quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Memórias de uma gueixa

Memórias de uma gueixa é um livro que, antes de entreter e maravilhar o leitor, é uma leitura que tira preconceitos; que vai contra o senso-comum. Antes de lê-lo, achava que Gueixa era uma prostituta na versão japonesa, porque, há um tempo, quando perguntei a alguém o que gueixa significava, foi essa a resposta que obtive. Outro ponto muito favorável, é a outra visão da participação do Japão na Segunda Guerra Mundial: não foram só as bombas de Hiroshima e Nagazaki.

É um livro muitíssimo recomendado. Ainda não vi o filme, mas tenho vontade apesar do medo de me decepcionar - como é de costume. A vontade de vê-lo, porém, vem da dificuldade de imaginar os kimonos que são descritos, o que são na verdade, grandes obras de arte. Como é possível alguém, que nunca viu nenhum quadro de Picasso, imaginar Guernica apenas com palavras? É assim que me senti lendo como as gueixas estavam vestidas em grandes obras de arte.

Gueixas são artistas. Artistas em entreter homens apenas com sua presença. Conversando, dançando, tocando intrumentos e servindo chá. Parece simples, mas não é. Além de ser hábil para todos essas atividades, a dificuldade de uma gueixa sobreviver do dinheiro de políticos, militares e empresários num Japão que pouco a pouco vai decaindo por conta da guerra, torna tudo ainda mais complicado.

É uma leitura que não só entretém, mas que ensina muito sobre um mundo que, por estar do outro lado do globo, parece tão distante de nós.