quinta-feira, 31 de maio de 2012

Creative writing 1 - Sometimes

Sometimes, but just sometimes, sadness fulfills her heart. She doesn’t know exactly why. Pensa, pensa, mas só consegue sentir uma vontade de… Nothing. 

What if I go to the gym? – She thinks… Não adianta, porque está sem vontade. 

What If I read a book? – She thinks… But, in deep, ela também não quer. 

What if I change my life completely? – Mas de onde tirará vontade para isso? She thinks... What if the problem is not my life, why would I change it? 

In the end, she thinks too much, she feels even more, but she does nothing. 

Talvez seja uma fase, talvez TPM… Maybe she has too much to do, maybe not. 

Perhaps she’s just complaining… Talvez um café a anime. 

What she does for sure, é tentar se convencer que Schopenhauer está errado: a dor não existe simplesmente com a consciência de que somos seres históricos. And someday, just like yesterday, she’ll reach the pleasure, which is not having pain. 

Tomorrow, ela se decidiu, she’ll leave the bed, fará um café quente e gostoso, will go to class, aproveitará o máximo que puder, will see her friends, irá rir com eles and will go to the movies to see something different. She’ll move on and, for sure, encontrará mais prazeres do que dores, porque Schopenhauer não sabia de uma coisa, happiness lies where love is. 

To conclude, there is her problem: falta de amor e de ação. It is needed to love and to do more, not just for her, but for her loved ones.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Saúde pública

- Oh Pangloss, gritou Cândido, eis uma estranha genealogia! Não seria o diabo o seu tronco?
- De modo algum, replicara o grande homem. Era uma coisa indispensável no melhor dos mundos, um ingrediente necessário. Pois se Colombo não houvesse contraído, numa ilha da América, esta doença que envenena a fonte da geração, que frequentemente impede a geração, e que é evidentemente o oposto da grande meta da natureza, não teríamos nem o chocolate nem a cochonilha. É preciso ainda observar que hoje, em nosso continente, esta doença nos é própria, como a controvérsia. [...]
- Eis o que é admirável, disse Cândido, mas é preciso curá-lo.
- E como posso fazê-lo?, disse Pangloss. Eu não tenho um tostão, meu amigo. E em toda a extensão deste globo, não podemos sofrer uma sangria nem fazer uma lavagem intestinal sem pagar ou sem que haja alguém que pague por nós. [...]
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Acesso ao serviço de saúde pública: um problema desde o século XVIII.

Let's set to work?


I have a big family. Besides me, my mother and my father have three more children. When my oldest brother was 8 and my youngest sister was 3, my father injured his feet and my mother, who had never left us alone before, had to take him to the hospital and me and my siblings stayed all by ourselves at home for around four hours. During this period, we set to work. My oldest brother set the dog loose inside our living room and my youngest sister set all her paints she made at school into the wall. My middle sister decided she would make pancakes and she almost set the house on fire. At the time, I was only a six-year-old boy and, as my sister was cooking, I started setting the table to eat the pancakes she was making. The problem is that I couldn’t reach the dishes so I set everything I could on the floor to climb. For luck, an older cousin, who has always set an example for all of us, arrived and seeing all that mess, set clear targets for the four of us arrange what we had done. For my older brother, besides cleaning the mess the dog had done at the living room, he set him the responsibility of looking after his younger siblings! 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Too late to not wanna grow up

A gente não percebe que está crescido quando começamos a criticar deus e o mundo, nem quando achamos que criamos maturidade e muito menos quando saímos da adolescência e chegamos aos 21 anos com uma carteira de motorista.

A gente acha que nos tornamos adultos quando começamos a trabalhar, quando criamos responsabilidade para sair sozinhos sem avisar os pais e, principalmente, quando começamos a ter liberdade para passar noites fora de casa. Achamos que viramos "donos de nossos próprios narizes" depois da primeira vez, do primeiro copo de cerveja, da primeira DP... Quando começamos a tomar pílula, passar creme no rosto para evitar futuras rugas e comprar camisinha na farmácia. 

Tudo isso, quando éramos crianças e pré-adolescentes, era "tão coisa de adulto". 

Mas, virar adulto não é legal e a gente só percebe isso quando as escolhas começam a pesar. Não é quando começamos a pagar nossas próprias contas, nem quando começamos a morar sozinhos, tão menos quando casamos e temos filho. Virar adulto é ter cuidado com cada decisão, com cada passo tomado, pois sabemos que um desvio pode prejudicar tudo o que construímos ou prejudicar quem mais amamos além de nós mesmos. 

