei por aqui direito. Mas nunca enfrentei umas férias tão cheia como esta. Estou mandando currículos meus para escolas de inglês e algumas delas exigem testes, mesmo se não há interesse algum em contratar um professor. Outras me chamaram, mas infelizmente nada deu certo. Ainda sou alguém sem carteira assinada. Isso tem me ocupado bastante tempo e é disso o que mais preciso para escrever um texto que será publicado - mesmo que esta publicação seja pela internet, justamente porque há leitores. Além do mais, essas férias atrofiou ainda mais minha habilidade de escrita. Enquanto estava estudando e constantemente era obrigada a escrever para a faculdade, tudo bem. Essas semanas paradas fez minha redação ser mais deficiente e mais demorada de ser realizada. Mas enfim, por escrever pouco, há um certo acúmulo de assuntos em minha mente a serem escrito e pretendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desacumular&lt;/span&gt; tudo, mesmo que seja em agosto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu não posso reclamar desse mês em casa, é o tempo que estou tendo para ler livros de ficção que antes eu não podia. Há um ano e meio li os quatro volumes da série As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Brandley. Não sei se isso é coincidência, mas desde criança, quando comecei a ler, me interesso por histórias que usam como plano de fundo a História ou personagens históricos. Meu primeiro livro, e isso vim a descobrir no início da faculdade, era em si próprio um documento: O Diário de Anne Frank. Devo a esta menina judia, que até sua morte e o final da segunda guerra era uma anônima e, agora, mesmo depois de mais de 60 anos, é uma referência para o mundo inteiro. Devo a ela meu gosto pela leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Brumas de Avalon se passa na Alta Idade Média na região da Brittania, quando o Império Romano já estava desintegrado, a Igreja Católica fincava suas raízes por toda a Europa, as religiões pagãs perdiam espaço em sua própria terra e as tribos e comunidades bárbaras colocavam medo em povos, que um dia, haviam sido protegidos pelos imperadores romanos. Neste contexto, surge o famoso Rei Arthur, seu fiel escudeiro Lancelot, o inteligente Merlin, sua linda e devotada esposa Guinevere e a bruxa Morgana. Mas nas Brumas, tudo isso tem uma perspectiva diferente: das mulheres e assim, a história tem seu lado sentimental, bastante característico do universo feminino, e seu lado político e religioso, que mostra o quanto as mulheres são fortes e tão capazes quanto os homens. Os livros da Marion, aliás, acusam essa errônea ideia de que as mulheres são frágeis e incompetentes em matéria de política como originalmente dos romanos, já que na Brittania, as mulheres possuiam um papel de influência política muito superior que a dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, nessas férias li dois livros que se colocam cronologicamente anteriores às Brumas. A Casa da Floresta e A Senhora de Avalon, não tem o poder te prender o leitor de uma maneira que não é possível acabar de ler enquanto o livro não acabar e, quando acaba, aquela sensação de tristeza e de que no mundo inteiro não há livro tão bom quanto este que acabou de ler não invade nossos corações. Se, como eu, faz tempo que se leu as Brumas, a vontade é de rele-lo; se não os leu ainda, a vontade é de pegá-los imediatamente e começar a tentar descobrir qual será o destino das grandes sacerdotisas que servem à Grande Deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa da Floresta se encontra no fim da Idade Antiga, quando as dominações romanas estão crescendo e os prisioneiros de guerra são usados como escravos para o fortalecimento do Império. A religião oficial ainda é aquela de origem grega, cujos deuses têm como nome o que hoje correspondem aos nomes dos planetas do Sistema Solar. A religião cristã está começando a aparecer e os fiéis católicos são tratados pelos romanos como profetas irritantes. A maior preocupação das sacerdotisas e dos druidas e o plano de fundo principal da história são principalmente políticos. O amor impossível entre uma futura sacerdotisa e o filho de um importante funcionário romano é um pouco clichê e deixa a história um pouco monótona, mas a leitura vale a pena pelo seu final, principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Senhora do Lago já se passa em três momentos diferentes e mostra a evolução da religião cristã, o início da Alta Idade Média na região da Brittania, a desintegração do Império Romano e o que as grandes sacerdotisas de Avalon precisam fazer para conservar sua religião e seus costumes. E, principalmente, mostra os preparativos e os antecedentes da vinda do Grande Rei Arthur e, inclusive, suas antigas reencarnações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantas coisas lindas que são mostradas nestes dois livros e na série das Brumas a mensagem de que existe um só deus é uma das mais belas. As sacerdotisas da Grande Deusa não renega nenhum outro deus e dizem que todos os deus, independentes da forma e do nome que assumem, são um só; a diferença é que elas têm o grande privilégio de ver a forma real da deusa: vê-la como ela realmente é. O que traz o desequilíbrio entre as religiões é o fanatismo e o papel que elas assumem na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, os livros da série As Brumas de Avalon devem ser lidos por todos que gostam de romance, política e história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6314255360007632012?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6314255360007632012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6314255360007632012&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6314255360007632012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6314255360007632012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/07/os-antecedentes-do-rei-arthur.html' title='Os antecedentes do Rei Arthur'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8918265279335808589</id><published>2009-07-08T06:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T06:45:30.381-07:00</updated><title type='text'>Casa-Grande e Senzala</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casa-Grande e Senzala é um clássico da historiografia brasileira escrito por Gilberto Freyre na década de 1930. Dentre as leituras que fiz no meu primeiro semestre de faculdade, me atrevo a dizer que este é um livro único. Antes de uma obra historiográfica é uma compilação do que chamo de curiosidades históricas. A cada virada de página, que são mais de 400, dizemos “Nossa, que curioso!” ou então “Ah...Então é por isso que fazemos isso!”. É também possível, ao contrário das leituras pesadas e cansativas que fazemos como obrigação para a faculdade, ler Gilberto Freyre com o mesmo entusiasmo que lemos um romance e as 400 páginas divididas em apenas cinco capítulos tornam-se apenas 200.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;G. Freyre não poderia ter colocado nome melhor para o seu livro, que se concentra na formação e nas relações sociais do povo brasileiro e é bom fugir um pouco da corrente marxista (não estou dizendo que ele a negue). Dentre os cinco capítulos, um é dedicado a uma introdução geral, outro aos índios, outro aos portugueses e os outros dois restantes aos negros, estes considerados pelo autor, ainda mais que os indígenas, como os maiores responsáveis por dar ao povo brasileiro essa cara que possui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;Uma vez havia lido em um artigo sobre preconceito que não era possível apagar 300 anos de regime escravista da nossa sociedade. Pois bem, Gilberto Freyre mostra isso também, mas sob um outro ângulo. As relações entre a casa-grande e a senzala foram fundamentais para que hoje se valorize a morena, que o povo brasileiro seja escandaloso gritando com quem fala, que nossa cozinha seja tão nossa e, principalmente entre tantas outras coisas que G. Freyre fala, que essa relação entre senhor e escravo foram fundamentais para dar ao brasileiro essa característica de povo acolhedor e alegre que ele tem e tão única – não sendo reflexo dos portugueses e nem dos negros, sendo uma mistura entre eles, com uma parcela de ajuda dos nativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma hora na leitura que pensamos se há algo sobre o qual ele não fala. Ele explica porque se têm no Brasil tantos sobrenomes repetidos, porque somos tão alegres e receptivos, além de falar sobre a prostituição no Brasil colonial, assim como as crendices, as comidas, os casamentos, etc. Assim, a senzala complementa a casa-grande e desse complemento surge... Nós! Uma coisa interessante que é lembrada várias vezes durante o texto, é a semelhança, segundo o autor, entre a colonização na América Portuguesa e na região que hoje corresponde ao atual sul dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para dar um gostinho das curiosidades contidas no livro, aí vão duas. O brasileiro é conhecido como um povo feliz e bem animado porque, e isso não é segredo para ninguém, tem em seu sangue a descendência dos negros. Pois bem, mesmo os indígenas que aqui já viviam no clima tropical se sentiam mais alegres no frio e na chuva; Freyre fala de relatos que colocam os índios dançando e sorrindo na chuva. O autor relaciona esse prazer dos indígenas aos seus antecedentes que viviam em climas gelados antes de atravessarem o Estreito de Bering. Os portugueses, por sua vez, eram europeus, acostumados com o clima temperado, sentindo-se assim pouco adaptados ao calor tropical. Agora os negros sempre fizeram parte do calor da África, se sentindo mais confortáveis e felizes no calor dos trópicos. É a isso que Gilberto Freyre acusa como sendo o motivo de, principalmente os baianos, serem um povo tão alegre. Para falar a verdade, em todo o texto o clima se apresenta como um fator determinante de comportamento.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto interessante é o motivo mostrado por Freyre para explicar essa predileção que o brasileiro sente por mulatas. Às mulheres brancas eram arranjados casamentos quando ainda eram muito novas. Com 13, 14 anos casavam-se com senhores de 40, 50 e até 60 anos de idade. Assim, muitas morriam no parto por serem muito novas ou então pela precária medicina da época. Muitas crianças viravam órfãs de mães e eram entregues às amas de leite para serem amamentados e cuidados. Esse foi o principal contato entre negros e portugueses para que surgisse essa preferência pela mulata, as palavras amaciadas ditas pelas negras (como iôiô, dodói e nenê) e o ciúmes das mulheres brancas da colônia. Freyre, usando a psicanálise de Freud dá exemplos de casos em que os homens só conseguiam gozar com uma negra e de um casal recentemente casado que, para o homem se excitar, era preciso levar consigo para a cama uma pedaço de roupa de sua mulata amada para sentir seu cheiro.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Casa-Grande e Senzala é uma leitura cheia desses detalhes da vida colonial cujos alguns resquícios estão presentes em nossas vidas até hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8918265279335808589?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8918265279335808589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8918265279335808589&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8918265279335808589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8918265279335808589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/07/casa-grande-e-senzala.html' title='Casa-Grande e Senzala'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-29957518212276478</id><published>2009-07-03T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T08:47:31.836-07:00</updated><title type='text'>Bicho - Papão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem nunca ouviu falar, quando criança, do bicho-papão? E também atire a primeira a pedra quem nunca ficou com medo deste monstro e do homem do saco. Esses dias, lendo Gilberto Freyre, descobri uma curiosidade sobre esses personagens folclóricos que não são exclusivamente brasileiros. Para completar, recomendo este livro, Casa Grande e Senzala&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para todos que querem saber um pouco mais sobre a formação do povo brasileiro, é um livro bastante fácil sem termos técnicos e de uma leitura não exclusiva a historiadores, sociólogos, antropólogos, etc. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses personagens surgiram como um meio de pais e esposos exercerem dominação e controle sobre seus filhos e esposas. Para as tribos da América, o uso de personagens malignos misturados com rituais e máscaras eram práticas tradicionais para sujeitar as crianças, em especial, a&lt;br /&gt;autoridade dos grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os Pueblo, que viviam na atual região do México, os mais velhos faziam uma dança com personagens como os papões ou terríveis figuras do outro mundo, que vinham a este para devorar meninos maus e desobedientes. Os zuñi, também da mesma região que os Pueblos, praticavam uma dança macabra bastante semelhante àquela que terminava com a morte de uma criança, escolhida dentre as de pior comportamento da tribo.  