segunda-feira, 28 de maio de 2012

Too late to not wanna grow up

A gente não percebe que está crescido quando começamos a criticar deus e o mundo, nem quando achamos que criamos maturidade e muito menos quando saímos da adolescência e chegamos aos 21 anos com uma carteira de motorista.

A gente acha que nos tornamos adultos quando começamos a trabalhar, quando criamos responsabilidade para sair sozinhos sem avisar os pais e, principalmente, quando começamos a ter liberdade para passar noites fora de casa. Achamos que viramos "donos de nossos próprios narizes" depois da primeira vez, do primeiro copo de cerveja, da primeira DP... Quando começamos a tomar pílula, passar creme no rosto para evitar futuras rugas e comprar camisinha na farmácia. 

Tudo isso, quando éramos crianças e pré-adolescentes, era "tão coisa de adulto". 

Mas, virar adulto não é legal e a gente só percebe isso quando as escolhas começam a pesar. Não é quando começamos a pagar nossas próprias contas, nem quando começamos a morar sozinhos, tão menos quando casamos e temos filho. Virar adulto é ter cuidado com cada decisão, com cada passo tomado, pois sabemos que um desvio pode prejudicar tudo o que construímos ou prejudicar quem mais amamos além de nós mesmos. 

Não são mais os nossos pais que escolhem as coisas por nós e essas escolhas não são tão simples como "que roupa vou colocar no dia seguinte?". São decisões como mudar de emprego, começar um novo curso, frequentar uma nova igreja, sair ou não com aquela pessoa que você acha que é seu amigo, mas desconfia, separar-se de seu esposo/a, mudar seu filho de escola, fazer ou não aquela viagem dos sonhos que vai acabar com suas economias, comprar ou não um carro que também vai acabar com suas economias, mas vai te salvar de horas no ponto de ônibus? Mudar de área de trabalho ou ficar confortável onde já está? 

É difícil, mas é necessário ficar ponderando... Fazendo balanças com pontos negativos e positivos. É chato. Frustrante. 

Agora eu entendo porque Peter Pan não queria nunca crescer! Ao assistir o longa, sempre pensava porque raios ele não queria ser independente dos pais, trabalhar e ter sua própria casa e cachorro? Oras, hoje vejo que isso não tem nada a ver se você é adulto ou não. O próprio Peter Pan conservava uma carinha de criança e se dizia uma, mas suas responsabilidades eram de adulto. Ele tinha a quem cuidar, enfrentava guerras e vilões. Era um líder... Mas nem nosso herói aguentou tanta responsabilidade com escolhas a serem feitas que afetava todos os órfãos a quem tanto amava e precisou, até ele, ir atrás de ajuda! 

É, a vida adulta chegou! Ela chega mais cedo para uns do que para outros, mas é igual ao curso teórico tão agradável que a gente faz por duas semanas para tirar a carteira de motorista: todo mundo tem que passar por isso uma vez na vida! Não é, Allan?

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