Não são mais os nossos pais que escolhem as coisas por nós e essas escolhas não são tão simples como "que roupa vou colocar no dia seguinte?". São decisões como mudar de emprego, começar um novo curso, frequentar uma nova igreja, sair ou não com aquela pessoa que você acha que é seu amigo, mas desconfia, separar-se de seu esposo/a, mudar seu filho de escola, fazer ou não aquela viagem dos sonhos que vai acabar com suas economias, comprar ou não um carro que também vai acabar com suas economias, mas vai te salvar de horas no ponto de ônibus? Mudar de área de trabalho ou ficar confortável onde já está? 

É difícil, mas é necessário ficar ponderando... Fazendo balanças com pontos negativos e positivos. É chato. Frustrante. 

Agora eu entendo porque Peter Pan não queria nunca crescer! Ao assistir o longa, sempre pensava porque raios ele não queria ser independente dos pais, trabalhar e ter sua própria casa e cachorro? Oras, hoje vejo que isso não tem nada a ver se você é adulto ou não. O próprio Peter Pan conservava uma carinha de criança e se dizia uma, mas suas responsabilidades eram de adulto. Ele tinha a quem cuidar, enfrentava guerras e vilões. Era um líder... Mas nem nosso herói aguentou tanta responsabilidade com escolhas a serem feitas que afetava todos os órfãos a quem tanto amava e precisou, até ele, ir atrás de ajuda! 

É, a vida adulta chegou! Ela chega mais cedo para uns do que para outros, mas é igual ao curso teórico tão agradável que a gente faz por duas semanas para tirar a carteira de motorista: todo mundo tem que passar por isso uma vez na vida! Não é, Allan?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando o ultra-moderno se une ao antigo

Nestes últimos três dias participei de um Workshop promovido pelo IEB, MAC e IPEN sob o patrocínio da CBE Embrarad e a IAEA. O título desta oficina era "Preservação de papéis e bens culturais: o uso da radiação ionizante". Vocês já conseguem me imaginar como uma super especialista e interessada em radiação gama e os efeitos químicos e físicos em tudo isso, não é? Mas eu fui lá muito mais com um ar de arquivista e historiadora, que sempre tem em mente a preocupação da conservação da memória.

O que eu vi foi uma coisa interessantíssima. Quando a radiação gama foi criada, a preservação de bens culturais era um objetivo quase inimaginável para os cientístas que trabalhavam com esta questão, mas como o mundo é muito contraditório, hoje ela é um importante, eficiente e econômico instrumento de preservação de papéis, bens culturais e, inclusive, artefatos arqueológicos. Foram dois dias de várias palestras e estudos de caso e, no terceiro dia, uma visita ao irradiador do IPEN, o Instituto de Pesquisas Nucleares. As palestras mais técnicas sobre a aplicação e o funcionamento da radiação gama me foram pouco úteis. No entanto, sua eficiência como instrumento de preservação de documentos de arquivos foi fenomenal. 

O workshop começou com uma das melhores palestras possíveis: a desmistificação do uso de radiação. Ao contrário do que pensamos, os estudos e a aplicação radioativa acontecem sempre com muito cuidado e o manuseio de algo irradiado não nos tornará verdes, tão menos mutantes. Muito do que comemos ou temos acesso foi irradiado em algum ponto de seu processo antes de chegar até nós: temperos, condimentos, flores e frutas destinadas à exportação, instrumentos médicos e até mesmo bolsas com sangue doados que serão usados para transfusão. A conclusão primária foi: não fazemos ideia de onde vem e pelo que passa as coisas que comemos, compramos ou somos submetidos, pois, praticamente, tudo é irradiado.

Mas porque irradiados? Bom, porque a irradiação gama tem a capacidade de, em pouco tempo, desinfectar e desinfestar quaisquer objetos que são inseridos nos irradiadores. O que vimos nos estudos de caso foram documentos e objetos de arte consumidos por fungos, cupins, larvas e brocas que, quando submetidos aos irradiadores, foram "limpos" destes seres biológicos e livres de sua degradação, prontos para serem submetidos ao restauro e limpeza sem que os especialistas corressem algum risco de doença por estar em contato com estes seres. 

