terça-feira, 5 de maio de 2009

A mulher e seu dom

Viagens de ônibus proporcionam boas conversas... E esses dias, no ônibus, um amigo meu estava contando seus tempos de colégio e citou seu professor de redação que adorava usar o tema aborto como discussão em suas aulas. Para completar, ele me disse que as meninas de sua sala diziam o que todos já devem ter ouvido alguma vez: "Sou sim a favor do aborto! O corpo é meu e faço dele o que quiser!". Bom, acho que isso não é novidade para ninguém. Todos já devem ter ouvido alguma vez na vida uma argumentação desse tipo, tem até se tornado clichê.

Neste mundo globalizado, cujas informações correm minuto a minuto e o moderno é ser... moderno, a valorização da mulher tem seguido para uma outra direção. Valoriza-se aquela profissional, mestre e doutora, trabalhadora e, algumas vezes quase sempre, aquela que tem o corpo considerado bonito para os padrões contemporâneos. Não que esses não sejam motivos de reconhecimento, mas a figura feminina, delicada e materna tem perdido um pouco seu espaço. As mulheres nascem com um dom de Deus, são as criaturas que podem carregar dentro de si uma outra vida e dela se tornam responsáveis. Não faz parte do corpo da mulher mas está lá porque este é seu dom: cuidá-lo e protegê-lo. E parece que esta ideia está cada vez mais inexistente.

Curioso é que em culturas pagãs, a mulher era valorizada justamente por essa característica e rituais de fertilidade não devem ser encarados como práticas pervertidas, mas uma forma dessas culturas valorizarem a mulher como ser criadora. Vale a pena ler As Brumas de Avalon, apesar de não ser o tema central da narrativa isso é bastante evidente. E a leitura vale a pena não só por isso, mas também porque é uma coleção maravilhosa, com certeza uma das melhores que já li.

Só um recado a essas garotas: se o corpo é de vocês e dele vocês fazem o que querem, valorizem-no mais. Porque usar um argumento desse tipo para defender o aborto é mostrar-se um tanto quanto irresponsável.

Fica aqui, um pouco adiantado, minha homeanagem a todas as mães. Sendo elas boas mães ou não, nos carregaram na barriga por nove meses e graças a elas aqui estamos.

5 comentários:

C. A. Ribeiro Neto disse...

Primeiramente, quando ao blog's de quinta. Se quiser experimentar participar, você me avisa que eu lhe passo os procedimentos. Acho que essa "obrigação" de postar toda quinta faz com que a pessoa mantenha o blog sempre ativo. Tem um amigo meu que, de vez em quando até cria texto em cima da hora de postar, só para não deixar a quinta passar!

Nossos estudos são bem próximos. Eu faço um curso superior de Política e Legislação. Lá eu estudo história, sociologia, ciência política, direito, administração... Então entendo bem esse seu lado, apesar de não cogitar a hipótese de dar aula. E ler textos como o seu também servem muito para quem escreve textos como os meus e os do Hermes, pois precisamos ver como a sociedade pensa e por aí vai.

Comentarei o texto novo no outro comentário... hehehe

C. A. Ribeiro Neto disse...

Pois é, o corpo é dela, mas a vida em questão é de outro, no caso, filho delas, né?

Eu concordo com o aborto em determinados casos, e que deveriam ser prescritos por lei.

Nossa sociedade atual acabou com a criação do dualismo e do herói e agora em cada momento tem alguém que é bom em alguma coisa, e para ser constatado isso, precisa estar documentado. Parece que você só será uma boa historiadora se tiver um papel comprovando isso... essas coisas. Como não há papel dizendo quem é boa mãe...

allan_leonheart disse...

De fato, há mulheres que caso fosse possível, fariam 3 abortos por ano. Porém, há casos que ocorrem por acidente, sendo que pessoas que não queriam ter filhos, acabam tendo por um simples acidente, sem culpa em nenhum dos lados. Na maioria das vezes, isso muda completamente o planejamento do futuro dessas pessoas, geralmente jovens e cheio de planos. Claro, uma vida, ou futura vida, é algo importante. Há pesos a se pesar em tal questão.

Hermes disse...

Bom, essas coisas já foram discutidas por mim e já cansei! Não posso fazer nada, se algumas garotas querem pensar assim...Só a favor do aborto em raríssimos casos, até no estupro eu fico meio a meio, a criança tem culpa do que aconteceu? Acho que não...mas talvez seja mais a se discutir. Preciso voltar a escrever para ter seus comentários, hauaha. Vou tentar fazer isso hoje, abraço!

gustavo disse...

Muito bom Gi, adorei!
achei bem interessante esse painel por vc apresentado...

Agora vou dar uma de professor de redação de cursinho,

"Parabéns, continue escrevendo!!"