Entre os antigos hebreus era o Libith, monstro cabeludo e horrendo que voava de noite em busca de crianças; entre os romanos a Caprimulgus saía de noite para tirar leite de cabra e comer menino; entre os russos é um horrível papão que a meia-noite vem roubar as crianças em pleno sono; entre os alemães é o Papenz; entre os escoceses e ingleses, o Boo Man; entre os maias havia a crença em gigantes que de noite vinham roubar menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre algumas tribos indígenas do Brasil, as máscaras usadas nas danças desempenhavam papel importante com o mesmo fim de amedrontar as mulheres e crianças a fim de conservá-las em boa ordem. As máscaras eram guardadas como objetos sagrados e seu misterioso poder se transmitia ao dançarino. Eram máscaram imitando animais demoníacos nos quais supunha que o indígena que a usava transformava-se em morto, e sua eficácia mágica era aumentada pelo fato de serem humanos ou de origem animal muitos dos materiais de sua composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, esse personagem folclórico se manteve sofrendo modificações e tornando-se o que é hoje. Logo na colonização, os jesuítas já fizeram uso dessas danças indígenas com o fim de desprestigiar pelo ridículo os rituais, assim as máscaras que antes eram sagradas estavam destruídas entre os índios e um dos seus meios mais fortes de controle social também, tornando o Cristianismo, até certo ponto, vitorioso. A eficácia deste personagem folclórico está se perdendo, muitas crianças dessa nova geração já tratam pelo ridículo o bicho papão assim como nem acreditam em Papai Noel e tem a infelicidade de escolher seu presente na própria loja. O rápido fluxo de informações do qual, inclusive as crianças, estão submetidas, tornam as lendas e os costumes perdidos, colocando todos dentro do mesmo padrão globalizador.&lt;br /&gt;____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana ao receber uma prova sofri uma severa crítica. Sei que não escrevo como José de Alencar ou Graciliano Ramos, muito menos como Sérgio Buarque de Holanda, mas apesar de ter ganhado uma boa nota na prova que não passava de uma dissertação sobre uma passagem de um livro, tinha um comentário escrito "redação sofrível". É mesmo? E tão ruim assim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-29957518212276478?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/29957518212276478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=29957518212276478&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/29957518212276478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/29957518212276478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/07/bicho-papao.html' title='Bicho - Papão'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4799493641535997602</id><published>2009-06-26T08:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T09:10:18.772-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez um astro do pop</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Willian Bonner: Michael Jackson está morto!&lt;br /&gt;Eu: O que?????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A morte de alguém do nível de Michael Jackson faz nós, meros mortais, lembrar que ninguém, nem Michael Jackson e nem Elvis Presley, é imortal. Nunca se falou tanto sobre ele, nem se mostrou tantas vezes seus clipes e nem se tocou tantas vezes suas músicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito fã desse cantor, gostava de uma música ou outra, principalmente as do início de sua carreira. Até porque, nesses últimos anos, sua imagem me assustava. Quem acompanhou no canal E! da TV a cabo o julgamento do ídolo POP quando acusado de pedofilia, viu que os episódios pareciam um filme de terror misturado com suspense, um verdadeiro&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;thriller&lt;/span&gt;. Sua face deformada ajudava o clima pesado do tribunal e as acusações horrorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tão importante quanto o sucesso de suas músicas é o que Michael Jackson representa para o final do século XX. Essa noite, no Jornal da Globo, o colunista musical Álvaro Pereira Jr. comentou esse papel que o ídolo pop representa para essa geração que acompanhou a ascensão e decadência de Michael Jackson. Ele não só faz parte de um momento em que a música negra ocupava um lugar no sociedade segregacionista estadunidense, como representou alguém bastante infeliz com sua própria aparência dentro de um padrão de beleza branco, magro e de cabelos lisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 60 começo dos anos 70, a segregação racial nos Estados Unidos diminui um pouco, o que permite uma aproximação da música negra com o restante da população branca estadunidense. Um outro exemplo disso além de quem estamos falando é Stevie Wonder. Dentro desta perspectiva Michael Jackson logo se destaca entre seus irmãos dentro da banda da qual faziam parte: os Jackson Five. Assim, ainda quando era integrante do grupo, já lançava álbuns solos. Tudo isso graças ao carisma que Michael Jackson possuia, indispensável para um astro da música pop. Além de se caracterizar como sendo um artista completo. Sem desmerecer, é claro, outros artistas, MJ não só aparecia no palco para cantar, era ele quem escrevia e compunha suas músicas, criava as coreografias e exercia papel bastante importante na direção de seus videoclipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável dizer que a partir de um determinado momento o astro entrou em decadência. Afundou-se em dívidas, envolveu-se em escândalos como quando foi acusado de pedofilia e quando pendurou seu filho ainda bebê pela janela, sempre foi de uma saúde frágil e era conhecido por ser viciado em analgésicos. Se ele realmente praticou pedofilia é difícil dizer, mas quanto ao seu filho pendurado na janela do quarto do hotel, é como meu pai disse: ele nem sabia o que estava fazendo. Uma pessoa que não tem jeito, nem prática de cuidar de crianças, foi apresentar o filho pela janela, e acabou, sem querer, pendurando-o do jeito que fez.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://991.com/newgallery/Michael-Jackson-Billie-Jean-234986.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 297px; height: 295px;" src="http://991.com/newgallery/Michael-Jackson-Billie-Jean-234986.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso tem a ver com uma fragilidade emocional e física. Era muito criança quando entrou nesse mundo de celebridade, ausente de qualquer maturidade psicológica, e acabou sofrendo com sua própria fama. Esta foi tão grande que acabou tornando-se destrutiva. Ainda sim, devemos muito a Michael Jackson pela revolução que ele causou na música pop, graças ao seu talento imenso e único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ele adquira a mesma fama que Elvis, e há quem diga por aí que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michael Jackson não morreu&lt;/span&gt;. Sobre isso aliás, tenho algo a acrescentar: há os que perdem seus batimentos cardíacos, suas características biológicas, mas nunca morrem. Há muitos por aí que comprovam isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4799493641535997602?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4799493641535997602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4799493641535997602&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4799493641535997602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4799493641535997602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/06/era-uma-vez-um-astro-do-pop.html' title='Era uma vez um astro do pop'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5712601632669023890</id><published>2009-06-21T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T08:22:30.935-07:00</updated><title type='text'>USP de novo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Confesso que cada vez mais estou me entristecendo com a realidade universitária. Já me disseram que no final vai tudo valer a pena, tomara. Mas estou começando a refletir se fiz a minha melhor escolha. É simplesmente degradante o que está acontecendo na USP, e quando eu acho que não pode piorar... Adivinha? Piora! Não queria escrever mais sobre isso no meu blog, mas neste última sexta feira aconteceu algo digno de ser notado para confirmar o quanto o Movimento Estudantil, atuando como massa de manobra dos movimentos do Sintusp, age por interesses próprios e por métodos fascistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de alunos da USP contrários a greve fizeram um movimento próprio intitulado como "a greve da greve", e para isso organizaram um flash mob no campus da USP somente para se juntar, trocar umas ideias e mostrar a quem quisesse ver que o grupo contra essa situação enfrentada hoje pela universidade é forte e grande. Bom, organizada pelo orkut, eu, sinceramente, não havia dado muito crédito ao movimento achando que não ia dar em nada. Quando eu vejo, no dia seguinte, um depoimento de um dos organizadores do flash mob dizendo que durante a manifestação, que até então estava sendo pacífica e sem grandes acontecimentos, o grupo de grevistas da USP chegaram e expulsaram os anti-grevistas a base de xingamentos, lançamento de pedras e até mesmo pontapés. &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=35362&amp;amp;tid=5349161641509978921&amp;amp;start=1"&gt;Aqui está o relato do rapaz. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro, que apesar das confirmações de outras pessoas que disseram ser testemunhas no próprio tópico do relato, é possível se duvidar de tais acontecimentos. Só que eu ainda estou refletindo se é para rir ou para chorar. Primeiro porque esse grupo de grevistas não percebem que estão fazendo o que dizem que estão lutando contra: estão em greve por causa da presença da PM que se diz intimidadora e um indício de ausência de diálogo pois representa uma força repressora, mas ao mesmo tempo sentem orgulho de terem dispersado o grupo de anti-grevistas, que estavam realizando o flash-mob, da forma como fizeram.&lt;a href="http://uspemgreve2009.blogspot.com/"&gt; Aqui está o relato de um fascista orgulhoso. &lt;/a&gt;Para completar a veracidade, pelo menos em partes do que disse nosso colega agredido, há vídeos postados no youtube. Não mostram as cuspidas, as pedras, os chutes... Mas mostram a agressividade verbal que esses pseudo-alunos da Universidade de São Paulo que ficam sete, oito e até nove anos mamando as custas do Estado sem retribuir essa contribuição a sociedade são especialitas em praticar. Vergonhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só completo que diante dessa realidade reforço minha posição a favor da PM no campus, se essa for a condição para que os alunos de opniões contrárias não sejam agredidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5712601632669023890?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5712601632669023890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5712601632669023890&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5712601632669023890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5712601632669023890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/06/usp-de-novo.html' title='USP de novo!'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-460238334252863091</id><published>2009-06-18T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T04:56:27.835-07:00</updated><title type='text'>Engenho São Jorge dos Erasmos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.usp.br/prc/engenho/fotos/0011b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 322px; height: 242px;" src="http://www.usp.br/prc/engenho/fotos/0011b.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Brasil, assim como outros países que foram submetidos a um regime colonial, teve seu sentido de colonização único e exclusivamente para o lucro de sua respectiva metrópole. Isso é o que denuncia Caio Prado Jr., um gênio brasileiro, em seu l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ivro Formação do Brasil Contemporâneo, mas isso é um assunto a ser tratado numa outra ocasião. O que quero falar aqui é sobre as ruínas no Engenho São Jorge dos Erasmos, um patrimônio cultural, da capitania de São Vicente que hoje se encontra na cidade de Santos, no litoral paulista. Este engenho, um dos primeiros a ser construídos na América Portuguesa foi um importante personagem da gênese das práticas políticas coloniais e da produção açucareira no que um dia viria a se tornar o Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Martim Afonso de Souza, quando chegou ao litoral da América Portuguesa, veio com intenções colonizadoras e povoadoras a fim de expulsar a constante ameaça da presença francesa. Mas é claro que apenas sua vinda e estabelecimento, não traria o lucro que a metrópole tanto queria. Portugal, baseada nas produções primitivas de açucar em ilhas do Atlântico enviou Martim Afonso de Souza com mudas de cana. Além disso, este nosso colonizador se instalou em uma área bastante favorável. Além de geograficamente ser uma porta ao sertão adentro da colônia portuguesa, a relação luso-indígena já estava bastante favorecida graças a presença de náufragos portugueses que lá se instalaram anos antes e criaram uma relação pacífica com os índios da região. João Ramalho é um desses personagens históricos, ele não só se casou com a filha do líder, como veio a se tornar o líder mais tarde, além de controlar o acesso ao planalto paulista e ser um importante agente de tráfico indígena. Mais tarde, esse colonizador bastante intrigante veio fundar a vila Santo André da Borda do Campo, que hoje corresponde ao cidade de Santo André no ABC Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Dom João III criou as capitanias hereditárias, a Vila de São Vicente se tornou capitania com Martim Afonso de Souza sendo seu donatário. Este instaurou o produção de açucar e, entre outros engenhos, a construção do Engenho do Governador. O investimento para a produção açucareira, contudo, era bastante alto e, portanto, de difícil acesso para muitos. Para facilitar esse setor econômico na região, Martim fez uma aliança com a Família Schetz  da Antuérpia e o nome do Engenho passou a ser São Jorge dos Erasmos. O engenho era bastante primitivo, seguindo os moldes dos da Ilha de São Domingos e, portanto, não possuía em sua estrutura as famosas Casa Grande e Senzala. Estas só vieram a ser construídas nos engenhos do Nordeste, que contavam com uma área bastante grande e uma produção também bastante elevada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção não durou muito. Possuía muitas desvantagens em relação a produção nordestina: baixa qualidade do solo, distância entre a metrópole muito maior  e os seus investidores, a família Schetz, enfrentava a Guerra dos Países Baixos. Assim, o engenho entro&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.usp.br/prc/engenho/fotos/0028.