Um dos estudos de caso mais interessante foi o da Fernanda Mokdessi Auada. Ela e sua equipe foram responsáveis pelo restauro de toda a documentação dos orgãos públicos da cidade de São Luiz do Paraitinga, localizada no Vale do Paraíba, depois da enchente desastrosa que sofreu no início de 2010. Foi um caso muito noticiado, acredito que muita gente se lembra da Igreja do centro da cidade que desmoronou por causa da água. Enfim, as fotos dos documentos fungados que chegaram a ela foram chocantes. Não acredito na possibilidade de alguém trabalhar com aquele material sem adquirir, no mínimo, uma forte reação alérgica. Os documentos estavam preto, rosa, laranja e de quaisquer outras cores que colônias de fungo podem ter. Imediatamente estes documentos foram irradiados, tiveram seus "inimigos biológicos" detidos e, finalmente, foram restaurados e puderam ser manuseados novamente.

Apesar de incrível e maravilhoso, a gente sempre tem que ficar com um pé atrás, não é mesmo? Por isso que me pareceu que este workshop foi muito mais uma propaganda da possibilidade de irradiação e das poucas empresas que prestam este tipo de serviço aqui no Brasil, do que uma discussão sobre o uso de radiação gama nos papéis e bens-culturais. Não houve um palestrante que mostrasse os contra-pontos desta técnica, somente o endeusamento dela. Eles nos passaram muita segurança em relação o seu uso, é verdade, mas faltou os argumentos adversários. 

Hoje, durante a visita do irradiador, fiquei sabendo da informação mais chocante destes últimos três dias de workshop: a quantidade de radiação para matar um ser humano é de 10 grays, enquanto que a quantidade mínima para desinfestar um objeto infestado de cupins ou outros insetos, é de 10 kgrays. Não me lembro a quantidade exata, mas lembro-me perfeitamente de que o valor estava na casa dos kgray. Somos mais frágeis que insetos. 

Enfim, foi uma experiência muito legal, que me possibilitou a reflexão de como técnicas ultra-modernas podem se aliar à artefatos antigos para a sua preservação e perpetuação da memória.  

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mãe,

São três letras apenas
as desse nome bendito.
Três letrinhas, nada mais...
e nelas cabe o infinito.
E palavra tão pequena,
confessam mesmo os ateus.
És do tamanho do céu
e apenas menor do que Deus.

(Mário Quintana)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cinco semanas em terras americanas

Me sinto mal por não ter escrito aqui há tanto tempo. A melhor desculpa é que nunca há tempo, mas isso é mentira. A verdade é que quanto mais somos forçados a escrever, mais a gente quer escrever. Agora, se isso se torna uma opção, a preguiça fala mais forte e acabamos por fazer nada.

Ano passado, em Outubro se não me engano, me inscrevi para uma bolsa de cinco semanas nos Estados Unidos financiada pelo Departamento de Estado Norte-Americano para aprender sobre a cultura e a história dos EUA no mês de Janeiro deste ano. A inscrição e a seleção foi feita pela embaixada e, mesmo sem fé, eu fui selecionada. Desta maneira, eu e mais 19 brasileiros de várias partes do Brasil tivemos essa chance maravilhosa de viver o que, pelo menos a maior parte de nós, não poderia custear essa vivência no exterior tão cedo. 

Minhas impressões em terras norte-americanas foram boas, más e limitadas. Esta última, não porque cheguei lá "narrow-minded", mas porque das cinco semanas que lá fiquei, quatro foram numa cidadezinha minúscula na Carolina do Norte e apenas quatro dias em Washington. Ou seja, o mais perto que a maior cidade-símbolo estadunidense ficou de mim, foram quatro horas de distâncias nos quatro dias que fiquei em Washington. Nesta cidade minúscula de North Carolina, fiquei alojada e assisti todas as aulas do programa em uma universidade historicamente de negro. A partir daí já dá para ter uma ideia de algumas das impressões que eu tive. Tudo era uma oposição de negros X brancos. Desde as músicas, as boates, o transporte público até a Universidade e a Elementary School. 

Engraçado que na mesma cidade, encontrava-se além da North Carolina Central, que foi onde eu fiquei, a Duke University, a Chapel Hill e a North Carolina State. Estas últimas três pareciam ser as "universidades de branco", enquanto a última a "universidade de negro". Perguntando a um aluno da North Carolina Central se ele num achava isso um pouco excludente, sua resposta foi que não, porque a Central lhe dava a oportunidade de estudar assim como os outros tinham nas outras universidade. Sim. Isso em pleno século XXI.

