quinta-feira, 21 de maio de 2009

História e Geografia

Algo que sempre me impressionou e me atraiu em história é sua abrangência interdiscplinar e de conhecimento. Sempre tive a impressão que o historiador sabe de tudo um pouco. Mas uma outra área que também reconheço ser bastante abrangente é a geografia. Não há como negar que seu âmbito de estudo é enorme e imensamente diverso.

Brincando, muitas vezes disse que escolhi História porque por mais que se estude muitas guerras, pestes, mortes e desgraças, tudo isso já passou. Ficou no passado e o ser humano superou tudo isso. É muito mais fácil e menos desgastante estudar horrores que já foram superados. Quando fazemos as estimativas de quantas pessoas morreram na 1° e na 2° Guerra Mundial, ou quantas foram as vítimas da peste negra, não ficamos abalados com isso. Usamos, literalmente, como um dado estatístico para transferir as consequencias numa esfera política, econômica e social. Mas é claro que há excessões para os que estudam a história mais contemporânea.

A geografia, por sua vez, sempre me trouxe a impressão que as desgraças estudadas são atuais e a previsão para o futuro é sempre aterrorizadora. Em níveis de Ensino Médio, estudamos a poluição e a contaminação dos rios e do solo, o efeito estufa, o poderio bélico dos países que, caso entrem em guerra, podem destruir o mundo com suas armas e munições nucleares, etc. Mas isso, é claro, sempre foi a impressão leiga que tinha.

Como já disse em outro post, o lado bom que longas viagens de ônibus nos proporcionam é a conversa que temos com pessoas que temos a oportunidade de conhecer durante esse período em meio ao trânsito. E assim eu conheci uma veterana em geografia - que apesar de dividirmos o mesmo prédio nunca conversamos e nem nos encontramos - e me revelou que o curso inteiro é jogar em cima dos alunos problemas: a poluição, as guerras, problemas políticos e econômicos; e ainda disse que muitos têm que tomar antidepressivos (ela mesma disse que busca ajuda na igreja) para não achar que é o fim do mundo. Realmente, me surpreendi, não sei se foi exagero dela ou não, mas pelo menos vi que eu não estava completamente errada sobre a "felicidade" do curso de geografia - meu vizinho de sala.

7 comentários:

CA Ribeiro Neto disse...

Não sei como é aí, mas aqui, os alunos dos cursos de geografia são estereotipados como alcóolicos e drogados, talvez seja aí o motivo, né?

Eu, sinceramente adoro geografia, era a matéria que eu me dava melhor no tempo de colégio. Até já dei umas aulinhas informais... hehehe

Nunca tinha pensado a geografia como essa manifestadora de problemas todo tempo... mas é verdade. Mas, ao mesmo tempo, eles só fazem deixar claro o que o humano faz no mundo.

Na política temos algo bem parecido. Você olha para todos os sistemas políticos e formas de governos e não vê uma solução para a situação em que vivemos. Não chega a abalarmos assim, com depressão e tal, mas faz-nos pensar muito!

Gi disse...

Faz-nos revoltar, não Carlinhos? =/

CA Ribeiro Neto disse...

Pois é... às vezes chegamos a dizer que a democracia - a vista como menos pior - está desgastada e pede por substituição. Mas será que isso é de hoje? Desde quando será que essa alegação é feita? Acho que essa resposta é mais pro seu lado do que pro meu! hehehehehe

allan_leonheart disse...

hahaha...

minha resposta a isso é muito mais pessoal do que científico. Acho que a Democracia propriamente dita é mais um ideal, cujo significado foi tomado e reformulado aos padrões que conhecemos hoje. Portanto, o que precisa ser substituído, não é a democracia, mas esse sistma político ao qual estamos submetidos.

Hoje, vivemos este caso, mas desde sempre foram outros os sistemas que, independentemente da época e lugar, foram superados e substituídos por outros.

allan_leonheart disse...

não era para ter entrado com o login do allan, a resposta foi minha, da Giovana.

allan_leonheart disse...

Como assim, usando meu nome sem minha permissão ?! YOU WILL CRY UNTO MY BLADE !!!!!!



=ppp


Então...a geografia sempre me interessou muito também, apesar de eu "ser de exatas".É legal você estudar sobre coisas atuais, que se vê no jornal e em revistas.E, acho que ao estudar algumas especificades, como poluição e pobreza, deve ser de se aterrorizar mesmo.

Mas outro lado bom, que pode compensar, é a busca por soluções, isso deve ser legal. Usar de todo seu intelecto estudando maneiras de tornar a coisa melhor.

Hoje, eu vi em um programa esportivo, o luxemburgo, tecnico no palmeiras, após ser indagado sobre um critica á um manda chuva da federação de arbitragem brasileira, falando que no Brasil existe somente democracia em alguns setores, mas em outros existe a ditadura, que não se pode falar nem criticar. Pode parecer um exemplo bobo, mas é mais ou menos isso que acontece em qualquer demnocracia do mundo.

CA Ribeiro Neto disse...

Olhae... e eu pensando: "Que legal, o namorado da Gi me respondendo! Vamos dialogar aqui!"

Quanto ao que você falou, vem-me à cabeça uma teoria de que o ser humano nunca se contenta com o que tem. Acho que desde os romanos, quando criaram a democracia, disseram: "É, vamos usar essas coisinha aqui enquanto não pensamos em coisa melhor e assim a democracia foi vindo até hoje!"

Quanto ao que o Allan falou, esse negócio das soluções é interessante, mas acho que não surte muito efeito não. Por exemplo, o que mais escutamos falar é de preservação da natureza, mas só o que vejo é gente jogando papel no chão. Quantas propagandas precisam ser feitas para mudar a cabeça do povo? Quantas vezes o governo tem que pedir para os motoristas de SP não andarem de carro sozinho e darem carona aos colegas?
Ainda hoje existe quem defenda o tempo da ditadura...