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 357px; height: 265px;" src="http://www.usp.br/prc/engenho/fotos/0028.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;u em decadência como os outros do litoral santista. No século XIX, o engenho não acompanhou o breve surto de produção açucareira paulista no litoral norte, que logo perdeu espaço para a produção cafeeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o Engenho pertence a Universidade de São Paulo e está submetido a inúmeros estudos históricos e arqueológicos e uma reforma que visa a restauração e preservação de suas ruínas. Durante as férias é aberto para visitas, possibilitando uma maior integração social ao que restou de testemunho da época em que a política colonial estava em sua gênese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.usp.br/prc/engenho/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Site da USP sobre o Engenho de onde tirei as fotos. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-460238334252863091?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/460238334252863091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=460238334252863091&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/460238334252863091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/460238334252863091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/06/engenho-sao-jorge-dos-erasmos.html' title='Engenho São Jorge dos Erasmos'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5297228060050961319</id><published>2009-06-10T07:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T17:04:49.288-07:00</updated><title type='text'>A terça-feira fatídica para a USP</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acho que mesmo sem querer, estou acompanhando a greve pelo meu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog. Comecei falando da paralização dos estudantes que sucederam a greve dos funcionários, depois a barricada e agora a situação fatídica que a USP enfrentou onte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como acompanhei de longe o que aconteceu na USP, há coisas que não sei direito realmente, como quem começou o conflito? De um lado li que foram os alunos que começaram jogando pedras e garrafas, de outro é dito que foram os policiais que começaram com provocações a duas "companheiras". Essa última informação no site da Sintusp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que essa situação é decadente. Numa faculdade com dezenas de milhares de alunos, quantos estavam nas imagens de ontem? Num chegava a ser metade. Outra coisa que me entristece enormemente, é essa generalização com os alunos da FFLCH. Infelizmente é sim lá o foco de manifestação, mas são uma minoria, dentre os alunos da FFLCH, que são a favor da greve, fazem barricadas e se dizem revolucionários querendo mudar a faculdade. Segunda-feira vi na parece uma pichação que dizia ''Por uma USP sem reitoria". O que querem? Que uma universidade do porte da USP, como dezenas de milhares de alunos, seja entregue as mãos dos alunos? Esses mesmos que fazem dos corredores de um prédio público mantido pela sociedade  e dela pertencente com suas passagens obstruídas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareço ser individualista a dizer que estou preocupada com o meu ano. Porque com os acontecimentos de ontem, a manifestação contra a reitora e seu "impeachement" tomou força, sendo que seu mandato acaba no final do ano. Diante da negação do Serra de tirá-la do seu cargo, estou vendo a História em greve até o final do ano. Mas isso não é individualista, porque esse é o problema de muito mais gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira participei de uma assembleia na história que, a príncipio, deveria discutir sobre a greve e lá ouvi argumentos repugnantes. Um aluno disse que "tem gente que entra na USP querendo estudar. Mas se você entrou com essa intenção, você se fudeu, porque aqui você não tem aula, você tem é que discutir os problemas da universidade!!". Isso me indignou. Desculpe, mas se ele se preocupa tanto com política e os problemas da universidade, porque ele não entrou em qualquer universidade com muito menos qualidade? Assim ele teria muito mais tempo para discutir problemas mais reais do mundo real como a miséria, a fome, a desigualdade, a corrupção, etc. O que será da USP no futuro com essa interferência dos alunos acéfalos que querem fazer da minha faculdade - a FFLCH - um centro de debate político composto por crianças que leram o Manifesto do Partido Comunista e se dizem revolucionários especialistas em Marx? A Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, antes de um lugar de combate entre alunos e policias (como foi o caso ontem) deveria ser um lugar de formação de historiadores, geógrafos, sociólogos e filósofos que se preocupam com os problemas da sociedade e tentam resolvê-los, ao contrário de criar mais problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos podem ter seus milhares de motivos contra a presença da polícia no campus, se preocupam imensamente com a política do campus e com a reitoria, se preocupam inclusive com os funcionários, seu aumento salarial e a readimissão do Brandão, mas estão longe de se preocupar com a decadência do ensino que eles mesmos estão provocando. Não é a luta contra a Univesp que vai melhorar o ensino superior no Brasil, são manifestações mais conscientes sem autoritarismo e confronto com a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só termino essa desabafo dizendo que ontem senti vergonha de fazer parte da USP, inclusive, da FFLCH. Instituição que possui o melhor curso de história da região, a melhor das bibliotecas e os professores, exemplos de formação, que em poucos meses me fizeram perceber que eu amo a História,  muito mais do que quando entrei na faculdade. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/09160239.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5297228060050961319?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5297228060050961319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5297228060050961319&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5297228060050961319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5297228060050961319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/06/terca-feira-fatidica-para-usp.html' title='A terça-feira fatídica para a USP'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-421237389214210495</id><published>2009-06-08T15:59:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T08:24:39.705-07:00</updated><title type='text'>Alta cultura mesoamericana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b5/Aztec_Sun_Stone_Replica_cropped.jpg/250px-Aztec_Sun_Stone_Replica_cropped.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 241px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b5/Aztec_Sun_Stone_Replica_cropped.jpg/250px-Aztec_Sun_Stone_Replica_cropped.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num outro post, já havia falado sobre cultura. Foi colocado em questão se o homem é mais cultural ou mais instintivo. Lá deixei bastante clara minha opnião, mas para de certa maneira confirmá-la mais um pouco com bons argumentos, relatarei aqui a visão que Miguel Léon Portilla tem sobre cultura e alta cultura, que foi o tema central de um trabalho que fiz para América Colonial na faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A começar pelo autor, Miguel Léon Portilla é um historiador e antropólogo mexicano especializado em povos e culturas pré-hispânicas no México. Sua obra de doutorado foi a Filosofia do Nahuatl, língua oficial dos astecas. Em uma compilação de artigos sobre América Colonial, Léon Portilla escreve em seu artigo uma síntese sobre os povos pré-hispânicos da Mesoamérica dando bastante destaque aos Mexicas, também conhecidos como astecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso de seu trabalho é o caminho pelo qual ele percorre. Seguindo rigorosamente uma cronologia a fim de mostrar a evolução cultural sofrida pelos povos mesoamericanos, começa com os povos mais primitivos e vai evoluindo até os mexicas, que são considerados pelo autor como o ápice de desenvolvimento cultural mesoamericano. O que me intrigou ao começar a ler este texto e perceber essa clara distinção entre culturas desenvolvidas e culturas primitivas, não desenvolvidas, é se era válido questionar o desenvolvimento cultural de qualquer povo. Eu me perguntei se considerar um povo altamente desenvolvido culturalmente não era desprivilegiar outros seguindo um critério baseado em nossa cultura. Qualquer um que coloque em questão o nível de desenvolvimento cultural seja lá de qual povo for, vai se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;auto considerar&lt;/span&gt; como o mais evoluído, e seguirá suas próprias referências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dada a sua formação, Léon Portilla sabe do que está falando. Alta cultura para ele não é aquela mais desenvolvida, nem a que necessariamente domina outros povos atraves da força bélica. Alta cultura é uma entidade própria, que sobrevive a morte de seus possuidores, para ser posse de outros, e assim, sofrer uma constante evolução cultural em suas diversas esferas: política, social, econômica e artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar os Olmecas menos desenvolvidos culturalmente que os astecas, não é desprivilegiá-los. É trabalhar com fatos: eles iniciaram a alta cultura mesoamerica, mas sua organização política era primitiva, e não chegava a constituir uma civilização nem um Estado, suas manifestações artísticas se limitavam a esfera religiosa, a organização social não era complexa, se dividindo simplesmente em critérios de trabalho, e a organização econômica se apresentava limitada entre a produção subsistente e um comércio de pouco alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mexicas por sua vez, apresentavam uma extrema complexidade entre todas essas esferas características de alta cultura. Além das esferas política, social, econômica e artística, possuíam a habilidade de contar e manipular a própria história, além de, assim como os maias, possuíam calendários e uma escrita bastante complexa. Dentre várias outras características, os possuidores de uma alta cultura mesoamericana, que não se limitam aos olmecas, maias e astecas, problematizam o tempo, criando métodos de escrita, como os hieróglifos, para que as informações de suas origens trascendam o alcance da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto acima, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calendário Asteca&lt;/span&gt;, também conhecido como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedra do Sol&lt;/span&gt;, calendário utilizado pelos astecas até a chegada dos espanhóis. Este calendário é baseado no Sol, portanto possuí 365 dias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-421237389214210495?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/421237389214210495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=421237389214210495&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/421237389214210495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/421237389214210495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/06/alta-cultura-mesoamericana.html' title='Alta cultura mesoamericana'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8059729668073164957</id><published>2009-06-05T11:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T08:19:01.239-07:00</updated><title type='text'>O dia em que descobri que estava de greve</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As vezes não é preciso ir muito longe para ver na prática algo que estamos estudando. O ruim, e digo pela minha recente experiência, é nos casos em que o objeto estudado não é dos melhores. Não é novidade que as universidades estaduais e federais enfretam constantes greves como meio de reivindicações de inúmeras melhorias. Mas devo aqui juntar meu objeto de estudo e reflexão nas últimas semanas e a situação que encarei ontem na USP.