O que eu vi nesta cidadezinha, não foram puritanos, mas pessoas de mente muito retrógrada, presas e vítimas de preconceitos cristalizados que se institucionalizaram. 

Sobre outros aspectos, o consumismo é algo exagerado neste país. Não só na compulsividade de comprar 20 pares de tênis ou outras coisas desnecessárias, apesar de isso ser de praxe, mas em relação também a comida. Pratos lotados de comida que seria jogada fora, pratos e copos descartáveis dentro das casas para evitar lavar louça, espaços físicos de lojas e shoppings enormes sem necessidade (pois havia pouquíssimos habitantes da cidade e tudo isso fica relativamente vazio), sem contar as ruas que mais pareciam estradas: tudo queria ser grandioso.

Os últimos quatro dias, no entanto, foram o que fez vale a viagem. A grandiosidade se mostrou presente nos monumentos de Washington e em seus museus, mas a cidade e o shopping tinha uma cara muito mais urbana e muito mais próximo do que estou acostumada a ver e viver em São Paulo. Havia metrô e ônibus acessíveis, coisa que não existia em North Carolina, e isso nos dava mobilidade. Não era mais preciso depender de carro (coisa angustiante para um aluno de intercâmbio) e tudo ficou mais perto: lojas, restaurantes, parques, museus, etc. 
O paradoxo dessa viagem foi que nas quatro primeiras semanas, minha vontade era de nunca retornar em solo americano novamente; em compensação, quatro dias em Washington foi o suficiente para eu voltar e fazer planos de economizar dinheiro, tirar novamente o visto e voar direto para Washington e depois pegar um ônibus na rodoviária e conhecer New York. 

Minha conclusão é que espaços fechados e isoladas tendem a se tornar narrow-minded-places (autoria by me). Temos que procurar cidades cosmopolitas para visitar, ao contrário, a tendência é duas: ou ficar igual a gente que você conheceu na viagem ou odiar o lugar que você foi. Se não fosse Washington, sairia com uma visão péssima, porque ruim é muito pouco, do que são os EUA. Por isso, futuras viagens que dependerem da minha escolha, serão sempre para cidades cosmopolitas (comecei a gostar dessa palavra!). 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Considering the Euro crisis and the French elections, what's the future of tourism in Europe?

For the Western part of the world, Europe has always been the center of the universe. The History learned in schools is all European and even when Africa and America are studied is because Europe “discovered” them in the 15th century. Nowadays, United States occupy a big role in the worldwide scenario and China is also getting a big part of it too, but the old Europe, even after its relative loss of importance, still represents a “matriarch” for world’s politics and economy. 

Its history, because is what we most learn in schools and from general media (some European events are better known than our own history’s notable happenings), enchants everybody. The spread idea that Europe is the cradle of civilization is the responsible for thousands of people who were not born in Europe and want to live or visit its countries. The most desired destinations are always the same: France, Italy, Germany, England, Greece, Spain and Portugal. 

The first of our list, France, is facing now intense debates between their candidates for the presidential elections and the immigrants’ situation in the country is one out of the several polemics of this dispute. This issue, however, is not only French. The economical crisis Europe is dealing with during the last years is intensifying the xenophobic populism and legal actions against immigration. In the first moment we may think that this reaction is only against foreign people who are actually living in these countries, but as we can see in the last years, it also affects tourism. Brazil, recently, had to take some legal actions against Spanish tourists due to the problems Brazilian were constantly having in Spanish airports.

Comparisons are not always good, but in this case it is worth to be mentioned. In the 1930’s, Europe was also facing a big economical crisis after the First World War and the xenophobic reaction against Jews gained strength and was managed not only by the social sphere, but also for political reasons. Nowadays, the most victims of the European xenophobic discourse are the Islams and we can see it by the recent law Sarkozy implemented forbidding the use of the veil the Muslins women wear in their head under the excuse that France owns a secular civil government. In Spain, it is said that immigration is the responsible for the insufficient welfare state because it abuses healthcare. These arguments, although they are not true, give simple answers to more complex problems and population in general end up believing and supporting this racist discourse. 

