quinta-feira, 15 de abril de 2010

Crime e Castigo

Crime e Castigo é um livro fenomenal! Dividido em dois volumes, são os dois primeiros livros de uma coleção recomendadíssima da Editora Abril. Os Grandes Clássicos é composto por vários livros que vão desde Dom Quixote e Orgulho e Preconceito até Memórias Póstumas de Brás Cubas – só para citar a diversidade de autores e estilos. São aquelas histórias que conhecemos através das inúmeras referências em animações e filmes, mas cuja história nunca foram lidas. E o preço, ao contrário dos livros nas livrarias, é muito acessível – R$14,90.

Crime e Castigo foi escrita pelo autor russo Fiódor Dostoiévski no final do século XIX em um momento conturbado de sua vida. A história, que conta sobre uma determinada parte da vida do nosso querido Ródia, é capaz de prender o leitor do começo ao fim. Poderia dizer que é uma história policial, da perspectiva do assassino. Não é a narração de um detetive procurando pelas pistas do criminoso, mas sim das tentativas deste de escondê-las e pelo que foi levado a fazer num momento de loucura – mas que, em verdade, fora planejado muito antes.

Na história, que se passa em São Petesburgo, os personagens são pobres e lutam para sobreviver de diversas maneiras: seja através de casamentos, bicos em qualquer tipo de trabalho, prostituição, ou, quando se está quase no limite, bebendo.

Durante a leitura, muitas vezes o narrador mergulha nos pensamentos de Ródia, transcrevendo tudo o que ele pensa. Esses pensamentos são a chave do livro, segundo a meu ver. São eles que permitem a narração fugir da normalidade, pois assim como um pensamento flui, o mesmo acontece quando estamos lendo a mente de Ródia. É, também, através desse “truque” que sentimos compaixão pelo protagonista. É possível sofrer junto com ele: sentir sua febre, sua loucura e sua doença. Quando se cura, é com facilidade que sentimos pena e queremos o seu melhor.

Enfim, um detalhe que chama muito a nossa atenção logo de início, são os nomes dos personagens – russos. Como estamos acostumados com nomes de origem inglesa, italiana, alemã e francesa, nomes russos são difíceis de serem pronunciados, mas são divertidas as tentativas.

Só posso dizer, para finalizar, que o livro é maravilhoso. Setecentas páginas vão com facilidade e, para quem gosta de história, é uma ótima referência para ilustrar a situação da Rússia algumas décadas antes de 1917.

8 comentários:

Don Allan disse...

linda



vou acabar de ler esse livro ainda nesse semestre, prometo !


xD

LOL-italo0o0o0-oO-LOL disse...

nossa gii ke lgl esse texto mew se eu tivesse paciencia para ler eu iria ler o livro do crime e castigo

Jéssica de Sousa disse...

Esse livro com certeza eu vou ler =D
Já adoro um autor russo: Anton Tchekhov; e já está na hora de eu ler outros autores russo.

Paulo Henrique Passos disse...

Finalente, um que eu já li. hehehehe.

Mas a edição que li foi da editora Martin Claret. E confesso que realmente teve vezes em que endoidei junto com Raskólnikov - e já falando dos nomes russos, o foda é que muitas vezes vem o nome todo de vários personagens, hehehe, aí fica meio complicado ficar lendo aquele nome direto, todo tempo.

E só pra botar mais uma informação, também interessante pra entender o romance, é que Dostoiévski foi um dos precursores do existencialismo, cujas ideias oram baseadas inicialmente nas obras do escritor russo.

Até o próximo post.

Thiago César disse...

jah ouvi falar muito nesse livro, mas nao sabia do q se tratava... pelo q vc escreveu, parece ser interessante mesmo!

CA Ribeiro Neto disse...

Gi, esse livre também está na minha lista de interesses! ehehehhehe

O seu destaque, do autor evidenciar os pensamentos da personagem para criar uma relação afetiva com o leitor, é uma técnica bem utilizada. Agora, essa técnica e outras são muito discutidas no que concerne à polêmica da tradução. Pois, provavelmente, você leu a interpretação de alguém sobre tal passagem e não a genialidade que o 'Dosto' tinha. Ou seja, uma passagenzinha que o tradutor não tenha entendido direito já modifica a obra.
Isso é bastante complicado.

beijos

Jéssica de Sousa disse...

Hauahuahauhauaua
Foi de verdade sim, Giovana...se ela morreu, eu não sei =x
kkkkkkkkkkkk

Thiago César disse...

obrigado pelo comentario no meu blog!
a "noite dos mortos-vivos" q tah no meu top 10 eh o original, em preto e branco, de 1968. nao sei se foi essa versao q vc viu na tv, pq esse filme jah teve algumas regravações.
o exorcista tah em primeiro lugar pq pra mim eh o melhor filme de terror de todos os tempos e meu genero preferido eh terror. axo q ele consegue juntar o terror tosco com uma preocupação artistica, tecnica, etc, enfim, eh uma coisa muito pessoal.
o poderoso chefao 2 realmente eh tao bom quanto o primeiro, mas o primeiro me marcou mais.
já o auto da compadecida, eu nao considero muito enquanto filme, pq eh soh uma edição da serie, q pra mim eh a melhor serie brasileira ateh hj. se bem q teve um filme das antiga de o auto da compadecida, q eu ainda nao vi, nao sei se eh desse q vc tah falando. BJOS!