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fruto de umas conversas entre colegas da faculdade de história e também de geografia, comecei a pesquisar e refletir se vivemos num regime totalitário sem percebemos. Ainda não tive a oportunidade de procurar boas fontes sobre o assunto, principalmente porque a biblioteca não está funcionando, mas achei bons textos na internet. E também, lendo trechos de livros de Eric Hobsbawn e Fernand Braudel, vi que não é possível eu tirar uma conclusão afirmativa sobre isso, uma vez que só é possível entender algo pelo seu inteiro depois que este se passou. Minhas conclusões de hoje podem sofrer radicais transformações em 10, 20 anos. Mesmo assim, é possível pensar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a ditadura e a Guerra Fria tenham acabado, vivemos uma repressão de pensamento por todos os lados. Dizer que temos liberdade de pensamento pode até ser verdade, mas não é em todas as instâncias possível ou cabível demonstrar a própria opnião. A Guerra Fria criou em nossas mentes uma dicotomia. Capitalismo versus Socialismo, certo versus errado, tomar partido ou não tomar partido, ser a favor ou contra... Se abster de uma opnião é necessariamente se colocar em cima do muro e, inevitavelmente, favorecer um dos lados. Essa última, foi o que ouvi de um colega na segunda feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda feira a polícia militar invadiu (acho essa palavra um tanto quanto perigosa, pois eles não apareceram do nada. Foram chamados e estavam lá cumprindo ordens, e não fazendo o que bem entendiam em razão de motivos próprios) o campus da USP; mantendo-se em frente a reitoria para que uma invasão ou piquete (e dessa vez a uso num sentido mais específico: entrar em favor de interesses próprios ou de um grupo pequeno)  de qualquer esfera (funcionários e alunos) não ocorresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, o que eu não entendi foi o tamanho alarde em relação a isto. Na USP há vendas e consumo de drogas, bebidas alcoolicas, são delatados roubos e até estupros no campus. Tudo isso pode e a polícia não? Por que eu não vejo uma mobilização contra a falta de policiamento (que irônico, não?) para que não ocorra mais eventos desse tipo? Sinceramente, a segurança no campus é precária, ainda mais sem o circular. Tenho uma amiga que perde o final da aula todo dia para não ir até a estação no escuro. Além do mais, a presença da polícia lá foi apenas uma resposta da invasão da reitoria que ocorreu na semana anterior que, atraves de atos de vandalismo, trouxe um grande prejuízo para a universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a polícia representa uma força repressiva de um lado, por outro me entristeceu ver a repressão por parte dos próprios alunos, que tanto lutam contra isso, no próprio prédio da história e da geografia. Ao impedir o acesso às salas de aula com barricadas de cadeira é deslegitimar qualquer movimento estudantil, pois se mostra como pertencente de um grupo que está longe de ser a maioria (nenhum professor, acredito, daria aula para 3 ou 5 alunos na sala de aula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o que tanto pesquisei nas últimas semanas sobre totalitarismo ficou mais que evidente de uma forma bastante concreta ontem. Por um lado, os alunos reclamavam da repressão dos policiais que estavam parados em frente a reitoria, e por outro esses mesmos alunos colocavam medo em qualquer um que sequer pensasse em atravessar a barricada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8059729668073164957?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8059729668073164957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8059729668073164957&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8059729668073164957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8059729668073164957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/06/o-dia-em-que-descobri-que-estava-de.html' title='O dia em que descobri que estava de greve'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1599384884765765100</id><published>2009-05-29T05:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T06:30:24.547-07:00</updated><title type='text'>Preconceito e Cidadania</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nos cursos de ciências humanas não se divide matéria. Por mais que haja várias disciplinas, é impossível separar os conhecimentos e por isso aprendemos tudo junto. Isso nos permite correlacionar efeitos e causas do nosso cotidiano. Como no caso da intrínseca habilidade dos brasileiros de falar mal do próprio país e a falta de cidadania também do povo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me chamaram a atenção ao longo dessa semana. Primeiramente, é comum discutir história ou falar para alguém que estudo história e além de ouvir um ''Para que? Para dar aula?'', ouvir "Nossa, eu odeio História do Brasil!", ou então "A História Europeia é muito mais legal!". Oras, a partir do século XV é impossível estudar a Europa sem um contexto mundial. Antes disso porém, a história europeia sempre esteve bastante ligada com o norte da África e com parte da Ásia. Depois das grandes navegações, a colonização teve impactos econômicos, sociais e políticos profundos na Europa, não só nos países Ibéricos. Por que então querer separar o que não pode ser separado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;preconceito&lt;/span&gt; (porque é assim que chamo esse desgosto pela história brasileira) em relação ao Brasil não se limita a sua história. Por que muita gente fala que odeia filme nacional? Concordo que tem uns muito ruins, mas tem outros muito bons! Igualmente com filmes ''hollywoodianos''. Mas as coisas não param por aí, as pessoas também criticam a política e o governo, esquecendo-se que são elas as maiores responsáveis pelos nossos representantes políticos em Brasília. Criticam ainda o povo brasileiro, numa xenofobia nacional. Chega a ser engraçado, porque em outros países, na própria Europa, por exemplo, tão valorizada e admirada pelos pobres (nos dois sentidos) brasileiros, a xenofobia é contra o estrangeiro, enquanto que aqui a xenofobia é contra nós mesmos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, em um outro dia li um post num blog de um historiador que admiro muito sobre cidadania. O povo brasileiro não tem cidadania. E não tem mesmo, não sabem viver em grupo e agir como cidadãos em prol do bem comum. O individualismo é reinante. Mas as causas dessa falta de cidadania se encontram na mesma origem que essa falta de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;respeito&lt;/span&gt; - porque não precisa ser amor nem admiração - em relação ao nosso país. A mídia só mostra as coisas podres do Brasil em contraste com as maravilhas lá de fora. A Índia não é tão bela quanto mostra Glória Perez e nem é preciso esse sensacionalismo chocante para mostrar a violência da realidade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil colocar a culpa nos nossos representantes políticos quando esquecemos que somos nós os responsáveis pelos cargos que ocupam e que eles não fazem tudo por nós; que somos cidadãos, que vivemos em sociedade - e na sociedade brasileira - e que para um bem comum todos devem fazer sua parte. Meu pai me conta que nos tempos em que viveu na Alemanha, se um motorista via o motorista do carro da frente jogar lixo pela janela, a "testemunha" anotava a placa do carro para denunciá-lo mais tarde. Aqui no Brasil, na mesma situação, quem vê o lixo sendo jogado para fora da janela fala "se ele pode, eu posso também" e repete o que o da frente acabou de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que tudo isso decorre de uma falta de valorização nacional. Não há porque cuidar e valorizar um espaço nosso se os responsáveis por isso conservam um desgosto pelo mesmo. Infelizes são os que comparam o Brasil a países desenvolvidos - comparação um tanto sem sentido. Estudar em faculdade pública e em cursinhos particulares - lugares bastante elitistas - nos fazem ouvir coisas bastante desagradáveis como:&lt;br /&gt;- Nas férias fui para a Inglaterra (ou Itália, Alemanha, França, etc.) e estou morrendo de saudades de lá porque é infinitas vezes melhor que aqui.&lt;br /&gt;Coitados, se esquecem que são turistas. Turistas, além de serem sempre bem tratados, só visitam a parte bela que tem que ser mostrada e não enfrentam nenhum problema como desemprego, xenofobia, e outros problemas mais específicos de cada lugar; como o lixo é no sul da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens desta falta de cidadania digo que se encontram na escola. Esta deveria ser o lugar de formar bons cidadãos e críticos da realidade vivenciada. Mas ultimamente, essa forma nojenta de classificação e seleção universitária - o vestibular - fez o índice de aprovações ser a chave mestra de propaganda publicitária dos colégios particulares. Enquanto que os colégios e escolas públicas estão cada vez a margem da sociedade comportando jovens de baixa renda e agindo como meio de conservá-los nessa classe social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é esperança que um dia o brasileiro, através de uma política eficiente, aprenda a ser cidadão e a viver em comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1599384884765765100?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1599384884765765100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1599384884765765100&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1599384884765765100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1599384884765765100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/preconceito-e-cidadania.html' title='Preconceito e Cidadania'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1989438454134890211</id><published>2009-05-23T06:10:00.001-07:00</published><updated>2009-05-23T06:34:59.489-07:00</updated><title type='text'>Emboabas e nordestinos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- De onde Fulano é? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não sei... é baiano! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem nunca, sendo paulista, ouviu algum comentário do tipo? Ás vezes varia para 'nordestino', mas a generalização de quem é de fora de São Paulo é evidente. Basta ter a pele um pouco mais escura, um sutaque um pouco mais arrastado ou usar roupas um pouco mais extravagante que o indivíduo se torna "baiano".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não é de agora. No século XVIII, quando paulistas e uma população de origem diversa disputavam jazidas auríferas na região das Minas Gerais - diante de um Brasil com demarcações territoriais frágeis - chamavam-se todos que não eram paulistas de... emboabas! A disputa se dava porque os paulistas, designando-se como descobridores das jazidas reivindicavam o direito sobre elas. Mas, como não é segredo para ninguém, o ouro era um grande atrativo para os habitantes pobres desse país - e também para os portugueses pobres que da Europa vinham: não precisava de grandes investimentos - o que possibilitava que todos poderiam participar dessa atividade, e o pouco ouro conseguido já era uma vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os paulistas chamaram de emboadas, primeiramente, os portugueses ambiciosos em busca de ouro; em seguida, outros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inimigos&lt;/span&gt; vindo do norte também foram chamados de emboabas. Afinal, cada margem do São Francisco pertencia à uma capitania diversa e como chamar os invasores de pernambucanos se a maioria procedia da margem direita? Como chamá-los de baianos se havia gente da margem esquerda? Para simplificar e resolver a questão, encharcando no mesmo desprezo baianos, pernambucanos e portugueses, chamavam-se todos de emboabas. (Capistrano de Abreu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, a atividade mineradora perdeu importância, a designação ''emboabas'' perdeu o sentido e no século XX, o êxodo em massa da população do nordeste ao sudeste fez surgir um novo preconceito com raízes no passado. Nordestino e baiano viraram termos genéricos. "Para cima de São Paulo é tudo baiano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o brasileiro ainda não aprendeu a valorizar a diversidade cultural que o Brasil tem. É motivo de orgulho ter tantas etnias, tantas culturas, tantos sutaques, cores e danças dentro de um só espaço político-geográfico. No sul querem se separar do restante do país; no sudeste expressam um preconceito contra as outras regiões... Quem sabe um dia o sulista se vê vítima dos mesmos problemas que o paulista e o nordestino também são - o mesmo se coloca para os paulistas; e um dia se unam ao invés de continuarem com rixas bobas que não levam a lugar nenhum, a não ser numa maior desintegração social nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1989438454134890211?