Now France is through its presidential elections, Sarkozy and Hollande have opposite views about the same issue. Whilst the first candidate proposes a language proficiency test to all the ones who want to enter into the country, which would considerably limit the number of immigrants, Hollande wants to regularize everybody who is illegal and also permit the right to vote for immigrants in municipal elections. It’s very surprising the fact that Hollande, the socialist candidate, is the favorite for the elections, but we cannot forget that Le Pen, the right extremist who lost the round one and had a very xenophobic discourse, had almost 20% of the French votes, which is very significant amount. 

Although tourism is esteemed because it brings money to the place where it happens, the fact that many tourists end up staying in the continent and not going back is being responsible for making tourism also a victim of this xenophobic wave that’s rising through Europe. The Spanish airports’ problem Brazilians were facing is a good example: they fear the possibility that who is entering into the continent as tourists become illegal immigrants. That´s what I think the tendency of tourism in Europe is going to face in the next years if the European crisis increases. 

If the socialist candidate in France wins the elections, however, a big change may happen. One unique country making easier the immigration in a continent where their neighbors are each time closing its doors for foreign people, will become an open door not only for tourism in Europe, but also to illegal immigrants.

In the end, I think Europe will always enchant people and will always be one of the favorite destinations for tourists. Depending on the moment the continent is facing, its entrance is easier or not. In Greece, which we know is the most problematic country in the European crisis, is being helped by tourism, which is rarefying the crisis effects and the prices, because of the crisis, decrease, attracting more tourists. As we can see, tourism in Europe has both sides: when it is needed, the entrance gets easier and cheaper, but when it is affected by political discourse and xenophobic fears, it becomes a delicate issue, mixing illegal immigrants and tourists in the same speech.

How would tourism be possible in no-frontiered-countries?

There is an utopic idea that no-frontiered-countries would make a better world. John Lennon defended this idea in one of his most famous songs, Imagine in 1971: “Imagine there's no countries / It isn't hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace”. Searching on the internet about the same topic, I found something that also dragged my attention and, although it was written in 2009, the idea we see in John Lennon’s song is the same and it was written by someone who lives backpacking around the world and constantly writes about his adventures in his blog: “A no-frontiered-world is about a world without prejudice, racism or any kind of discrimination, selfless, unambitious and without betraying; it is a world where we can be free to be in any part of the world and say: This is my home! Where the love reigns between people, respecting and learning how to deal with the differences, not impose or commanding anything to anybody. Without colonies, no oppression, where mankind become consciousness that is needed to give hands and to be united; united against famine, misery, corruption, greed and any kind of autoritarism, be it political, religious or social.” Although I have talked about two extracts from the 20th and 21st centuries, respectively, a no-frontiered-world concept is not so modern. Karl Marx in the 19ths idealized a world exactly like this in the communist regime and since the ancient Greek times, the stoical philosophers used to identify themselves as world’s citizens. 


In other words, a no-frontiered-world is something that men have always dreamed about. People who really defend this idea, since the ancient times until nowadays, tend to think that people would help and love each other, just like John Lennon says in his song “Nothing to kill or die for”; the defenders also think that the human differences, both cultural and physical, would not matter so much as we can see also in the song: “and no religion too” or, as we can see from the extract I took from the backpacker's blog: "A no-frontiered-world is about a world without prejudice, racism or any kind of discrimination, selfless, unambitious and without betraying". Particularly, this is a too utopist view of the world and also oversimplified. To understand better this issue, I decided to take some examples of our daily lives. Although there are no, geographically speaking, frontiers inside the city of São Paulo, it does not mean that people help and love each other; and, during election times, the candidates, who were born and have lived their whole lives in the same city they intend to command, are not very concerned about more than half of people who also live there and are going to elect them. What I mean is that "frontiers" can have many meanings, not only land divisions. Besides political frontiers, which is the first thing that comes to our mind when we hear about this issue, there are many social, economical and cultural frontiers, put differently, social frontiers, which correspond to barriers much more complex to overcome to achieve this so much idealized equality John Lennon says in his song.


