terça-feira, 21 de agosto de 2012

Rachel Corrie

Nevertheless, no amount of reading, attendance at conferences, documentary viewing and word of mouth could have prepared me for the reality of the situation here. You just can’t imagine it unless you see it – and even then you are always well aware that your experience of it is not at all the reality: what with the difficulties the Israeli army would face if they shot an unarmed US citizen, and with the fact that I have money to buy water when the army destroys wells, and the fact, of course, that I have the option of leaving. Nobody in my family has been shot, driving in their car, by a rocket launcher from a tower at the end of a major street in my hometown. Rachel Corrie

Em 2003 Rachel Corrie foi atropelada por um trator israelense ao se colocar em frente a uma casa de família no território da Palestina que, como tantas outras, estava para ser destruída. O caso teve repercussão porque trata-se de uma cidadã norte-americana e não podemos esquecer quantos palestinos - adultos e crianças - foram mortos antes e depois dela e não saíram na imprensa. No entanto, se não for pela voz dos que têm vozes, quem falará pelos que não têm?

Rachel deixou um legado maravilhoso. Os emails e outros escritos que produziu no período que passou na Palestina ficou para nós e se transformaram em livro e peça de teatro. Os emails podem ser lidos no site da Rachel Corrie Foundation for Peace and Justice, que foi criada á sua homenagem após sua trágica morte. 

Poderia me arriscar a dizer que, pelo menos os emails que eu li, poderiam ser chamados de "diário de Anne Frank moderno"? Acho que sim. Mas as palavras de Rachel doem mais. São mais profundas. Jogam na nossa cara a outra face do ser humano. A face cruel e, ao mesmo tempo, imóvel. E, mesmo que tentássemos, ela nos deixa claro que nunca saberemos o que é este sofrimento pelo qual passa essas pessoas que sofrem as maiores injustiças e atos da frieza humana. O mundo é desigual e injusto e, não sei de  onde, ao longo de seus emails, ela tira forças e esperanças para continuar a lutar num lugar que, a cada dia, lhe apavora mais e mais. 

Se uma coisa que eu pretendo compreender melhor no futuro é este embate que acontece entre Israel e Palestina. Estes campos de concentração e torturas psicológicas que sofreram o povo judeu na Alemanha Nazista, num passado tão recente, e que se espelham agora num povo e numa terra que pouco ou nada tiveram a ver com isso. Mas essa realidade de agora, que também chamo de nazista, que pratica o Estado de Israel é pior. Pior porque tem a aprovação de todo mundo. Pior porque acontece sob os olhos de todos. Pior porque é uma guerra que já acontece há muito tempo e não tem previsão para acabar. 

O site The Rachel Corre Foundation: http://rachelcorriefoundation.org/

Just feel sick to my stomach a lot from being doted on all the time, very sweetly, by people who are facing doom. I know that from the United States, it all sounds like hyperbole. Honestly, a lot of the time the sheer kindness of the people here, coupled with the overwhelming evidence of the wilful destruction of their lives, makes it seem unreal to me. I really can’t believe that something like this can happen in the world without a bigger outcry about it. It really hurts me, again, like it has hurt me in the past, to witness how awful we can allow the world to be. Rachel Corrie

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