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1989438454134890211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1989438454134890211&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1989438454134890211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1989438454134890211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/emboabas-e-nordestinos.html' title='Emboabas e nordestinos'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-994487119001003325</id><published>2009-05-21T05:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T05:28:12.198-07:00</updated><title type='text'>História e Geografia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algo que sempre me impressionou e me atraiu em história é sua abrangência interdiscplinar e de conhecimento. Sempre tive a impressão que o historiador sabe de tudo um pouco. Mas uma outra área que também reconheço ser bastante abrangente é a geografia. Não há como negar que seu âmbito de estudo é enorme e imensamente diverso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincando, muitas vezes disse que escolhi História porque por mais que se estude muitas guerras, pestes, mortes e desgraças, tudo isso já passou. Ficou no passado e o ser humano superou tudo isso. É muito mais fácil e menos desgastante estudar horrores que já foram superados. Quando fazemos as estimativas de quantas pessoas morreram na 1° e na 2° Guerra Mundial, ou quantas foram as vítimas da peste negra, não ficamos abalados com isso. Usamos, literalmente, como um dado estatístico para transferir as consequencias numa esfera política, econômica e social. Mas é claro que há excessões para os que estudam a história mais contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geografia, por sua vez, sempre me trouxe a impressão que as desgraças estudadas são atuais e a previsão para o futuro é sempre aterrorizadora. Em níveis de Ensino Médio, estudamos a poluição e a contaminação dos rios e do solo, o efeito estufa, o poderio bélico dos países que, caso entrem em guerra, podem destruir o mundo com suas armas e munições nucleares, etc. Mas isso, é claro, sempre foi a impressão leiga que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse em outro post, o lado bom que longas viagens de ônibus nos proporcionam é a conversa que temos com pessoas que temos a oportunidade de conhecer durante esse período em meio ao trânsito. E assim eu conheci uma veterana em geografia - que apesar de dividirmos o mesmo prédio nunca conversamos e nem nos encontramos - e me revelou que o curso inteiro é jogar em cima dos alunos problemas: a poluição, as guerras, problemas políticos e econômicos; e ainda disse que muitos têm que tomar antidepressivos (ela mesma disse que busca ajuda na igreja)  para não achar que é o fim do mundo. Realmente, me surpreendi, não sei se foi exagero dela ou não, mas pelo menos vi que eu não estava completamente errada sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"felicidade"&lt;/span&gt; do curso de geografia - meu vizinho de sala.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-994487119001003325?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/994487119001003325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=994487119001003325&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/994487119001003325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/994487119001003325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/historia-e-geografia.html' title='História e Geografia'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-5669956374797701674</id><published>2009-05-16T06:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T06:47:22.095-07:00</updated><title type='text'>Determinismo cultural?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/cselvagens/images/feralmain.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 274px;" src="http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/cselvagens/images/feralmain.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse post é dedicado ao meu namorado, porque por mais de uma vez discutimos esse assunto e nunca entramos em um consenso! Podemos falar de um determinismo cultural? O homem é um ser instintivo ou cultural? Para qual dos lados ele tende mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cultura: um conceito antropológico&lt;/span&gt;, Roques de Barros Laraia discute esse tema. É comum falarmos em instinto de conservação, maternal, filial, sexual, etc. Mas o autor rebate todas essas afirmações com exemplos de práticas culturais de diferentes povos ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como falar em instinto de conservação quando lembramos das façanhas dos kamikases japoneses? Se o instinto se sobreposse as heranças culturais, impossível seriam os encontros das aeronaves japonesas e norte-americanas. O mesmo se pode falar sobre os homens-bombas do Oriente Médio.&lt;br /&gt;Como falar em instinto materno quando sabemos que o infanticídio é uma prática comum para certos grupos humanos? As mulheres da Tapirapé, tribo Tupi do norte do Mato Grosso, sem conhecer nenhum método anticoncepcional são obrigadas a sacrificar todos os seus filhos após o terceiro. Um exemplo mais conhecido, que acredito que todos já viram alguma vez na escola, são os espartanos. Diante de uma análise física, a criança passa por um teste para saber suas condições de se tornar um grande guerreiro e, se reprovada, é jogada de um precipício.&lt;br /&gt;Como falar em instinto filial se os esquimós conduziam seus velhos pais para as planícies geladas para serem devorados pelos ursos? Assim faziam porque acreditavam que o mesmo seria reincorporado pela tribo quando o urso fosse abatido e devorado pela comunidade.&lt;br /&gt;Como falar em instinto sexual se muitos são os casos conhecidos de adolescentes, crescidos em contextos puritanos, que desconheciam completamente como agir em relação aos membros do outro sexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda sim, é possível dizer que o homem é resultado do meio cultural em que foi socializado? E aqueles casos de assassinato por vingança? Não seria um instinto vingativo? As vezes não, é claro. Uma vez li um artigo dizendo que após a queda do Regime Militar, as pessoas descrentes da eficácia da justiça do governo aprenderam a fazer ''justiça com as próprias mãos''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando duas irmãs foram encontradas no ínicio do século XX, Kamala e Amala tinham oito e cinco anos e não sabiam rir, chorar, falar, seus rostos não emitiam nenhum som, sabiam andar rapidamente de quatro, tinham hábitos noturnos e preferiam a companhia de lobos e cachorros, afastando-se de humanos. Ao serem encontradas e separadas de sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;matilha&lt;/span&gt; (?), a tristeza levou uma delas a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esse contexto de colocar o homem como um ser cultural e não instintivo faz juz , em parte, a frase de Marx: "A consciência é, portanto, desde o início, um produto social, e continua a sê-lo enquanto houver homens."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-5669956374797701674?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/5669956374797701674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=5669956374797701674&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5669956374797701674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/5669956374797701674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/determinismo-cultural.html' title='Determinismo cultural?'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-941769088782238571</id><published>2009-05-12T05:49:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T06:32:23.833-07:00</updated><title type='text'>Earth From Above</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente, gostaria de agradecer ao convite do Carlinhos para participar dos Blog's de Quinta. Antes eu achava que o único leitor e comentador do meu blog seria meu namorado, e só por insistência minha. Não achava que entraria num grupo de blogueiros. Espero que isso seja uma chance de crescer em conjunto...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho a sorte de, de vez enquando, achar um bom documentário na TV. Documentários são difíceis, porque a maioria não está nas locadoras na estante de lançamentos e na internet, pelo menos para mim, é um pouco difícil achar legendas. Mas, pela segunda vez, eu estava mudando de canal e encontro um bom documentário passando na HBO. O primeiro, há alguns anos, se chamava &lt;a href="http://www.thecorporation.com/"&gt;"A Corporação"&lt;/a&gt; e fazia uma denúncia as grandes corporações mundiais atravez de um perfil psicológico, mostrando como essas empresas têm um caráter psicopata, se bem me recordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, o documentário é "A Terra Vista de Cima" ou "Earth from Above" (se alguém encontrar um site específico sobre o filme com mais informações eu ficaria grata), que é dividido em quatro episódios. O primeiro foi o que eu encontrei acidentalmente e trata da biodiversidade do planeta e como esta está se extinguindo nas mãos do homem. Não sou ambientalista, nem estudo o assunto a sério, mas faço meu dever de casa ao economizar água e separar o lixo orgânico de reciclável, entre outros. Apesar disso, eu me comovo ao ver a destruição do planeta, é algo com o qual eu fico muito chateada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que pude descobrir sobre o documentário é que seu diretor, &lt;a href="http://www.yannarthusbertrand.org/v2/yab_us.htm"&gt;Yann Arthus Bertrand&lt;/a&gt;, tira fotos do planeta de cima, criando imagens que dificilmente acreditamos ser da Terra. Tanto que na maior parte do filme, ele está com uma máquina fotográfica na mão dentro de um helicóptero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o filme, ele mostra diferentes partes do globo, expõe os fatos e os problemas e obtém o depoimento de pessoas vítimas dessas situações problemáticas ambientais ou de ativistas engajados nessas causas. Mas, o que mais me impressionou depois da imagem do urso polar desnutrido morrendo de fome com a pele sobre os ossos, foi a situação de uma floresta da Austrália cujas árvores possuem mais de mil anos e cujos troncos são tão grandes e largos que os aborígenes viviam dentro deles. O que está acontecendo lá é uma guerra cuja vítima é a biodiversidade. São jogados pelos helicópteros bombas de napalm que fazem a floresta pegar fogo e quando a madeira está seca, as empresas a recolhem para a fabricação de papel e plantam novas árvores que não são nativas daquela região, mas sim cujos troncos cabem perfeitamente em suas máquinas. Como se não pudesse ficar pior, para os animais que sobrevivem aos bombardeios não comerem suas novas árvores, eles implantam um veneno criado pelos nazistas (que agora não me recordo qual) para envenenar os animais que acabam também por disseminar esse mesmo veneno atraves das águas. As imagens das bombas caindo nos faz lembrar de imagens de filme de guerra. Talvez vivemos numa terceira guerra mundial, um pouco mais escondida, mas tão mortal quanto as duas primeiras; afinal, destruir o planeta não é a forma mais inteligente de preservar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio de ontem foi sobre a água... E em ambos os episódios descobri coisas sobre o Brasil, em termos ambientais, que nem fazia ideia. Farei o máximo para ver os próximos capítulos. Para quem quiser saber mais do trabalho deste espetacular fotógrafo, aqui está seu &lt;a href="http://www.yannarthusbertrand.org/v2/yab_us.htm"&gt;site&lt;/a&gt;. Vale a pena conferir só pelas fotos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-941769088782238571?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/941769088782238571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=941769088782238571&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/941769088782238571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/941769088782238571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/earth-from-above.html' title='Earth From Above'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1737279061294741580</id><published>2009-05-07T05:24:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T05:49:10.101-07:00</updated><title type='text'>Greve!?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estamos prestando vestibular, apesar de não ter acontecido o mesmo comigo - nunca idealizei meu curso nem a USP, mas esperava que fosse um lugar melhor do que estou encarando no momento - temos o costume de considerar a futura universidade em que queremos ser aceitos como o melhor lugar do mundo. Quem, quando estudante, nunca entrou na USP numa excursão de escola e achou aquele o lugar mais lindo do mundo com tantas árvores, áreas verdes e banquinhos de parque? Além do mais, agente pensa que entrar numa faculdade concorrida é conhecer muita gente inteligente que fará alguma diferença no mundo quando formado. Mas tudo muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente estou me decepcionando um pouco com a USP. Não propriamente com a universidade, mas com as pessoas que lá estão. Tudo começou com a paralização dos funcionários que reivindicavam 200 reais a mais no salário, mais um ajuste salarial que agora não recordo a porcentagem e, o pior, a volta de um líder sindical demitido por justa causa por ter invadido uma faculdade e, segundo algumas fontes não tão confiáveis, ter abusado sexualmente de uma moça dentro do campus. Ah, isso sem esquecer de também quererem que diminua a multa da greve do ano de 2007. No meio dessas paralizaçõs foi decidido que entrariam em greve dia 5 de maio. Pois bem, os funcionários fazem uma tremenda falta da USP. Não tem bandeijão, nem circular, nem o CEPE (Centro de Práticas Esportivas) - sem dúvidas os maiores prejudicados são os alunos, apesar das aulas continuarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma das coisas que mais me espantou, nesse universo um tanto novo pra mim, pois não fazia ideia de como a política funcionava dentro da USP, foi terça-feira dessa semana chegar para assistir aula e o professor dizer:&lt;br /&gt;- Vocês estão em paralização hoje, sabiam? - E na resposta em conjunto da classe de um NÃO em coro, ele respondeu:&lt;br /&gt;- Pois é. O CAHIS (Centro Acadêmico de História) em favor dos funcionários resolveram entrar em paralização hoje para discutir alguns pontos e estou avisando isso antes que atrapalhem minha aula. Só para completar, sou a favor e reconheço a atitude de vocês então 'tchau'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei com o que fico mais inconformada: com essa atitude do CAHIS, um grupo de pouquíssimas pessoas decidirem fazer algo assim sem consultar ninguém mais dentro da universidade ou a atitude do professor. Na greve dos funcionários, ninguém pára em favor deles (a não ser o CAHIS),  mas o professor pára em favor dos alunos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro momento, esse mesmo professor quando falava de greves - algo tão comum na USP que chegou a me espantar - disse que esta é boa, e concordo com ele. Em algumas situações a greve tem grandes conquistas, como a de 2007 que conseguiu fazer com que o governador de São Paulo, José Serra, revogasse seu decreto que retirava a autonomia da universidade. Mas, quando praticada em demasia, esta perde sua eficácia e vira motivo de piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta as aulas já voltaram normalmente e até agora tudo está correndo como sempre. Hoje a noite farão uma assembleia para decidir esse futuro da greve dos alunos, mas tudo é feito dentro de uma pequena minoria; quem discorda dificilmente tem acesso às discussões e pode fazer algo. Bom, vamos ver no que isso vai dar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1737279061294741580?