Considering the theme of the article, I don't think that no-frontiers-countries would be possible. The contest between natural resources has always been the main reason for wars and dispute between countries and nations. Especially at the present time, in which the petroleum and the main energy natural resources are each time more needed and each day more scarce. In addition to that, more impossible than no-frontiers-countries, is a no-frontiered-world. As told before, the social frontiers are obstacles much more difficult to overcome. Just to give some more examples, in Europe ethical problems still are reasons for violent attacks against civilians, although when we talk about ethical problems, we first think about Africa. In Ireland, superficially speaking, the main problem are between Catholics and protestants; in Spain, the Basques still look for their autonomy; in Eastern Europe, there are the nationalists disputes between different people in the Balkans and Kosovo. We can say many other examples of disputes that go much beyond merely land divisions. In the United States, although black and white people live in the same country and try to show the world they don't live in a segregational society anymore, there are, until in these times, black neighborhoods, black songs, black clubs, as well as black universities. 


Despite the several other examples that could be mentioned, I believe that the idea that "frontiers" goes much beyond land divisions is clear and, because of that, the utopic conception that no-frontiers-countries would be a better place to live is senseless. The modern examples given and many others that were not mentioned, proves that even inside land frontiers, there are cultural, social and economical barriers that segregate people. That's why I believe that, even if something happened and a no-frontiered-countries reality began, the tourism would not change so much. The bureaucracy would be easier, because passports and visas wouldn't be required. Apart from that, the differences between people according to the place they live wouldn't change and it would continuously drag our attention and curiosity. And, even if passports and visas would not be required anymore, we wouldn't "be free to be in any part of the world and say: This is my home!", because human beings feel connected to place where they were born and to the societies where they grew up. 


Tourism, in no-frontiered-countries, would still exist. The exotic aspects that make us feel interested in knowing different places, foods, habits, cultures and others, wouldn't disappear, because they are the social aspects told before that cannot be overcome with merely no-land-divisions. In fact, the only thing that would change, would be the facilities in terms of documentation and prices, because the less bureaucracy we have to run after the less money we have to spend on that, what would make tourism much more enjoyable.

domingo, 13 de maio de 2012

Mulher é fonte de vida

Atualmente é muito intenso o debate sobre a legalização do aborto. Já falei sobre isso aqui no blog: eu acho que a mulher tem um dom, que é o de gerar e poder carregar dentro de si outra vida. Este fim de semana, como ocasião dos dias das mães, andei a refletir mais sobre o assunto. Só um parêntese: na época de comemoração do dia das mães, um momento de aquecimento do comércio e da economia, ninguém fala sobre o assunto!

No sábado, fui com a minha mãe à Igreja onde ela frequenta porque aconteceu um evento de homenagem às mães que teria como encerramento um chá da tarde. Lá, a mensagem que passaram, entre algumas outras, é que mulher é fonte de vida. E eu concordo muito com isso e acho que, por mais que eu tenha usado diferentes palavras no meu texto de 2009, esta foi uma das ideias que eu quis passar.

Na quarta-feira passada na aula de Teoria da História, o professor usou um exemplo muito bom para explicar a concepção de História para o pensador Michelet. Se hoje em dia ensina-se nas escolas religião, ela é tratada analiticamente. Ou seja, ensina-se às crianças as características da religião hinduísta, judaica, católica, espírita... Onde elas são predominantes, quais são seus livros sagrados, sua filosofia, etc. Em outras palavras, as religiões são tratadas como coisas, nas palavras do professor. Perdeu-se o sentimento que a religião procura passar para seus fiéis para ganhar o espaço no campo de análise. Deixou de ser ensino religioso para ser ensino de sociologia da religião. Essa “coisificação” é o que tanto combatia Michelet em relação ao ensino da história, que para ele deveria ser aquela área que inspiraria paixão e fé aos alunos.

Tudo isso para dizer que eu acho que ultimamente as mulheres, que tanto têm lutado por um espaço maior e igual aos homens na sociedade, têm, na verdade, sido tratadas como coisas. O argumento de escolha com o que fazer com o seu corpo, continuo com a mesma opinião, é não-pensado. Nós já temos esse poder com os vários métodos anticoncepcionais que existem aos nossos alcances. Só para deixar claro, estou me referindo ao debate sobre a legalização do aborto, mas acho que em alguns casos, se bem analisados, ele pode até ser válido e necessário.

A mulher tem perdido espaço no campo do sentimento para tratar de sua capacidade como fonte de vida, simplesmente como uma máquina que pode ou não carregar e gerir um feto em seu ventre.  Um dia, quem sabe, retornaremos aos tempos antigos em que as mulheres eram valorizadas justamente por essa capacidade que lhes é tão preciosa e única e, pelo mesmo motivo, a divindade carregava em si a simbologia da fertilidade e a aparência feminina.