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1737279061294741580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1737279061294741580&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1737279061294741580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1737279061294741580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/os-problemas-da-faculdade.html' title='Greve!?'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2089170656687486437</id><published>2009-05-05T04:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T04:37:11.403-07:00</updated><title type='text'>A mulher e seu dom</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viagens de ônibus proporcionam boas conversas... E esses dias, no ônibus, um amigo meu estava contando seus tempos de colégio e citou seu professor de redação que adorava usar o tema aborto como discussão em suas aulas. Para completar, ele me disse que as meninas de sua sala diziam o que todos já devem ter ouvido alguma vez: "Sou sim a favor do aborto! O corpo é meu e faço dele o que quiser!". Bom, acho que isso não é novidade para ninguém. Todos já devem ter ouvido alguma vez na vida uma argumentação desse tipo, tem até se tornado clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo globalizado, cujas informações correm minuto a minuto e o moderno é ser... moderno, a valorização da mulher tem seguido para uma outra direção. Valoriza-se aquela profissional, mestre e doutora, trabalhadora e, algumas vezes quase sempre, aquela que tem o corpo considerado bonito para os padrões contemporâneos. Não que esses não sejam motivos de reconhecimento, mas a figura feminina, delicada e materna tem perdido um pouco seu espaço. As mulheres nascem com um dom de Deus, são as criaturas que podem carregar dentro de si uma outra vida e dela se tornam responsáveis. Não faz parte do corpo da mulher mas está lá porque este é seu dom: cuidá-lo e protegê-lo. E parece que esta ideia está cada vez mais inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso é que em culturas pagãs, a mulher era valorizada justamente por essa característica  e rituais de fertilidade não devem ser encarados como práticas pervertidas, mas uma forma dessas culturas valorizarem a mulher como ser criadora. Vale a pena ler As Brumas de Avalon, apesar de não ser o tema central da narrativa isso é bastante evidente.  E a leitura vale a pena não só por isso, mas também porque é uma coleção maravilhosa, com certeza uma das melhores que já li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um recado a essas garotas: se o corpo é de vocês e dele vocês fazem o que querem,  valorizem-no mais. Porque usar um argumento desse tipo para defender o aborto é mostrar-se um tanto quanto irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fica aqui, um pouco adiantado, minha homeanagem a todas as mães. Sendo elas boas  mães ou não, nos carregaram na barriga por nove meses e graças a elas aqui estamos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2089170656687486437?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2089170656687486437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2089170656687486437&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2089170656687486437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2089170656687486437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/05/mulher-e-seu-dom.html' title='A mulher e seu dom'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6011246400935127618</id><published>2009-04-30T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:02:46.610-07:00</updated><title type='text'>Palmas para São Paulo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem querer ser paranóica mas... ficar uma semana sem postar é um indício de abandono de blog. Espero do fundo do coração que eu esteja errada, afinal, dentre tantas outras coisas boas que o blog me traz como sendo um meio de registro, acabo também lendo coisas muito interessantes em outros diários virtuais; e estou começando a achar que visitar esse novo mundo é melhor do que ficar procurando coisa em orkut pra ler: entre 10 comunidades visitadas, somente 2 fizeram valer a pena a procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava voltando da USP no trânsito de São Paulo e pela janela do ônibus reparei nas luzinhas dos faróis dos carros nas avenidas no escuro da noite recém chegada. Confesso que amo a cidade de São Paulo. Não moro lá, mas agora com essa minha nova rotina, virou minha segunda casa. É uma cidade linda. O mundo inteiro cabe nela: facilmente se encontram japoneses, koreanos, italianos, alemães, chineses, nordestinos e oriundos das outras regiões deste imenso Brasil, espanhóis... e todos num lugar específico, geralmente bairros (mas nem sempre) que adquirem as características próprias destas culturas singulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, quem nunca ouviu falar da Estação da Luz, da Universidade de São Paulo, do Mercado Municipal (vulgo mercadão), do Bairro da Bixiga, da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;25 de Março(!!!)&lt;/span&gt;...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho orgulho de morar do ABC Paulista, região metropolitana do estado São Paulo, tão perto da capital mas ao mesmo tempo um pouco distante, o que de certa forma mantém uma certa paz. O problema de São Paulo é que por se tratar de uma cidade tão grande, abrangente, populosa e moderna (não há de negar sua proximidade com as grandes capitais mundiais) seus problemas tornam-se tão complexos quanto sua riqueza de diversidade cultural, econômica e social. E, consequentemente, os meios de resolvê-los tornam-se um outro problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das enchentes, da violência, da corrupção, do lixo, do trânsito... vejo também o lado bom de São Paulo. Estudá-la é estudar um pouquinho do mundo inteiro, tanto em sua história quanto em seus aspectos atuais. Final de semana agora tem virada cultural, infelizmente não poderei ir mas parabéns a quem teve essa iniciativa de divulgação de arte de graça e de uma maneira divertida! Quem vai à virada não fica um minuto sequer dessas 24 horas sem ter o que fazer, pelo contrário: é muita coisa para pouco tempo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6011246400935127618?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6011246400935127618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6011246400935127618&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6011246400935127618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6011246400935127618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/sem-querer-ser-paranoica-mas.html' title='Palmas para São Paulo!'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2309400673544703013</id><published>2009-04-24T19:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:04:22.131-07:00</updated><title type='text'>Teste da Veja</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente não queria postar num mesmo dia, mas eu tenho que registrar isso para sempre que quiser dar umas gargalhadas eu ter o que ver!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html"&gt;Teste Politícometro da Veja&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu resultado foi: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Você está na esquerda moderada antiliberal.&lt;/span&gt; Acredita que o estado deve ter muita ingerência sobre a economia e admite restrições à liberdade individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria tão bom se as escolhas políticas fossem tão fáceis assim. Dispensaríamos horas de leitura e estudo por um simples teste virtual. Se alguém além de mim e do meu namorado ler isso e fizer o teste, peço que comente com o resultado!!! Típico de correntes de e-mail, não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2309400673544703013?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2309400673544703013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2309400673544703013&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2309400673544703013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2309400673544703013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/teste-da-veja.html' title='Teste da Veja'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2603339430154235835</id><published>2009-04-24T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:04:36.586-07:00</updated><title type='text'>O Tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece um pouco estranho falar sobre o tempo. É algo tão abstrato mas que está presente em todos os apectos de qualquer ser vivo. Primeiramente poderíamos nos perguntar: qual o sentido em estudar o tempo sendo ele nada importante para os animais que não sejam os seres humanos? Pois bem, o ser humano é o único animal que pára para pensar no tempo e o problematiza. Mas ainda dentro desse grupo tão numeroso, há as comunidades que consideram o tempo como cíclico e por isso não há motivo de querer problematizá-lo criando métodos de contagem e registros dos acontecimentos para gerações futuras... Porque tudo se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que já foi comprovado que a escrita não surgiu unicamente num lugar e depois se irradiou. Pelo contrário, ela foi surgindo em diferentes lugares sem necessariamente algum contato com outros povos e culturas que já haviam inventado a escrita. E essas sociedades são justamente aquelas que problematizavam o tempo e assim, acharam uma forma de registrar acontecimentos e pensamentos, que pudessem se exteriorizar da memória humana, para as futuras gerações. Mas como sempre, há também excessões, e existe aquelas sociedades que problematizam o tempo e mesmo assim não têm escrita: elas guardam a memória de si na mente de alguém do grupo, que passa sempre para a outra geração todo o conhecimento histórico que tem e assim sucessivamente. Assim como a sociedade Inca, cujos domínios eram de considerável tamanho, era uma sociedade complexa e mesmo assim não possuem numerosos registros escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto discutido na aula de quinta-feira em Metodologia da Historia que me chamou a atenção foi a multiplicidade de faces que o tempo tem. Será clichê eu dizer que o tempo é relativo, mas é mesmo. Diante de mudanças políticas o tempo é curto. Tudo acontece ao mesmo tempo e as informações também são transmitidas ao mesmo tempo em que acontecem (privilégio de nossa geração); dois dias sem me informar sobre o senado, a câmara, o presidente e outros, já me sinto desinformada e um pouco deslocada da realidade política de tanto que certos aspectos mudaram. Em uma guerra o tempo torna-se médio, lentamente ritmado. Tudo muda constamente mas ao mesmo tempo ela perdura por um certo período as vezes maior do que outros. Ou, ao contrário da história factual política, cujos acontecimentos são muito mais individuais, numa guerra o domínio de responsabilidades coletivas têm um peso muito maior. Finalmente, há também o tempo lento que torna a história quase que imóvel. O homem não consegue acompanhar as mudanças geográficas que acontecem ao seu redor, nem a evoluação das espécies. Acontecimentos como estes são imperceptíveis ao ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, o historiador se assume na tarefa de articular todas essas faces do tempo levando em consideração suas particularidades e o objeto/tema a ser estudado. Só mais uma coisa: adorei a aula de ontem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2603339430154235835?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2603339430154235835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2603339430154235835&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2603339430154235835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2603339430154235835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/o-tempo.html' title='O Tempo'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-7818236396909871650</id><published>2009-04-18T08:30:00.001-07:00</published><updated>2009-05-01T12:04:50.530-07:00</updated><title type='text'>Para fugir um pouco de História</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="310"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z1mpY0kmeV8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z1mpY0kmeV8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="310"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro não achei que veria os quase 9 minutos de vídeo; mas vi tudo, chorei demais e amei! É claro que o vídeo não serve apenas para a raça rottweiler, mas para todas. Apesar de eu estudar uma ciência que estuda o homem em sociedade, as vezes eu o vejo como um animal deplorável, digno de pena e ódio.&lt;br /&gt;Não sei se eu que sou tonta demais ou os outros que são ruins demais. Só sei que deixei de assistir programas e vídeos, tanto na internet quanto na TV, que mostram maus tratos aos animais de tanto que eu choro. Como podem? É realmente algo que não consigo entender. Para que? Para se sentir superior, forte? Não sei como que judiar, as vezes matar, pode fazer um ser humano se sentir assim. Deveriam se sentir cada vez &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;menos&lt;/span&gt; humanos.&lt;br /&gt;O vídeo pode ser da raça de rottweiler, mas isso se dá para qualquer animal. Quem nunca recebeu aquele email que denuncia a matança de focas (não sei agora onde) e mostra o gelo vermelho de tanto sangue? Eu sei que é uma idéia um tanto quanto utópica, mas deveria ser feita uma seleção de donos quando fossem comprar cães, igual se fazem com famílias que desejam adotar crianças.&lt;br /&gt;Essa semana assisti um filme cujo protagonista dizia que porcos eram mais dignos que seres humanos. Talvez isso tenha um fundo de verdade. Suponho que o homem seja o animal mais dual que exista. Existem os que devem ser vistos como exemplos de vida e outros que me fazem sentir vergonha de pertencerem a mesma espécie.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-7818236396909871650?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/7818236396909871650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=7818236396909871650&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7818236396909871650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/7818236396909871650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/para-fugir-um-pouco-de-historia_6814.html' title='Para fugir um pouco de História'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-2784507051421213831</id><published>2009-04-16T05:33:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:07:29.060-07:00</updated><title type='text'>Briga!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok. Muito bom. Ontem a professora deixou claro que o que ela não quer é uma monografia, mas sim um projeto de pesquisa. Ou seja, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ibérica - Parte I&lt;/span&gt; foi um tanto inútil, não completamente (porque está sendo útil para o projeto), mas todos meus apontamentos e fichamentos foi sim! ò.ó&lt;br /&gt;Não ficarei decepcionada, nem frustrada; afinal, meu comentador assíduo leu meu tópico e não fez dele uma total perda de tempo. Te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem algo muito curioso aconteceu nos corredores da FFLCH: dois rapazes conhecidos como Fininho e Corvo se pegaram no tapa. O motivo especificamente eu não sei, mas o Fininho é um revolucionário que se vê com a missão de acabar com os bolchevistas da FFLCH e, com isso, tem arranjado brigas pelo orkut com metade dos alunos fflchianos que culminou ontem com uma briga física. Com isso ele deixou de ser tão defensor da Guerra Fria. Quem quiser saber mais, não se fala em outra coisa na comunidade FFLCH - USP. O que sinceramente espero é que essa história não acabe com esse psicótico entrando no prédio com uma metralhadora querendo matar todos alunos e professores de esquerda. Vai que uma bala perdida me acerte!&lt;br /&gt;Enfim, precária essa briga infantil baseada em ideologia política ainda obscura para esses rapazes que acham que sabem tudo. Por isso que concordo com um outro rapaz que disse a Fininho para entrar na faculdade com humildade, ler os textos que os professores mandarem para que com mais maturidade e conhecimento possa defender seja lá com o que ele mais se identificar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-2784507051421213831?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/2784507051421213831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=2784507051421213831&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2784507051421213831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/2784507051421213831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/briga.html' title='Briga!'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6122451332297543183</id><published>2009-04-14T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:07:58.684-07:00</updated><title type='text'>Ibérica - 1° parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Visando facilitar meu trabalho de História Ibérica I, irei postando aos poucos, tudo o que eu achar importante para a formatação de minha pequena monografia. Com isso, ao término das pesquisas, terei um conjunto de posts sobre um mesmo assunto que não deixará eu esquecer informações cruciais. O trabalho se trata sobre as políticas tomadas por D. João II e, posteriormente, por D. Manuel I, ambos reis de Portugal, diante de uma massa de judeus expulsos da Espanha pela Inquisição que lá já havia se instituído. Nesse post, tudo que será dito, foi baseado na leitura dos primeiros capítulos do livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inquisição e Cristãos-Novos&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antônio José Saraiva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inquisição significou a aliança entre o poder monárquico e a Igreja, que agiu de maneiras diferentes em cada nação em que se instituiu. Os judeus, por exemplo, é um problema exclusivamente ibérico (região na qual coexistiram três religiões por muito tempo: o cristianismo, o islamismo e o judaísmo); apesar de ocuparem papel de destaque na economia espanhola e, principalmente, portuguesa. Isso pode ser um indício de que a população cristã sofria um atraso econômico e social nessa parte da Europa: a burguesia cristã não tinha condições de enfrentar, muito menos substituir, a burguesia judaica.&lt;br /&gt;Os judeus também exerciam importante função social. Apesar de serem protegidos pelos reis, permaneciam às margens da sociedade: eram eles quem praticavam a usura, cobravam impostos, e viviam entre os cristãos para não esquecerem que pertenciam à linhagem que crucificou Jesus Cristo. Assim, desde a Idade Média, os judeus foram considerados como estranhos que não se misturavam, como um povo reservado e quieto que culminou com o famoso Holocausto no século XX.&lt;br /&gt;Diante de tudo isso, a perseguição aos judeus na Espanha começa em 1391, em 1449 é feita a primeira lei de "limpeza de sangue", em 1478 os Reis Católicos (Fernando de Aragão e Isabel de Castela) instituem a Inquisição em Castela e, finalmente, em 1491 é ordenada a expulsão dos judeus num prazo de 4 meses, muitos dos quais, se dirigem à Portugal. Esta, cobrou impostos de recebimento, um pouco menor para judeus que realizavam determinados trabalhos manuais com ferro, na promessa que dentro de um determinado prazo seria lhes dado um navio para irem onde quisessem. Bom, ao final desse prazo, uma parte embarcou para o norte da África e a que ficou foi reduzida à escravidão, vendida ou doada pelo rei Dom João II.&lt;br /&gt;Em 1495, Dom Manuel restitui a liberdade aos judeus, mas logo depois, em condição de casamento, dá um prazo de mais de 10 meses (em contraposição a Espanha, que deu um prazo de 4 meses) para a expulsão dos judeus de Portugal. Durante esse período, D. Manuel separou as crianças menores de 14 anos de suas famílias para serem criadas por famílias cristãs e isenta de qualquer acusação religiosa o povo judeu. No dia da expulsão, quando estavam no porto, um bando de frades, jogou água sobre os judeus e assim os batizaram à força. Diante disso, poucos conseguem embarcar.&lt;br /&gt;A partir disso, D. Manuel cria políticas de integração entre os cristãos-velhos e os cristãos-novos (judeus que foram batizados), além de prorrogar o tempo de proibição de acusações de práticas judaicas, proibir a emigração de cristãos-novos e criar leis que acabassem com a discrminação. Dom Manuel parece assim um rei muito bonzinho, mas na verdade ele nada mais é do que bastante maquiavélico. Proibiu as emigrações porque os reis da Espanha queriam os cristãos novos de volta e, em 1515, em resposta ao Rei da Espanha, pede ao seu correspondente em Roma para que peça ao Papa para instituir uma Inquisição em Portugal alegando que os cristãos-novos da Espanha estavam sendo um mau exemplo aos cristãos-novos portugueses por praticarem o judaísmo escondido e agirem como rebeldes.&lt;br /&gt;Ao término de seu reinado, a Inquisição ainda não havia sido instituida em Portugal e conforme o que pretendia sua legislação, houve uma assimilação dos antigo povo judeu como cristãos pelos portugueses (comprovado pelos inúmeros casamentos entre cristãos-novos e velhos)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6122451332297543183?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6122451332297543183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6122451332297543183&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6122451332297543183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6122451332297543183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/iberica-1-parte.html' title='Ibérica - 1° parte'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1834555882303425759</id><published>2009-04-12T16:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:08:16.263-07:00</updated><title type='text'>Eu amo tudo o que foi</title><content type='html'>&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Eu amo tudo o que foi,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Tudo o que já não é,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;A dor que já me não dói,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;A antiga e errônea fé,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;O ontem que dor deixou,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;O que deixou alegria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Só porque foi, e voou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;E hoje é já outro dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;1931&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Como meu príncipe me fala, se não fosse tudo o que aconteceu, possivelmente não teríamos nos encontrado, e mesmo que tivessemos nos encontrado, capaz que tudo o que aconteceu entre agente (que foi simplesmente perfeito) não teria acontecido como ocorreu. Por isso que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu amo tudo o que foi &lt;/span&gt;e, principalmente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a dor que já não me dói.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Além disso, constantemente me descubro um pouco mais, e me amo apesar de todos os meus defeitos. E assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a antiga e errônea fé&lt;/span&gt; se transforma numa nova e certa fé!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Feliz Páscoa à todos. Não sou uma pessoa muito comemorativa, mas desejo que todos possam comer chocolates. Afinal, essa é o único momento do ano que podemos passar mal de tanto comer chocolate e ainda engordar e ser vítima de um ataque de espinhas em conjunto, portanto, ninguém julga ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-style: italic; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;Eu adoro a língua portuguesa. Não porque me dou bem com as regras da gramática, nem porque sempre tive boas notas nessa disciplina. Mas porque não é uma língua técnica. Ela é complexa, sonora e propícia a bons poemas e lindas poesias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1834555882303425759?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1834555882303425759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1834555882303425759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1834555882303425759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1834555882303425759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/eu-amo-tudo-o-que-foi.html' title='Eu amo tudo o que foi'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-1958623699403474765</id><published>2009-04-09T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:08:30.722-07:00</updated><title type='text'>O que? Professor?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente tenho refletido muito sobre meu futuro após a graduação. Nós sempre fazemos planos de onde e como queremos trabalhar quando terminarmos a faculdade, mas no meu caso, agora que entrei na graduação, as coisas parecem um pouco diferentes e meus planos, consequentemente, têm mudado.&lt;br /&gt;Primeiro, li uma confissão de um historiador que trabalha intimamente com a arqueologia de como é sua rotina de trabalho. Confesso que era essa a linha que queria seguir: estar sempre viajando, vivendo (quase sempre) como Indiana Jones, conhecer lugares maravilhosos e, consequentemente, muitas pessoas diferentes e interessantes. Mas como tudo tem um preço, a vida de um arqueólogo dedicado custa meses fora de casa, longe da família, namorado, amigos... E as vezes, algumas coisas têm que ser sacrificadas, como um relacionamento amoroso e algumas outras relações que acabam se desfazendo pela falta ou pelo pouco contato existente.&lt;br /&gt;Segundo ponto: após algumas orientações de alguém muito experiente e que admiro muito, meu professor, que não me dá mais aula, mas será eternamente meu professor, disse-me que seguindo essas orientações estarei sempre a frente dos meus colegas de classe.&lt;br /&gt;Bom, vivi o ano passado numa intensa competitividade que em alguns momentos me fazia mal (ano de vestibular é terrível e é algo que não desejo à ninguém). Já me disseram que a partir dessa etapa da vida tudo vira uma competição tanto na graduação quanto no trabalho, principalmente. Mas será que eu não poderia amenizar um pouco disso na minha vida ao invés de torná-la uma competição acirrada de vida ou morte?&lt;br /&gt;Depois desses dois acontecimentos, refleti muito sobre minha futura área de atuação como historiadora. Acho que eu mesma tinha um certo preconceito com a licenciatura. Desde a oitava série, quando dizia às pessoas que queria cursar História, todas perguntavam num tom de desdém: ''Para que? Para dar aula?" e eu, para mostrar que historiador tem um campo de atuação muito mais amplo, dizia que NÃO!, que trabalharia como uma cientista em campo, ou seja, como uma arqueóloga, sendo que eu nem sabia direito o que era isso.&lt;br /&gt;Agora, eu digo "Sim! Para dar aula! Um grande problema nos brasileiros é não valorizar seus mestres e, consequentemente, desvalorizar essa profissão de imensa responsabilidade e repercussão. Foi um professor que me influenciou em minha decisão e agora estou na USP, se eu puder mudar a vida de um único aluno assim como ele mudou a minha, imensamente feliz eu ficaria."&lt;br /&gt;Além de me formar e fazer uma pós-graduação, quero cultivar a relação que tenho com a minha família e também quero me casar. Já achei meu príncipe encantado e não quero sacrificar essa felicidade imensa que tenho graças as relações interpessoais que eu possuo em troca de uma carreira super bem sucedida.&lt;br /&gt;Nunca pretendi ser rica! Como diz alguns professores meus, se nós (alunos) pretendessemos isso, não estaríamos cursando História. Estou nesse curso porque eu gosto de ler, porque o historiador de tudo sabe um pouco e isso eu admiro muito nessa profissão. Darei aula sim! E durante o curso, tentarei sempre ser uma ótima aluna, sempre tirando boas notas e adquirindo o maior conhecimento possível durante a graduação, mas não farei dela uma competição; porque quando terminá-la quero me casar! Aliás, quero ser feliz... Melhor dizendo, continuar a ser tão feliz como eu sou agora.&lt;br /&gt;Quem sabe todas as brincadeiras de escolinha na qual fiz parte valha alguma coisa!&lt;br /&gt;obs: eu sempre era a professora!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-1958623699403474765?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/1958623699403474765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=1958623699403474765&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1958623699403474765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/1958623699403474765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/o-que-ser-professor.html' title='O que? Professor?'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-4021556196285635546</id><published>2009-04-08T06:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:08:44.972-07:00</updated><title type='text'>Um caso verídico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O português Francisco Gomes Henriques, na década de 1650, foi perseguido pela Inquisição. Era mercador de trato grosso, importava açúcar do Brasil, investira seis mil cruzados na Companhia Geral do Comércio do Brasil e emprestava dinheiro. Tinha dois filhos, do qual um deles morava em Roma sendo um dos mais alto dignatário eclesiástico, com o título de monsenhor e protegido do Papa.&lt;br /&gt;Entre seus antecedentes conta que interveio como testemunha de defesa no processo de Duarte da Silva (cuja história renderia um outro post) e disso surgiu seu ódio dos Inquisidores. E assim, foi preso sob a acusação de falso testemunho. Forra-gaitas (como também era conhecido) era solto de língua, confiado e imprudente. Sentia as costas quentes. Os Inquisidores não tinham contra ele senão a denúncia de falso testemunho e o Forra-gaitas confiava na proteção dos amigos e até do Papa, por intermédio do filho monsenhor. Mas ele nada fez do que subestimar os Inquisidores, que para obter matéria de acusação grave, introduziram no cárcere junto ao réu sucessivos espiões. E com todos eles o Forra-gaitas desafogou seu coração.&lt;br /&gt;De todas suas declarações ressalta sobretudo um profundo ódio aos Inquisidores, dos quais acusava de práticas gananciosas a custa de acusações falsas a pessoas inocentes e, entre elas, ricas; e os espiões insinuavam, no meio destas declarações exaltadas, alguns indícios, bem vagos, de crença judaica. Tal era a confiança do réu nestes seus companheiros que lhes confiava cartas para entregarem a um filho também preso; cartas que, naturalmente, iam parar às mãos dos Inquisidores.  Além destes epiões, os Inquisodores puseram a vítima sob a vigilância dos guardas para obterem a prova de que praticava o jejum judaico.&lt;br /&gt;Em Novembro de 1654, o Forra-gaitas foi notificado da sentença que o condenava à morte. Tentou ele apelar para o Papa, mas o Conselho-geral da Inquisição indeferiu seu requerimento. Nas vésperas da morte, Forra-gaitas escreveu uma longa carta à família e especialmente à mulher - "Luz e lume dos meus olhos, minha companheira de perto de 50 anos, ficai-vos embora, pois que Nosso Senhor Jesus Cristo não foi servido que morresse nos vossos braços e nos de meus filhos." E continua - "A todos vós, filhos da minha alma e netos, não vos esqueça a devoção de Nossa Senhora da Glória, pois é de tantos anos e de devoção aos pobres que vinham essa casa, para que Deus se lembre de minha alma." Dessa forma, o condenado por Judaísmo, à hora da morte, não só invoca Nosso Senhor Jesus Cristo, como se mostra devoto da Virgem Nossa Senhora da Glória.&lt;br /&gt;O Forra-gaitas contava chegar clandestinamente essa carta ao seu destino por intermédio de um companheiro de cárcere, no qual confiava ao ponto de, na mesma carta, o recomendar vivamente à mulher, pedindo-lhe que, no caso de este seu "amigo" sair em liberdade, lhe prover tudo o que fosse necessário. Mas o homem que assim soube insinuar-se na gratidão e na afeição do velho Forra-gaitas pôs a carta nas mãos dos senhores Inquisidores. A família nunca a recebeu e os Inquisidores sabiam que o condenado à morte era cristão, e até devoto de Nossa Senhora da Glória... E guardaram a prova no arquivo secreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem acha a Inquisição um assunto bastante interessante a ser estudado, vale a pena ler &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inquisição e Cristãos-Novos&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antônio José Saraiva&lt;/span&gt;, de onde eu tirei esse trecho. Ele conta outros dois casos de provas forjadas contra cristãos que foram condenados à morte por praticarem atitudes judaicas. Além disso, o livro trata dos judeus na Península Ibérica durante a Inquisição de uma forma simples e direta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-4021556196285635546?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/4021556196285635546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=4021556196285635546&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4021556196285635546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/4021556196285635546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/um-caso-veridico.html' title='Um caso verídico'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-6842938060640477202</id><published>2009-04-03T05:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:08:59.477-07:00</updated><title type='text'>Para que estudar história?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quarta-feira estava lendo um texto para a prova que tive ontem que me faz parar e pensar ''é por isso que faço História!!!"&lt;br /&gt;Você já pensou em acordar e não lembrar de nada? O que é um homem sem memória? Viver 50, 60, as vezes 70 anos ou mais e gradualmente ir perdendo a memória. O que seria se todos os livros de História e qualquer vestígio para o estudo historiográfico do mundo sumisse, desaparecesse? O que seria da civilização sem sua História? Talvez alguns possa dizer que não faria diferença, afinal, vive-se muito bem (ou não) sem saber nada de história do mundo.&lt;br /&gt;Mas assim como um homem perderia sua identidade, sua referência no mundo, o mesmo aconteceria com as civilizações; estas perderiam suas características e referências num contexto mundial. A História se refaz, ela constantemente muda, mas nunca deixa de existir, porque querendo ou não, ela muda o rumo da História que estamos fazendo todos os dias. Mas como diz Carl Becker (e eu concordo inteiramente) é que o tipo de História mais influente na vida em comunidade e no curso dos acontecimentos é a História que os 'homens comuns' levam em suas mentes. Homens comuns, neste caso, seriam todos aqueles, que não estudam História propriamente dita, mas nem por isso deixam de carregar um grande conteúdo desta em suas mentes, a ponto de poderem realizar grandes mudanças.&lt;br /&gt;Além dessa importância da História como fator de identidade própria, há uma outra outra passagem de 'O que são fatos históricos' de Carl Becker no qual eu gostaria de fazer uma ressalva. Ele diz assim: "O conhecimento histórico, embora ricamente armazenado em livros ou nas mentes dos professores de história, não é bom para mim a não ser que eu tenha um pouco dele. [...], não sei física, mas aproveito algumas pesquisas físicas todas as noites pelo simples fato de apertar o botão que acende a luz elétrica. E, dessa forma, todos podem tirar proveito das pesquisas da física sem saber nada de física..." Mais um motivo pelo qual eu faço História e isso fez eu refletir se isso não faz de mim uma pessoa egoísta. Estudo História mas esse conhecimento só influencia a mim, enquanto que outras ciências podem facilitar minha vida sem eu mesma sabê-la.&lt;br /&gt;Talvez seja por isso, que Becker esteja um pouco decepcionado, não digo com a História, mas com seu nível de influência aos 'homens comuns'. Escrito em 1926, após a 1° e anterior a 2° Guerra Mundial portanto, Becker se mostra triste pela pesquisa histórica não ter sido tão influente quanto as pesquisas científicas foram ao longo do século XIX. E assim, enquanto esta provocou meios eficientes de provocar uma guerra horrorosa, aquela pouco fez para evitar esse infortúnio (ou desgraça) mundial.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Certamente cem anos de pesquisa histórica de peritos nada fizeram para evitar a Guerra Mundial, a exibição mais fútil de insensatez, em tudo e por tudo, jamais feita pela sociedade civilizada. Governos e pessoas lançaram-se a essa guerra com uma estupidez enorme, com um fanatismo imenso, com uma capacidade ímpar de iludir a si mesmos e aos outros. Não estou dizendo que a pesquisa histórica é uma censura à Guerra Mundial. Estou dizendo que ela teve pouca ou nenhuma influência sobre ela, de uma forma ou de outra."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-6842938060640477202?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/6842938060640477202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=6842938060640477202&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6842938060640477202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/6842938060640477202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/04/vamos-refletir.html' title='Para que estudar história?'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4847246429412002604.post-8561286169393940498</id><published>2009-03-28T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T12:09:10.278-07:00</updated><title type='text'>O início</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz realmente muito tempo que a criação desse blog estava em meus planos. O que está em meus planos agora é que eu não o abandone como fiz com outros blogs, fotologs e sites de relacionamento que não fosse o orkut.&lt;br /&gt;Enfim, o objetivo deste é que eu possa ver futuramente, o quanto minhas idéias amadureceram (afinal, não nego que sou uma metamorfose ambulante) e também para que eu possa registrar reflexões e pensamentos que possam vir a ser úteis algum dia.&lt;br /&gt;Quanto ao nome do blog, guardo bem as palavras de minha professora: ''O Historiador também é conhecido como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Profeta do Passado&lt;/span&gt;.''&lt;br /&gt;Já que eu não tenho paciência de escrever diário, que esse registro virtual torne-se um documento de minha existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4847246429412002604-8561286169393940498?l=profetadopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://profetadopassado.blogspot.com/feeds/8561286169393940498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4847246429412002604&amp;postID=8561286169393940498&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8561286169393940498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4847246429412002604/posts/default/8561286169393940498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://profetadopassado.blogspot.com/2009/03/o-inicio.html' title='O início'/><author><name>Giovana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17456741026540727874</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YtbwAyEF7Vg/SekFQF0v_XI/AAAAAAAAACY/dfFeGIaE2Is/S220/meu+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
